domingo, 31 de outubro de 2010

Obrigado Brasil

Íntegra do pronunciamento da presidente eleita Dilma

31.10.2010

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para  além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

  • Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
  • Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
  • Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
  • Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
  • Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.

Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem  e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos  gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.

Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos  para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredí-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é  difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

500 anos esta noite

                                                     Pedro Tierra

De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?

Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.

No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.
As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Brasília, 31 de outubro de 2010.

500 anos esta noite

                                                     Pedro Tierra

De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?

Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.

No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.
As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Brasília, 31 de outubro de 2010.

sábado, 30 de outubro de 2010

BALANÇO GOVERNO LULA E GOVERNO FHC

A liderança do PT na Câmara produziu essa comparação entre os dois governos, LULA X FHC. Veja a diferença!

O Brasil vive um grande momento. Há mais de sete anos, o país cresce, distribui renda, controla a inflação, aumenta a oferta de crédito. Tudo isso aliado a uma vigorosa política social.

Os indicadores econômicos e sociais que elencamos abaixo comprovam que a população está vivendo melhor, com mais comida na mesa, maior poder de consumo e mais oportunidade de crescer na vida, com trabalho e renda em alta.

Dilma é a única garantia de que o país continuará nesse caminho de crescimento econômico, distribuição de renda e redução das desigualdades iniciado pelo presidente Lula.

Para o Brasil Seguir Mudando, vote 13, vote Dilma!

Economia

  • Salário Mínimo – o salário mínimo passou de R$ 200,0 em 2002 para R$ 510,0 em 2010. Na comparação com o dólar, passou de US$ 81,0 para US$ 288,0 no mesmo período. O poder de compra do mínimo subiu de 1,4 cestas básicas em jan/03, para 2,4 cestas básicas em jul/10.

  • Emprego Formal – o Governo Lula gerou 14,7 milhões de empregos (jan/03 a set/10), enquanto o Governo FHC (1995 a 2002) criou apenas 5,0 milhões de empregos. Pela primeira vez, o Brasil tem mais empregos formais do que informais.

  • Taxa de desemprego – em 2002, a taxa de desemprego era 9,2%. Em set/10, chegou a 6,2%, a menor taxa desde o início da medição pelo IBGE.

  • Inflação – a inflação baixou de 12,53% a.a., em 2002, para 4,31% a.a. em 2009.

  • Exportações – subiram de US$ 60,3 bilhões, em 2002, para US$ 152,9 em 2009.

  • Reservas internacionais – passaram de US$ 38,0 bilhões em 2002 para US$ 275,0 bilhões em 2010.

  • Dívida com o FMI – FHC entregou o governo com uma dívida acumulada de US$ 20,8 bilhões, em 2002. O Governo Lula quitou toda a dívida em 2005, e, hoje, é credor externo, tendo emprestado US$ 10,0 bilhões ao FMI em 2009.

  • Investimento Público (Governo Federal e estatais) – a taxa de investimento passou de 1,4% do PIB em 2003, para 3,2% do PIB (abr/10).

  • Risco Brasil – teve pico de 1.439 pontos base em 2002. Com o Governo Lula, chegou a 206 pontos em set/10.

  • Dívida pública líquida – a razão da dívida pública sobre o PIB estava em 60,6% em 2002, último ano do Governo FHC. Com o Governo Lula, esta razão caiu para 41,4%.

Agricultura

  • Safra de grãos – em 2002, foram colhidas 97,7 milhões de toneladas de grãos. Já em 2010, são 148 milhões de toneladas – a maior safra da história.

  • Pronaf – o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinou, na safra 2002/2003, R$ 2,4 bilhões para os pequenos produtores brasileiros. Na safra 2010/2011, esse valor subiu para R$ 16,0 bilhões.

  • Programa de Aquisição de Alimentos – com o programa, o Estado compra diretamente a produção de 92.642 pequenos agricultores brasileiros, dando segurança à agricultura familiar. O programa não existia no Governo FHC.

  • Eletrificação Rural – o Programa Luz no Campo, de FHC e Serra, realizou 290,7 mil ligações de energia elétrica no campo brasileiro. Já o Luz Para Todos, de Lula e Dilma, já acumula 2,5 milhões de ligações.

  • Reforma agrária – no Governo Lula, foram incorporados 46,7 milhões de hectares no Programa de Reforma Agrária, beneficiando 574.609 famílias, com a criação de 3.348 assentamentos. Até então, havia pouco mais de 330 mil famílias assentadas.

Desenvolvimento Social

  • Estrutura social – em 2002, 44,7% da população brasileira era pobre, ou seja, tinha renda per capita mensal de até meio salário mínimo. Em 2009, somente 29,7% da população era considerada pobre. Isso significa que 27,9 milhões de pessoas superaram a pobreza entre 2003 e 2009. E 35,7 milhões de pessoas ascenderam às classes AB e C. Pela primeira vez na história, a classe média é maioria no país.

  • Desigualdade de renda – o Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu de 0,587, em 2002, para 0,539 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, mais desigualdade, quanto mais próximo de zero, menos desigualdade.

  • Índice de Desenvolvimento Humano – subiu de 0,790 para 0,813 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, melhor a qualidade de vida da população.

  • Programas de transferência de renda – a soma de todos os programas de transferência de renda do Governo FHC no ano de 2002 é de R$ 2,3 bilhões. O Bolsa Família, em 2010, soma recursos de R$ 14,7 bilhões.

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC) – o BPC, que atende idosos e pessoas com deficiência, chegava a apenas 1,6 milhão de pessoas em 2002, com recursos de R$ 3,4 bilhões. Hoje, o programa possui mais de 3,3 milhões de beneficiários, com recursos de R$ 20,1 bilhões.

