sexta-feira, 23 de julho de 2010

POESIA pelo Limite da Propriedade da Terra

por João Muniz

Limite da propriedade,
Da contradição da terra
Pra exterminar a fome
Que se alastra fazendo guerra
É uma imoralidade
Um bilhão de pessoas não come
É um mundo sem compaixão
A cada seis cidadão
Um vive de passar fome.

No Brasil dos oprimidos
Reina a miséria e a fome
É grande a população
Deste País que não come
É tal concentração
Que nega a mesa o pão
A elite fundiária
Em nossa sociedade
Limite da propriedade
É fazer reforma Agrária.

Vários Países no mundo
Terra tem limitação
Na Itália, Cuba, Egito
No Peru, Índia, Japão
Brasil latifundiário
Tem sido tudo ao contrario
A terra é mal repartida
Cruel patrão que explora
Famílias jogadas fora
Sem chão, sem casa e comida.

A pequena propriedade
Tem extensa produção
Produz 70% da nossa alimentação
Latifúndio é responsável
Por atos imperdoáveis
Conflitos, violência e morte
Tanta terra concentrada
Tanta gente sem ter nada
Jogada a própria sorte.

Pelo direito a terra
Soberania alimentar
Iremos mostrar nas urnas
Nosso poder popular
Vamos pra luta meu povo
Construindo um mundo novo
De justiça, paz e união
A terra bem repartida
Sempre a serviço da vida
De norte a sul deste chão.

Plebiscito popular faremos divulgação
É arregaçar as mangas
Nos colocar em ação
Limite da propriedade
Da terra é necessidade
Vamos, não fiquem parados
Voltar a terra de novo
É um direito do povo
É um dever do Estado.

Sim ao fim do latifúndio
Ao fim da concentração
Latifúndio capitalista
Promove a escravidão
Queremos nossos direitos
E exigimos respeito
Que falta aos desvalidos
Em busca da liberdade
Que ouçam as autoridades
O grito dos excluídos.

Que liberdade é esta?
Cadê a soberania?
E os filhos desta pátria
Exercem (a) cidadania?
São milhões que passam fome
Sem terra, sem chão, sem nome
No País da prepotência
07 de setembro chegando
E o Brasil precisando
De uma nova independência.

Fonte: Blog da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra

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