segunda-feira, 21 de junho de 2010

Uma avaliação necessária

O Diretório Estadual do PT-RJ (DE) de 18/06, as vésperas do fim dos prazos das convenções legais de definem perante a Justiça Eleitoral as posições dos partidos políticos, adiou novamente a sua convenção legal para o dia 29/06.

O Encontro Estadual deixou para o DE a decisão sobre questões pendentes para a disputa eleitoral no estado do RJ: suplência no senado, coligação e tempo de TV nas disputas proporcionais. O acordado na Executiva Estadual era resolver logo essas questões para o mais rápido possível organizar legal e politicamente o PT e sua militância para a campanha eleitoral.

Mas as movimentações do PMDB-RJ já obrigaram a 2 reuniões do DE adiar resolução sobre o assunto. Isso ocorre pelas contradições da implementação do chamado Projeto Nacional do PT que subordina o partido em vez de tê-lo como protagonista.

A CNB e outros setores do PT fluminense desenvolvem uma fidelidade canina à tática eleitoral de realizar incondicionalmente concessões ao PMDB em troca da coligação na disputa presidencial. Esse novo “aliado” eleitoral tem se aproveitado para impor seus interesses de modo a subjugar o PT pelo país afora, construindo as bases para ter mais força ainda na gestão Dilma.

No Rio esse movimento é marcado por contínuos desrespeitos de parte do governador Sergio Cabral e do presidente da Alerj Jorge Picciani ao PT-RJ. Desde recusas veladas de reuniões com a direção partidária até iniciativas de isolamento e enfraquecimento das candidaturas ao senado e proporcionais do partido.

Essa postura chegou a um ponto que na reunião do DE (18/06) se voltou a questionar a coligação formal na disputa ao governo do estado e enfatizou a exigência de reunião com o governador imediatamente onde a aliança no senado seria uma condição para a sua continuidade. Na reunião anterior a relação com o governador também foi fruto de críticas no que diz respeito a forma de composição de governo.

Independente do desfecho é preciso reconhecer a necessidade de mudança de postura do PT-RJ na sua contribuição ao chamado Projeto Nacional. É preciso articular ofensiva política na relação, assim como ideológica e programática, estabelecendo compromissos com o governador.

Lideranças das diferentes forças políticas do PT fluminense reconhecem que há uma disputa por hegemonia no estado entre o PMDB e o nosso partido, mas infelizmente as opções táticas têm favorecido o adversário nessa disputa.

O resultado das disputas internas no PT-RJ definiu, até o momento, pela participação em uma coligação onde dos 4 cargos majoritários (governador, vice e 2 senadores) 3 estarão com o PMDB. Partindo do respeito a esse resultado o mínimo que se deve exigir é que a coligação se repita na disputa ao Senado com divisão de tempo de TV. Do ponto de vista da construção do PT devemos fazer uma chapa com suplentes do partido, como parte de uma tática de fortalecimento partidário.

Olavo Brandão Carneiro

Executiva Estadual do PT-RJ

Direção Estadual e Nacional da AE

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