  • Equipamentos sociais – já são quase 7 mil Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que são a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social, criado pelo Governo Lula. No Governo FHC, não havia CRAS nenhum.

  • Restaurante popular – não existia nenhum restaurante popular no Governo FHC. Com Lula e Dilma, 89 já estão em funcionamento.

  • Liderança mundial no combate à fome – o Brasil ficou no topo do ranking dos países em desenvolvimento na luta contra a fome, elaborado pela ONG Action Aid, pelo 2º ano consecutivo.

Saúde

  • Desnutrição infantil ¬– caiu 61%, passando de 12,5% em 2003, para 4,8% em 2008.

  • Taxa de mortalidade infantil – caiu de 24,3 mortes por mil nascidos vivos em 2002, para 19,3 por mil em 2007.

  • Saúde da Família – em 2002, 4.163 municípios eram atendidos por 16.734 equipes. Já em 2010, 5.275 municípios são atendidos por 31.500 equipes.

  • Agentes comunitários de saúde – eram 175.463 agentes em 5.076 municípios em 2002. Hoje, são 243.022 agentes em 5.364 municípios.

  • Equipes de saúde bucal – eram 4.261 em 2002. Hoje, são 20.103 equipes de saúde bucal, que cobrem quase metade da população brasileira.

  • Serviços de reabilitação – os recursos do Ministério da Saúde destinados ao atendimento de pessoas com deficiência saltou de R$ 129,6 milhões em 2002, para R$ 538,4 milhões em 2009.

  • SAMU 192 – Hoje, 1.437 municípios são atendidos pelo SAMU, que não existia antes do Governo Lula. São 1.956 ambulâncias que correm o Brasil atendendo casos de urgência.

  • Assistência farmacêutica – os recursos do Ministério da Saúde destinados para a distribuição de medicamentos no SUS passou de R$ 660,16 milhões em 2002 para R$ 2,36 bilhões em 2010.

Educação

  • Analfabetismo – a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 11,9% da população, em 2002, para 9,6% em 2009.

  • Ensino Técnico – o número de escolas técnicas cresceu 2 vezes e meia com o Governo Lula. Até o final de 2010, estarão funcionando 214 novas escolas. Serra e FHC só fizeram 11 escolas.

  • Prouni – com o Prouni, 748,7 mil jovens de baixa renda receberam bolsas de estudos para entrar no ensino superior. Com FHC e Serra, o Prouni não existia.

  • Universidades Federais – Lula e Dilma criaram 15 novas universidades e, até o final de 2010, terão inaugurado 124 novos campi, a maioria pelo interior do país. Serra e FHC só criaram 1 universidade, em função da criação do Estado de Tocantins.

  • Matrículas no ensino superior – o número de matrículas no ensino superior cresceu 63% entre 2003 e 2009, passando de 3,94 milhões para 6,44 milhões.

  • Educação especial – o número de salas de aula com recursos multifuncionais para atender alunos com deficiência passou de 250 em 2005 para 10.000 em 2009.

  • Orçamento do MEC – o orçamento total do MEC no Governo FHC (1995-2002) foi de R$ 214,8 bilhões. Já no Governo Lula (2002-2010), os recursos destinados ao Ministério somam R$ 317,2 bilhões.

  • Alunos inscritos no ENEM – no Governo FHC, 4,35 milhões de estudantes prestaram a prova do ENEM. Com o Governo Lula, a prova passou a ser utilizada como porta de entrada do Prouni e das Universidades Federais. Com isso, o número de estudantes que fizeram a prova foi para 21,93 milhões (2003-2009).

  • Alimentação escolar – o número de estudantes que recebem alimentação na escola saltou de 36,9 milhões, em 2002, para 47,0 milhões em 2009.

Segurança Pública

  • Investimentos federais – os recursos destinados para a Segurança Pública pelo Governo Federal eram de R$ 906,9 milhões em 2002, último ano do Governo FHC. Em 2010, último ano do Governo Lula, serão mais de R$ 3,3 bilhões.

Política urbana

  • Investimentos em Habitação – os recursos aplicados em habitação eram R$ 7,0 bilhões em 2002. Em 2009, foram R$ 63,3 bilhões.

  • Minha Casa, Minha Vida – o Governo Lula criou o Minha Casa, Minha Vida, que vai construir 1 milhão de moradias – a maior parte destinada para a população mais pobre. No Governo FHC, não existia nenhum grande programa de habitação popular.

Dá prá comparar?

Dia 31 vote 13 para o Brasil seguir mudando!

BALANÇO GOVERNO LULA E GOVERNO FHC

A liderança do PT na Câmara produziu essa comparação entre os dois governos, LULA X FHC. Veja a diferença!

O Brasil vive um grande momento. Há mais de sete anos, o país cresce, distribui renda, controla a inflação, aumenta a oferta de crédito. Tudo isso aliado a uma vigorosa política social.

Os indicadores econômicos e sociais que elencamos abaixo comprovam que a população está vivendo melhor, com mais comida na mesa, maior poder de consumo e mais oportunidade de crescer na vida, com trabalho e renda em alta.

Dilma é a única garantia de que o país continuará nesse caminho de crescimento econômico, distribuição de renda e redução das desigualdades iniciado pelo presidente Lula.

Para o Brasil Seguir Mudando, vote 13, vote Dilma!

Economia

  • Salário Mínimo – o salário mínimo passou de R$ 200,0 em 2002 para R$ 510,0 em 2010. Na comparação com o dólar, passou de US$ 81,0 para US$ 288,0 no mesmo período. O poder de compra do mínimo subiu de 1,4 cestas básicas em jan/03, para 2,4 cestas básicas em jul/10.

