quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Circular da CNJAE sobre juventude sindical

É notório que o tema juventude ganhou espaço na sociedade nos últimos anos e se estendeu às organizações políticas e sociais, que passaram a organizar fileiras de jovens em seu interior e formular políticas específicas para o atendimento de suas demandas.

É o caso do Partido dos Trabalhadores, que realizou seu I Congresso da JPT em maio de 2008, e da Central Única dos Trabalhadores, que criou a Secretaria Nacional de Juventude em seu 10º Congresso, em agosto de 2009.

Para a juventude da Articulação de Esquerda, o tema juventude passa a ganhar maiores proporções na medida em que é exigida a corresponder à extensa gama de movimentos juvenis, de juventudes dos movimentos sociais e do fortalecimento da juventude petista verificados no último período.

A tarefa de organizar nossas fileiras de jovens trabalhadores/as se justifica por três motivos centrais:
a) a luta pelo socialismo tem maior potencial quanto mais organizada e consciente estiver a classe trabalhadora, que atualmente no Brasil é composta majoritariamente por jovens;
b) o trabalho é a principal preocupação dos jovens brasileiros, seja pela falta dele ou por sua precariedade entre os/as que estão nesta fase da vida; e
c) o ciclo de desenvolvimento pelo qual o país está passando tende a incorporar setores (jovens em sua maioria) no mundo do trabalho formal, tornando possível um processo ativo de recomposição de parcela importante da classe trabalhadora, ainda dispersa pelo processo neoliberal de flexibilização trabalhista, privatizações e abertura comercial.

Muitos dos jovens orgânicos da AE são trabalhadores/as, porém, devido à dispersão de nossa atuação no setorial sindical, nossas direções de juventude em sua maioria não conseguem desenvolver orientações políticas para esta frente de ação.

Para contribuir na organização de jovens trabalhadores/as na CUT e nos sindicatos de diversos segmentos, bem como no setorial sindical da AE, que se encontra em um momento positivo de acumulo de forças, apresentamos as seguintes tarefas imediatas:

1. Mapeamento e cadastro: existem muitos jovens trabalhadores militantes da AE, mas é preciso identificar os/as jovens trabalhadores/as que já militam ou podem vir a militar no setorial sindical da AE.
2. Comunicação: para que haja uma política específica da corrente para o segmento jovem do setorial sindical, é preciso que esta militância dialogue entre si, faznedo necessário, em um primeiro momento, inserir estes jovens na lista de discussão nacional de juventude da AE, o que passa necessariamente pelo cadastro e por um estímulo à obtenção da assinatura do Página 13.
3. Formação e formulção: qualificar nossa intervenção deve estar lado a lado com a organização da militância nesta área de atuação. É preciso estimular a participação de jovens sindicalistas nos cursos de formação da AE e dos sindicatos aos quais estão vinculados, bem como construir espaços de formulação de políticas de juventude para o trabalho e para o sindicalismo;
4. Juventude da CUT: a criação da Secretaria Nacional de Juventude da CUT foi acompanhada pela criação de secretarias de juventude das CUTs estaduais, mas o processo de regulamentação destes espaços ainda está em construção. A composição do coletivo nacional e dos coletivos estaduais de juventude ainda estão se processando, sendo fundamental organizar nossa participação nestas instâncias.
5. Juventude dos sindicatos: ainda são muitos os sindicatos que não apresentam uma política específica para os trabalhadores jovens de seus respectivos ramos. É tarefa dos jovens sindicalistas da AE construir a política de juventude do sindicato ao qual está filiado.
6. Sindicalização: o índice de sindicalização entre os jovens é proporcionalmente menor que a média geral das demais faixas etárias. É necessário promover, em articulação com o setorial sindical e com as direções estaduais da corrente, campanhas de sindicalização de jovens trabalhadores/as, a começar pela nossa própria militância;

Estas tarefas devem ser desempenhadas pelo conjunto da juventude da AE, nacionalmente e nos estados onde se organiza, tendo como responsáveis a frente de massas da CNJAE, as CEJAEs e os secretários estaduais de juventude da CUT-RS e CUT-SE.


06 de outubro de 2009
Coordenação Nacional de Juventude da AE

Rodrigo Cesar - Coordenador de Relações Internacionais da JPT

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