sábado, 14 de novembro de 2009

O futuro depende disso

Não dá pra comparar, mas tem que comparar.

Não dá pra ficar apenas na comparação, mas
tem que comparar.

Por que comparar? - Porque é didático, ajuda
a compreender e memorizar, por analogia.

Por que ir além da comparação? - Porque houve
"mudança de patamar", parcela expressiva (20
milhões de famílias?) da população pobre melhorou
de vida, passou a ter renda, a comprar comida,
a ir à escola, a acessar serviço público de saúde
de qualidade, a ter luz, e agora aspira a possuir
uma casa própria.

Entonces, se a comparação é fundamental, para
marcar as diferenças, registrá-las na memória e
compreender significados, ir além dela é decisivo
para a vitória na disputa eleitoral de 2010, porque
a população beneficiada com essas diferenças vai
naturalmente querer mais. Suas demandas mudaram
de patamar, e saberemos delas (e os adversários e
inimigos também...) através de pesquisas realizadas
com esse propósito.

Comparar e ir além da comparação - o futuro depende
disso. Para todo o eleitorado que votou e não votou
em Lula, é importante mostrar que o seu governo fez
mais até do que se propôs a fazer. E que muito do que
foi feito "nunca antes nesse país" foi feito. Mas o que
o eleitorado quer que seja feito daqui pra frente, tanto
Dilma como os adversários e inimigos vão dizer que farão.

E aí? - Aí é que entra a credibilidade de quem fez, para
"provar" que continuará fazendo. Esse é o "lado cruel"
da coisa: mesmo "todo mundo" sabendo que o governo
fez, isso não será prova suficientemente forte de que a
candidata também fará, porque "ela" não é "o cara", e
quem fez foi ele, não ela...

Dessas diferenças aparentemente sutis, depende o
futuro. E o passado sabe disso. Tanto sabe, que está
trilhando o caminho de tentar desgastar a credibilidade
da candidata, já que não conseguiu desgastar a do "cara",
apesar de ter tentado isso nos últimos 20 anos.

Nesse contexto de propaganda subliminar para ganhar as
massas, na fase preparatória da disputa eleitoral que se
configura a mais importante da história da República, com
o enfraquecimento da gripe graças à chegada do verão,
é que surge o clarão, ou melhor, o apagão. Ou a repercussão
dele, que é o que realmente importa na sociedade midiática.
A rigor, ele nem precisaria ter acontecido. O fato de ter sido
fato ajuda, dá credibilidade à nova ofensiva visando reduzir
a credibilidade da candidata, mas o que realmente importa
é a sua exploração à exaustão. Falar do assunto até não
poder mais.

Coincidências são coincidências, mas na semana em que o
senador e ex-candidato do PSDB ao governo de Minas, é
levado a julgamento no STF, por corrupção pesada ocorrida
nas eleições de 2002, e sabendo-se que se ele for pra forca
levará junto uma leva de tucanos graúdos, ocorre um evento
que distrai a todos e a todas no país. Manobra diversionista,
diria um militar experiente.

O que virá, até o final de novembro? E em dezembro, podemos
nos preparar para o quê? (Sim, porque a lógica em andamento
é de algo novo a cada 15 dias.)

Tudo isso que está acontecendo estava previsto, para mais
ou para menos. Essa portanto, não é a questão que interessa.
O que interessa é a capacidade do governo em reagir à altura,
ou, até, se for possível, antecipar-se a ponto de poder esvaziar
situações desse tipo. O que interessa é a capacidade do governo
em retrucar à altura e prontamente, através dos próprios meios de
propaganda das Classes Dominantes.

O governo tem a ABIN e a Polícia Federal, pode e deve colocá-las
a serviço de prevenir atos de sabotagem e identificar seus autores
e mentores. O governo tem a Secom-PR, pode agir muito rápido
nessa disputa da opinião do eleitorado, sob pena de assistir a versão
dos adversários e inimigos prevalecer.

O que interessa, ainda, é a capacidade do Partido em informar e
mobilizar a militância, do PT e dos partidos aliados, mais a dos
movimentos sociais, para esclarecer e ganhar a população.

Temos que ter capacidade de nos antecipar, de também criar fatos
e colocá-los para se explicar, o tempo todo. A nível nacional e nos
estados. Se a mídia não está conosco, azar o dela.

A dispersão natural que ocorrerá nos próximos dois meses (mais ou
menos de 18 de dezembro até 17 de fevereiro) é um grande perigo.
O governo e os partidos e outras organizações de Esquerda terão
que se manter em prontidão, ter equipes de plantão o tempo todo,
exatamente como fazem as revistas, jornais, rádios e tevês.

A dispersão natural que ocorrerá a partir de abril-maio, com as muitas
candidaturas em ação, também não nos ajuda a ter respostas rápidas,
muito menos a nos antecipar e a causar danos aos adversários e inimigos.

Saudações entediadas,

VMP

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