  • Emprego Formal – o Governo Lula gerou 14,7 milhões de empregos (jan/03 a set/10), enquanto o Governo FHC (1995 a 2002) criou apenas 5,0 milhões de empregos. Pela primeira vez, o Brasil tem mais empregos formais do que informais.

  • Taxa de desemprego – em 2002, a taxa de desemprego era 9,2%. Em set/10, chegou a 6,2%, a menor taxa desde o início da medição pelo IBGE.

  • Inflação – a inflação baixou de 12,53% a.a., em 2002, para 4,31% a.a. em 2009.

  • Exportações – subiram de US$ 60,3 bilhões, em 2002, para US$ 152,9 em 2009.

  • Reservas internacionais – passaram de US$ 38,0 bilhões em 2002 para US$ 275,0 bilhões em 2010.

  • Dívida com o FMI – FHC entregou o governo com uma dívida acumulada de US$ 20,8 bilhões, em 2002. O Governo Lula quitou toda a dívida em 2005, e, hoje, é credor externo, tendo emprestado US$ 10,0 bilhões ao FMI em 2009.

  • Investimento Público (Governo Federal e estatais) – a taxa de investimento passou de 1,4% do PIB em 2003, para 3,2% do PIB (abr/10).

  • Risco Brasil – teve pico de 1.439 pontos base em 2002. Com o Governo Lula, chegou a 206 pontos em set/10.

  • Dívida pública líquida – a razão da dívida pública sobre o PIB estava em 60,6% em 2002, último ano do Governo FHC. Com o Governo Lula, esta razão caiu para 41,4%.

Agricultura

  • Safra de grãos – em 2002, foram colhidas 97,7 milhões de toneladas de grãos. Já em 2010, são 148 milhões de toneladas – a maior safra da história.

  • Pronaf – o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinou, na safra 2002/2003, R$ 2,4 bilhões para os pequenos produtores brasileiros. Na safra 2010/2011, esse valor subiu para R$ 16,0 bilhões.

  • Programa de Aquisição de Alimentos – com o programa, o Estado compra diretamente a produção de 92.642 pequenos agricultores brasileiros, dando segurança à agricultura familiar. O programa não existia no Governo FHC.

  • Eletrificação Rural – o Programa Luz no Campo, de FHC e Serra, realizou 290,7 mil ligações de energia elétrica no campo brasileiro. Já o Luz Para Todos, de Lula e Dilma, já acumula 2,5 milhões de ligações.

  • Reforma agrária – no Governo Lula, foram incorporados 46,7 milhões de hectares no Programa de Reforma Agrária, beneficiando 574.609 famílias, com a criação de 3.348 assentamentos. Até então, havia pouco mais de 330 mil famílias assentadas.

Desenvolvimento Social

  • Estrutura social – em 2002, 44,7% da população brasileira era pobre, ou seja, tinha renda per capita mensal de até meio salário mínimo. Em 2009, somente 29,7% da população era considerada pobre. Isso significa que 27,9 milhões de pessoas superaram a pobreza entre 2003 e 2009. E 35,7 milhões de pessoas ascenderam às classes AB e C. Pela primeira vez na história, a classe média é maioria no país.

  • Desigualdade de renda – o Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu de 0,587, em 2002, para 0,539 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, mais desigualdade, quanto mais próximo de zero, menos desigualdade.

  • Índice de Desenvolvimento Humano – subiu de 0,790 para 0,813 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, melhor a qualidade de vida da população.

  • Programas de transferência de renda – a soma de todos os programas de transferência de renda do Governo FHC no ano de 2002 é de R$ 2,3 bilhões. O Bolsa Família, em 2010, soma recursos de R$ 14,7 bilhões.

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC) – o BPC, que atende idosos e pessoas com deficiência, chegava a apenas 1,6 milhão de pessoas em 2002, com recursos de R$ 3,4 bilhões. Hoje, o programa possui mais de 3,3 milhões de beneficiários, com recursos de R$ 20,1 bilhões.

  • Equipamentos sociais – já são quase 7 mil Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que são a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social, criado pelo Governo Lula. No Governo FHC, não havia CRAS nenhum.

  • Restaurante popular – não existia nenhum restaurante popular no Governo FHC. Com Lula e Dilma, 89 já estão em funcionamento.

  • Liderança mundial no combate à fome – o Brasil ficou no topo do ranking dos países em desenvolvimento na luta contra a fome, elaborado pela ONG Action Aid, pelo 2º ano consecutivo.

Saúde

  • Desnutrição infantil ¬– caiu 61%, passando de 12,5% em 2003, para 4,8% em 2008.

  • Taxa de mortalidade infantil – caiu de 24,3 mortes por mil nascidos vivos em 2002, para 19,3 por mil em 2007.

  • Saúde da Família – em 2002, 4.163 municípios eram atendidos por 16.734 equipes. Já em 2010, 5.275 municípios são atendidos por 31.500 equipes.

  • Agentes comunitários de saúde – eram 175.463 agentes em 5.076 municípios em 2002. Hoje, são 243.022 agentes em 5.364 municípios.

  • Equipes de saúde bucal – eram 4.261 em 2002. Hoje, são 20.103 equipes de saúde bucal, que cobrem quase metade da população brasileira.

  • Serviços de reabilitação – os recursos do Ministério da Saúde destinados ao atendimento de pessoas com deficiência saltou de R$ 129,6 milhões em 2002, para R$ 538,4 milhões em 2009.

  • SAMU 192 – Hoje, 1.437 municípios são atendidos pelo SAMU, que não existia antes do Governo Lula. São 1.956 ambulâncias que correm o Brasil atendendo casos de urgência.

  • Assistência farmacêutica – os recursos do Ministério da Saúde destinados para a distribuição de medicamentos no SUS passou de R$ 660,16 milhões em 2002 para R$ 2,36 bilhões em 2010.

