terça-feira, 8 de junho de 2010

IBGE: PIB ante 1º trimestre de 2009 só perde para China

 

O aumento de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre de 2010 ante o quarto trimestre de 2009 foi um dos maiores patamares de crescimento do mundo para este período de comparação. Na comparação com igual período em 2009, quando a economia do País cresceu 9,0% nos primeiros três meses deste ano, esta taxa de elevação só não superou a alta do PIB da China para o mesmo período. A informação é da gerente de contas trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis. "Realmente, especificamente neste trimestre, o crescimento do PIB no Brasil só não foi mais alto do que o da China", avaliou.

A especialista fez a observação com base em dois levantamentos: um trata da evolução do PIB no primeiro trimestre deste ano ante quarto trimestre de 2009 em 17 países e/ou regiões, incluindo o Brasil; e outro foca na movimentação das taxas de crescimento da economia entre os países do chamado grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O IBGE tratou os dados relacionados à economia dos outros países com a ajuda do Instituto de Estatísticas, ligado ao Banco Central. Em uma lista de 17 países, o PIB do Brasil no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2009 superou as taxas de crescimento (ou de queda na economia) para o mesmo período de comparação, do Canadá (1,5%); Suécia (1,4%); Japão (1,2%); Portugal (1,0%); Estados Unidos (0,8%); Itália (0,5%); Suíça (0,4%); Reino Unido (0,3%); Alemanha (0,2%); União Europeia (0,2%); países da zona do euro (0,2%); Espanha (0,1%); França (0,1%); México (-0,4%); Grécia (-0,8%); e Chile (-1,5%).

O IBGE foi mais longe, e realizou outro levantamento, desta vez comparando o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano com igual trimestre do ano anterior, somente entre os países do grupo BRIC. O período de comparação neste levantamento, usado pelo IBGE, foi diferente, visto que a China e a Índia não divulgam dados que eliminam os efeitos sazonais no cálculo de suas taxas de PIB. Nos primeiros três meses de 2010, ante igual período no ano passado, a economia na China cresceu 11,9%, e ocupa a primeira posição entre as nações dos BRICs, seguida pelo Brasil, com alta de 9,0% no PIB nesta mesma comparação. O terceiro lugar é ocupado pela Índia, com aumento de 8,0% no PIB, no primeiro trimestre de 2010 ante primeiro trimestre de 2009; seguida por Rússia, com alta de 4,5% no PIB nos três primeiros meses deste ano, ante igual trimestre no ano passado.

Porém, a gerente fez uma ressalva. A especialista comentou que as taxas de crescimento do PIB brasileiro foram auxiliadas pela utilização de uma base de comparação baixa, refletindo os primeiros meses de 2009, quando a economia brasileira sentia os efeitos mais agudos da crise global. Ela informou ainda que não incluiu no levantamento países africanos, por exemplo, cujo PIB oscila de uma forma muito brusca com o passar dos trimestres. "Alguns países africanos, se for construída uma fábrica em um trimestre, o PIB naquele período dá um salto muito brusco. Temos que encarar estas comparações com muito cuidado", comentou.

Setor externo

O forte crescimento das importações fez com que o setor externo, que tinha contribuído positivamente para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, tenha voltado a dar uma contribuição negativa no cálculo do Produto, segundo Rebeca Palis. As importações entram com sinal negativo nas contas do PIB e cresceram bem acima das exportações no início deste ano.

Segundo o IBGE, as importações de bens e serviços aumentaram 13,1% no primeiro trimestre de 2010 ante o quarto trimestre de 2009, enquanto as exportações subiram 1,7% no período. Rebeca explica que essa forte expansão das importações reflete o câmbio, o aumento da demanda doméstica e a elevação dos investimentos, que leva à importação de máquinas e equipamentos. Na comparação com igual trimestre do ano passado, as importações de bens e serviços aumentaram 39,5% no primeiro trimestre de 2010, enquanto as exportações registraram alta de 14,5% no período.

Fonte: Site do MSN - seu dinheiro

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