quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Programa de Governo de Dilma e os radicais do PT

A coordenação de campanha de Dilma registrou no TSE um Programa de Governo que defendia algumas posições consensuais na esquerda partidária e social brasileira, e que foram aprovadas no 4º Congresso Nacional do PT no inicio de 2010.

Algumas dessas posições provocaram ampla reação contraria por parte da direita do país, principalmente de grandes meios de comunicação como a TV Globo, a Revista Veja e a Radio CBN. A linha editorial de todos foi (e é) associar as propostas como dos radicais do PT e que esses estariam controlando a campanha Dilma. Na coalizão eleitoral coube ao PMDB ser o porta-voz da reação, na condição de vice na chapa presidencial.

Radical e radicalismo foi a palavra da hora para agitar e unificar sentimentos anti-PT na sociedade e ajudar ao candidato tucano. Mas o que se está chamando de radicalismo é: 1) diminuição da jornada de trabalho sem diminuição de salários; 2) taxação de grandes fortunas; 3) controle social dos meios de comunicação; 4) reforma agrária.

Essas medidas se situam claramente como de ordem capitalista, e podem ser observadas em vários dos países chamados desenvolvidos. Podemos então reforçar que as elites nacionais rechaçam sempre com muita virulência toda e qualquer medida que contribua minimamente com a diminuição das desigualdades, visto que isso implica em sua perda de privilégios e regalias. Por outro lado o suposto radicalismo beneficiaria a enorme maioria da população no Brasil.

Não há muito tempo a OIT (Organização Internacional do Trabalho) trouxe a publico que a redução da jornada para 40 horas semanais atingiria 18,7 milhões de trabalhadores brasileiros, que teriam mais tempo para o lazer, o estudo, ficarem com a família, descansar. O que certamente não faz parte das preocupações das elites que passam férias na Europa e seus finais de semana nas caríssimas casas de praia ou do campo.

A taxação das grandes fortunas e heranças, e o aumento de impostos para os mais ricos significariam cobrar dos que têm mais para desonerar os que têm menos. Desse modo contribuindo para a diminuição da nossa imensa desigualdade social, econômica e política.

André Taffarel

Candidato a Deputado Federal - 1399

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