Educação

  • Analfabetismo – a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 11,9% da população, em 2002, para 9,6% em 2009.

  • Ensino Técnico – o número de escolas técnicas cresceu 2 vezes e meia com o Governo Lula. Até o final de 2010, estarão funcionando 214 novas escolas. Serra e FHC só fizeram 11 escolas.

  • Prouni – com o Prouni, 748,7 mil jovens de baixa renda receberam bolsas de estudos para entrar no ensino superior. Com FHC e Serra, o Prouni não existia.

  • Universidades Federais – Lula e Dilma criaram 15 novas universidades e, até o final de 2010, terão inaugurado 124 novos campi, a maioria pelo interior do país. Serra e FHC só criaram 1 universidade, em função da criação do Estado de Tocantins.

  • Matrículas no ensino superior – o número de matrículas no ensino superior cresceu 63% entre 2003 e 2009, passando de 3,94 milhões para 6,44 milhões.

  • Educação especial – o número de salas de aula com recursos multifuncionais para atender alunos com deficiência passou de 250 em 2005 para 10.000 em 2009.

  • Orçamento do MEC – o orçamento total do MEC no Governo FHC (1995-2002) foi de R$ 214,8 bilhões. Já no Governo Lula (2002-2010), os recursos destinados ao Ministério somam R$ 317,2 bilhões.

  • Alunos inscritos no ENEM – no Governo FHC, 4,35 milhões de estudantes prestaram a prova do ENEM. Com o Governo Lula, a prova passou a ser utilizada como porta de entrada do Prouni e das Universidades Federais. Com isso, o número de estudantes que fizeram a prova foi para 21,93 milhões (2003-2009).

  • Alimentação escolar – o número de estudantes que recebem alimentação na escola saltou de 36,9 milhões, em 2002, para 47,0 milhões em 2009.

Segurança Pública

  • Investimentos federais – os recursos destinados para a Segurança Pública pelo Governo Federal eram de R$ 906,9 milhões em 2002, último ano do Governo FHC. Em 2010, último ano do Governo Lula, serão mais de R$ 3,3 bilhões.

Política urbana

  • Investimentos em Habitação – os recursos aplicados em habitação eram R$ 7,0 bilhões em 2002. Em 2009, foram R$ 63,3 bilhões.

  • Minha Casa, Minha Vida – o Governo Lula criou o Minha Casa, Minha Vida, que vai construir 1 milhão de moradias – a maior parte destinada para a população mais pobre. No Governo FHC, não existia nenhum grande programa de habitação popular.

Dá prá comparar?

Dia 31 vote 13 para o Brasil seguir mudando!

BALANÇO GOVERNO LULA E GOVERNO FHC

A liderança do PT na Câmara produziu essa comparação entre os dois governos, LULA X FHC. Veja a diferença!

O Brasil vive um grande momento. Há mais de sete anos, o país cresce, distribui renda, controla a inflação, aumenta a oferta de crédito. Tudo isso aliado a uma vigorosa política social.

Os indicadores econômicos e sociais que elencamos abaixo comprovam que a população está vivendo melhor, com mais comida na mesa, maior poder de consumo e mais oportunidade de crescer na vida, com trabalho e renda em alta.

Dilma é a única garantia de que o país continuará nesse caminho de crescimento econômico, distribuição de renda e redução das desigualdades iniciado pelo presidente Lula.

Para o Brasil Seguir Mudando, vote 13, vote Dilma!

Economia

  • Salário Mínimo – o salário mínimo passou de R$ 200,0 em 2002 para R$ 510,0 em 2010. Na comparação com o dólar, passou de US$ 81,0 para US$ 288,0 no mesmo período. O poder de compra do mínimo subiu de 1,4 cestas básicas em jan/03, para 2,4 cestas básicas em jul/10.

  • Emprego Formal – o Governo Lula gerou 14,7 milhões de empregos (jan/03 a set/10), enquanto o Governo FHC (1995 a 2002) criou apenas 5,0 milhões de empregos. Pela primeira vez, o Brasil tem mais empregos formais do que informais.

  • Taxa de desemprego – em 2002, a taxa de desemprego era 9,2%. Em set/10, chegou a 6,2%, a menor taxa desde o início da medição pelo IBGE.

  • Inflação – a inflação baixou de 12,53% a.a., em 2002, para 4,31% a.a. em 2009.

  • Exportações – subiram de US$ 60,3 bilhões, em 2002, para US$ 152,9 em 2009.

  • Reservas internacionais – passaram de US$ 38,0 bilhões em 2002 para US$ 275,0 bilhões em 2010.

  • Dívida com o FMI – FHC entregou o governo com uma dívida acumulada de US$ 20,8 bilhões, em 2002. O Governo Lula quitou toda a dívida em 2005, e, hoje, é credor externo, tendo emprestado US$ 10,0 bilhões ao FMI em 2009.

  • Investimento Público (Governo Federal e estatais) – a taxa de investimento passou de 1,4% do PIB em 2003, para 3,2% do PIB (abr/10).

  • Risco Brasil – teve pico de 1.439 pontos base em 2002. Com o Governo Lula, chegou a 206 pontos em set/10.

  • Dívida pública líquida – a razão da dívida pública sobre o PIB estava em 60,6% em 2002, último ano do Governo FHC. Com o Governo Lula, esta razão caiu para 41,4%.

Agricultura

  • Safra de grãos – em 2002, foram colhidas 97,7 milhões de toneladas de grãos. Já em 2010, são 148 milhões de toneladas – a maior safra da história.

  • Pronaf – o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinou, na safra 2002/2003, R$ 2,4 bilhões para os pequenos produtores brasileiros. Na safra 2010/2011, esse valor subiu para R$ 16,0 bilhões.

  • Programa de Aquisição de Alimentos – com o programa, o Estado compra diretamente a produção de 92.642 pequenos agricultores brasileiros, dando segurança à agricultura familiar. O programa não existia no Governo FHC.

  • Eletrificação Rural – o Programa Luz no Campo, de FHC e Serra, realizou 290,7 mil ligações de energia elétrica no campo brasileiro. Já o Luz Para Todos, de Lula e Dilma, já acumula 2,5 milhões de ligações.

  • Reforma agrária – no Governo Lula, foram incorporados 46,7 milhões de hectares no Programa de Reforma Agrária, beneficiando 574.609 famílias, com a criação de 3.348 assentamentos. Até então, havia pouco mais de 330 mil famílias assentadas.

Desenvolvimento Social

  • Estrutura social – em 2002, 44,7% da população brasileira era pobre, ou seja, tinha renda per capita mensal de até meio salário mínimo. Em 2009, somente 29,7% da população era considerada pobre. Isso significa que 27,9 milhões de pessoas superaram a pobreza entre 2003 e 2009. E 35,7 milhões de pessoas ascenderam às classes AB e C. Pela primeira vez na história, a classe média é maioria no país.

  • Desigualdade de renda – o Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu de 0,587, em 2002, para 0,539 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, mais desigualdade, quanto mais próximo de zero, menos desigualdade.

  • Índice de Desenvolvimento Humano – subiu de 0,790 para 0,813 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, melhor a qualidade de vida da população.

  • Programas de transferência de renda – a soma de todos os programas de transferência de renda do Governo FHC no ano de 2002 é de R$ 2,3 bilhões. O Bolsa Família, em 2010, soma recursos de R$ 14,7 bilhões.

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC) – o BPC, que atende idosos e pessoas com deficiência, chegava a apenas 1,6 milhão de pessoas em 2002, com recursos de R$ 3,4 bilhões. Hoje, o programa possui mais de 3,3 milhões de beneficiários, com recursos de R$ 20,1 bilhões.

  • Equipamentos sociais – já são quase 7 mil Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que são a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social, criado pelo Governo Lula. No Governo FHC, não havia CRAS nenhum.

  • Restaurante popular – não existia nenhum restaurante popular no Governo FHC. Com Lula e Dilma, 89 já estão em funcionamento.

  • Liderança mundial no combate à fome – o Brasil ficou no topo do ranking dos países em desenvolvimento na luta contra a fome, elaborado pela ONG Action Aid, pelo 2º ano consecutivo.

Saúde

  • Desnutrição infantil ¬– caiu 61%, passando de 12,5% em 2003, para 4,8% em 2008.

  • Taxa de mortalidade infantil – caiu de 24,3 mortes por mil nascidos vivos em 2002, para 19,3 por mil em 2007.

  • Saúde da Família – em 2002, 4.163 municípios eram atendidos por 16.734 equipes. Já em 2010, 5.275 municípios são atendidos por 31.500 equipes.

  • Agentes comunitários de saúde – eram 175.463 agentes em 5.076 municípios em 2002. Hoje, são 243.022 agentes em 5.364 municípios.

  • Equipes de saúde bucal – eram 4.261 em 2002. Hoje, são 20.103 equipes de saúde bucal, que cobrem quase metade da população brasileira.

  • Serviços de reabilitação – os recursos do Ministério da Saúde destinados ao atendimento de pessoas com deficiência saltou de R$ 129,6 milhões em 2002, para R$ 538,4 milhões em 2009.

  • SAMU 192 – Hoje, 1.437 municípios são atendidos pelo SAMU, que não existia antes do Governo Lula. São 1.956 ambulâncias que correm o Brasil atendendo casos de urgência.

  • Assistência farmacêutica – os recursos do Ministério da Saúde destinados para a distribuição de medicamentos no SUS passou de R$ 660,16 milhões em 2002 para R$ 2,36 bilhões em 2010.

Educação

  • Analfabetismo – a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 11,9% da população, em 2002, para 9,6% em 2009.

  • Ensino Técnico – o número de escolas técnicas cresceu 2 vezes e meia com o Governo Lula. Até o final de 2010, estarão funcionando 214 novas escolas. Serra e FHC só fizeram 11 escolas.

  • Prouni – com o Prouni, 748,7 mil jovens de baixa renda receberam bolsas de estudos para entrar no ensino superior. Com FHC e Serra, o Prouni não existia.

  • Universidades Federais – Lula e Dilma criaram 15 novas universidades e, até o final de 2010, terão inaugurado 124 novos campi, a maioria pelo interior do país. Serra e FHC só criaram 1 universidade, em função da criação do Estado de Tocantins.

  • Matrículas no ensino superior – o número de matrículas no ensino superior cresceu 63% entre 2003 e 2009, passando de 3,94 milhões para 6,44 milhões.

  • Educação especial – o número de salas de aula com recursos multifuncionais para atender alunos com deficiência passou de 250 em 2005 para 10.000 em 2009.

  • Orçamento do MEC – o orçamento total do MEC no Governo FHC (1995-2002) foi de R$ 214,8 bilhões. Já no Governo Lula (2002-2010), os recursos destinados ao Ministério somam R$ 317,2 bilhões.

  • Alunos inscritos no ENEM – no Governo FHC, 4,35 milhões de estudantes prestaram a prova do ENEM. Com o Governo Lula, a prova passou a ser utilizada como porta de entrada do Prouni e das Universidades Federais. Com isso, o número de estudantes que fizeram a prova foi para 21,93 milhões (2003-2009).

  • Alimentação escolar – o número de estudantes que recebem alimentação na escola saltou de 36,9 milhões, em 2002, para 47,0 milhões em 2009.

Segurança Pública

  • Investimentos federais – os recursos destinados para a Segurança Pública pelo Governo Federal eram de R$ 906,9 milhões em 2002, último ano do Governo FHC. Em 2010, último ano do Governo Lula, serão mais de R$ 3,3 bilhões.

Política urbana

  • Investimentos em Habitação – os recursos aplicados em habitação eram R$ 7,0 bilhões em 2002. Em 2009, foram R$ 63,3 bilhões.

  • Minha Casa, Minha Vida – o Governo Lula criou o Minha Casa, Minha Vida, que vai construir 1 milhão de moradias – a maior parte destinada para a população mais pobre. No Governo FHC, não existia nenhum grande programa de habitação popular.

Dá prá comparar?

Dia 31 vote 13 para o Brasil seguir mudando!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Discurso de Dilma no lançamento dos compromissos para o desenvolvimento ...

Discurso de Dilma no lançamento dos compromissos para o desenvolvimento ...

Discurso de Dilma no lançamento dos compromissos para o desenvolvimento ...

Discurso de Dilma no lançamento dos compromissos para o desenvolvimento ...

Discurso de Dilma no lançamento dos compromissos para o desenvolvimento ...

Discurso de Dilma no lançamento dos compromissos para o desenvolvimento ...

Dilma lança os 13 compromissos com o desenvolvimento social

Dilma lança os 13 compromissos com o desenvolvimento social

Programa TV - Noite - 28/10

Corrupção abafada de Serra vem à tona

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Joelmir Beting: 5 motivos para votar Dilma.

VIOLÊNCIA COMO NOS TEMPOS DA DITADURA

CONEN lança nota contra violência ocorrida em terreiro de Ilhéus:TORTURA DE SACERDOTIZA DE RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA NA BAHIA 

AGRESSÃO, TORTURA E RACISMO CONTRA A SACERDOTISA BERNADETE SOUZA

DO TEMPLO YLÊ AXÉ ODÉ OMÍ EWA.

MUNICÍPIO DE ILHÉUS SUL DO ESTADO DA BAHIA

A COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS – CONEN, DIANTE DO FATO DESCRITO EM NOTA ABAIXO ANEXADA , COM DECEPÇÃO E INDIGNAÇÃO APRESENTA SEU REPUDIO AO INADMISSÍVEL ATO DE AGRESSÃO PERPETRADO POR FORÇA MILITAR DE ILHÉUS CONTRA SACERDOTISA BERNADETE SOUZA DO TEMPLO YLÊ AXÉ ODÉ OMÍ UÁ.

É PENOSO CONSTATAR QUE EM UM GOVERNO QUE NÓS CONSTRUIMOS E QUE SE DIZ DA MUDANÇA REELEITO EM ESTADO DE ABSOLUTA MAIORIA POPULACIONAL NEGRA TENHAMOS DE PRESENCIAR VIOLÊNCIA AOS VALORES E AOS DIREITOS HUMANOS DESTA POPULAÇÃO, SÓ COMPARADOS AOS TEMPOS DA DITADURA MILITAR.

TAL ARREGANHO SÓ PODE ESTAR CONCEBIDO PELOS CRIMINOSOS DEVIDO A CERTEZA DA IMPUNIDADE.

NÃO DA PARA ADMITIR QUE NESTE MOMENTO ÀS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS, ONDE DISCURSOS AFIRMAM ESTAREM O GOVERNADOR REELEITO E A POSTULANTE À PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA COMPROMETIDOS COM O RESGATE DA CIDADANIA , E COM A AFIRMAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA PESSOA HUMANA, PRESENCIARMOS VIOLAÇÕES DE TAMANHA BRUTALIDADE POR PARTE DE FORÇAS MILITARES DO ESTADO.

POR ESTA RAZÃO A CONEN , DENUNCIA ESTE FATO ABSURDO E DESUMANO EXIGINDO POSICIONAMENTO DO GOVERNADOR JAQUES WAGNER, ACOMPANHADO DE URGENTES E EFETIVAS PROVIDENCIAS, NO SENTIDO DE INTERFERIR NA IMEDIATA PUNIÇÃO DE TODOS ENVOLVIDOS NESTE BRUTAL FATO.

DESDE JÁ, AFIRMAMOS QUE SERÁ DE RESPONSABILIDADE DO ESTADO AS CONSEQÜÊNCIAS TRÁGICAS QUE POSSAM ADVIR DESTE FATO.

MAS GRAVE QUE ESTE NEFASTO EPISÓDIO SERÁ A CONSTATAÇÃO DE UMA POSTURA DE OMISSÃO E SILENCIO DO GOVERNADOR JAQUES WAGNER

SOLICITAMOS UMA AUDIÊNCIA COM O GOVERNADOR , FICANDO NO AGUARDO DE UMA RESPOSTA

ENTIDADES FILIADAS À

COORDENAÇÃO DE ENTIDADES NEGRAS – CONEN

FORUM CONEN – BAHIA

CONTATOS: GRNLEAL@GMAIL.COM / TEL:99829116

 

--  OS FATOS  --

RACISMO – INTOLERÂNCIA RELIGIOSA VIOLÊNCIA CONTRA MULHER – ABUSO DE AUTORIDADE-TORTURA

SÁBADO DIA VINTE E TRÊS DE OUTUBRO DE 2010, POR VOLTA DAS 14: 00 HORA, UM PELOTÃO DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA, INVADIU O ASSENTAMENTO D. HELDER CÂMARA, EM ILHÉUS, LEVANDO A COMUNIDADE DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS A VIVEREM UM MOMENTO DE TERROR, TORTURA E VIOLÊNCIA RACIAL.

OS FATOS: AO SER QUESTIONADO PELA COORDENADORA DO ASSENTAMENTO E SACERDOTISA (FILHA DE OXOSSI) BERNADETE SOUZA, SOBRE A ILEGALIDADE DA PRESENÇA DO PELOTÃO DA POLÍCIA NA ÁREA DO ASSENTAMENTO, POR SER ESTE UMA JURISDIÇÃO DO INCRA – INSTITUTO NACIONAL E COLONIZAÇÃO DE REFORMA AGRÁRIA E, PORTANTO A POLÍCIA SEM JUSTIFICATIVA E SEM MANDATO JUDICIAL NÃO PODERIA ESTAR ALI. MENOS AINDA, ENQUADRANDO HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS, SOB MIRA DE METRALHADORAS, PISTOLAS E FUZIL, O QUE SE CONSTITUI NUMA GRAVE VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS. DIANTE DESTE QUESTIONAMENTO, O COMANDANTE ALEGANDO “DESACATO A AUTORIDADE” AUTORIZOU QUE BERNADETE FOSSE ALGEMADA PARA SER CONDUZIDA À DELEGACIA. NESTE MOMENTO O ORIXÁ OXOSSI INCORPOROU A SACERDOTISA QUE ALGEMADA FOI COLOCADA E MANTIDA PELOS PMS JÚLIO GUEDES E SEU COLEGA IDENTIFICADO COMO “JESUS”, NUM FORMIGUEIRO ONDE FOI ATACADA POR MILHARES DE FORMIGAS PROVOCANDO GRAVES LESÕES, ENQUANTO OS PMS GRITAVAM QUE AS FORMIGAS ERAM PARA “AFASTAR SATANÁS”. QUANDO OS MEMBROS DA COMUNIDADE TENTARAM SE APROXIMAR PARA SOCORRÊ-LA UM DOS POLICIAIS APONTOU A PISTOLA PARA CABEÇA DA SACERDOTISA, AMEAÇADO QUE SE ALGUÉM DA COMUNIDADE SE APROXIMASSE ELE ATIRAVA. SPRAY DE PIMENTA FOI ATIRADO CONTRA OS TRABALHADORES. O DESESPERO TOMOU CONTA DA COMUNIDADE, CRIANÇAS CHORAVAM, IDOSOS PASSAVAM MAL. ENQUANTO BERNADETE (OXOSSI) ALGEMADA, ERA ARRASTADA PELOS CABELOS POR QUASE 500 METROS E EM SEGUIDA JOGADA NA VIATURA, OS POLICIAIS NUMA CLARA DEMONSTRAÇÃO DE RACISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, GRITAVAM “FORA SATANÁS”! NA DELEGACIA DA POLÍCIA CIVIL PARA ONDE FOI CONDUZIDA, BERNADETE AINDA INCORPORADA BASTANTE MACHUCADA FOI COLOCADA ALGEMADA EM UMA CELA ONDE HAVIA HOMENS, ENQUANTO POLICIAS RIAM E IRONIZAVAM QUE TINHAM CHICOTE PARA AFASTAR “SATANÁS”, E QUE OS SEM TERRAS FOSSEM SE QUEIXAR AO GOVERNADOR E AO PRESIDENTE.

A DELEGACIA FOI TRANCADA PARA IMPEDIR O ACESSO DE PESSOAS SOLIDARIAS A BERNADETE, ENQUANTO OS POLICIAS REGOZIJAVAM – SE RELATANDO AOS PRESENTES QUE LÁ NO ASSENTAMENTO ALÉM DOS ATAQUES A OXOSSI (INCORPORADO EM BERNADETE) TAMBÉM EMPURRARAM OBALUAYÊ MANIFESTADO EM OUTRO SACERDOTE ATIRANDO O MESMO NAS MAQUINAS DE BOMBEAR ÁGUA. OS POLICIAS MILITARES REGISTRARAM NA DELEGACIA QUE A MANIFESTAÇÃO DOS ORIXÁS NA SACERDOTISA BERNADETE SE TRATAVA DE INSANIDADE MENTAL.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Chaui: ‘tucanos articulam violência para culpar PT

São  Paulo – A filósofa Marilena Chaui denunciou nesta segunda-feira (25)  uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de  Dilma Rousseff à violência. De acordo com ela, alguns partidários discutiram no final de semana uma tática para usar a força durante o  comício que o candidato José Serra (PSDB) fará no dia 29.

Segundo  Chaui, pessoas com camisetas do PT entrariam no comício e começariam uma confusão. As cenas seriam usadas sem que a campanha petista pudesse responder a tempo hábil. “Dia 29, nós vamos acertar tudo, está tudo programado”, disse a filósofa sobre a conversa. Para exemplificar o  caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o  sequestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só  ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.


A  denúncia foi feita  durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à Cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP,  em São Paulo.  “Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por  isso, espalhem.”

Ela também criticou a  campanha de Serra nestas eleições. “A campanha tucana passou do deboche  para a obscenidade e recrutou o que há de mais reacionário, tanto na  direita quanto nas religiões.”

Blog Conversa Afiada

Chaui: ‘tucanos articulam violência para culpar PT

São  Paulo – A filósofa Marilena Chaui denunciou nesta segunda-feira (25)  uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de  Dilma Rousseff à violência. De acordo com ela, alguns partidários discutiram no final de semana uma tática para usar a força durante o  comício que o candidato José Serra (PSDB) fará no dia 29.

Segundo  Chaui, pessoas com camisetas do PT entrariam no comício e começariam uma confusão. As cenas seriam usadas sem que a campanha petista pudesse responder a tempo hábil. “Dia 29, nós vamos acertar tudo, está tudo programado”, disse a filósofa sobre a conversa. Para exemplificar o  caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o  sequestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só  ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.


A  denúncia foi feita  durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à Cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP,  em São Paulo.  “Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por  isso, espalhem.”

Ela também criticou a  campanha de Serra nestas eleições. “A campanha tucana passou do deboche  para a obscenidade e recrutou o que há de mais reacionário, tanto na  direita quanto nas religiões.”

Blog Conversa Afiada

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Manifesto das lideranças e entidades do movimento social negro em apoio à candidata Dilma Roussef.

Dilma é a garantia de avanços para a questão racial

Nós, lideranças e entidades do movimento social negro, que representamos 50,6% da população brasileira, manifestamos nosso integral apoio à candidatura de Dilma à Presidência da República, pelas razões que se seguem: O Brasil produziu em oito anos políticas públicas que alcançaram de maneira muito especial a população negra brasileira, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos, Bolsa Família, Brasil Quilombola, Saúde da População Negra, Ensino da História e da Cultura Afro-brasileira, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a valorização do Salário Mínimo, o aumento de trabalhadores com carteira assinada e o ProUni, dentre outros.

O crescimento econômico sustentável adotado pelo Governo Lula garantiu mobilidade social, possibilitando a ascensão de 36 milhões de pessoas à classe média, com resultados expressivos para toda a nação e em especial para a população negra brasileira.

Dilma contribuiu na construção do Estatuto da Igualdade Racial, a primeira lei desde a Abolição criada com o objetivo de possibilitar o acesso de negros e negros aos bens culturais, econômicos e sociais em igualdade de oportunidades.

Dilma defende a titulação das comunidades quilombolas, o ProUni – que já abriu as portas das universidades para 350 mil estudantes negros – e ações afirmativas.

Dilma é a única candidata comprometida com a manutenção do Ministério da Igualdade Racial, criado pelo presidente Lula. Assim, a vitória eleitoral de Dilma presidente é a garantia de que as políticas públicas de inclusão da população negra, indígenas e ciganos não serão interrompidas!

Dilma presidente é a garantia da materialização dos direitos descritos no Estatuto da Igualdade Racial, com ações de igualdade de oportunidades!

Dilma presidente é a garantia do direito à vida digna e à liberdade, inclusive de cada um professar a sua fé e religiosidade!

Dilma presidente é a garantia da consolidação da democracia!

Para aderir ao manifesto mande uma mensagem para:manifestoigualdaderacial@dilma13.org.br

Assine este manifesto!

Acesse: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7288

Manifesto das lideranças e entidades do movimento social negro em apoio à candidata Dilma Roussef.

Dilma é a garantia de avanços para a questão racial

Nós, lideranças e entidades do movimento social negro, que representamos 50,6% da população brasileira, manifestamos nosso integral apoio à candidatura de Dilma à Presidência da República, pelas razões que se seguem: O Brasil produziu em oito anos políticas públicas que alcançaram de maneira muito especial a população negra brasileira, como os programas Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos, Bolsa Família, Brasil Quilombola, Saúde da População Negra, Ensino da História e da Cultura Afro-brasileira, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a valorização do Salário Mínimo, o aumento de trabalhadores com carteira assinada e o ProUni, dentre outros.

O crescimento econômico sustentável adotado pelo Governo Lula garantiu mobilidade social, possibilitando a ascensão de 36 milhões de pessoas à classe média, com resultados expressivos para toda a nação e em especial para a população negra brasileira.

Dilma contribuiu na construção do Estatuto da Igualdade Racial, a primeira lei desde a Abolição criada com o objetivo de possibilitar o acesso de negros e negros aos bens culturais, econômicos e sociais em igualdade de oportunidades.

Dilma defende a titulação das comunidades quilombolas, o ProUni – que já abriu as portas das universidades para 350 mil estudantes negros – e ações afirmativas.

Dilma é a única candidata comprometida com a manutenção do Ministério da Igualdade Racial, criado pelo presidente Lula. Assim, a vitória eleitoral de Dilma presidente é a garantia de que as políticas públicas de inclusão da população negra, indígenas e ciganos não serão interrompidas!

Dilma presidente é a garantia da materialização dos direitos descritos no Estatuto da Igualdade Racial, com ações de igualdade de oportunidades!

Dilma presidente é a garantia do direito à vida digna e à liberdade, inclusive de cada um professar a sua fé e religiosidade!

Dilma presidente é a garantia da consolidação da democracia!

Para aderir ao manifesto mande uma mensagem para:manifestoigualdaderacial@dilma13.org.br

Assine este manifesto!

Acesse: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7288

domingo, 24 de outubro de 2010

Vamos comparar

Dilma 03 verso

Vamos comparar

Dilma 03 verso

Semear ódio não ajuda

Ladislau Dowbor
out. 2010

Há momentos de posições declaradas. E há limites para tudo. Segundo o video de Arnaldo Jabor, está sendo preparada uma ditadura, e os culpados seremos nós, se votarmos na Dilma. Isto com dramático acompanhamento musical, o Jabor parecendo aqueles antigos personagens do Tradição, Família e Propriedade dos anos 1960 anunciando a apocalipse política. Caso mais sério, segundo a CBN, o futuro governo Dilma seria dirigido pelo José Dirceu, isto dito em tom pausado de reportagem séria. Nos e-mails religiosos aprendo que o futuro governo vai matar criancinhas. Quanto à Veja, não preciso ser informado, pois já a capa mostra um monstruoso polvo que vai nos engolir. E naturalmente, temos o aborto, último reduto da direita, instrumento político de profunda covardia, para quem sabe o que é a indústria do aborto clandestino. Aborto aliás já utilizado na campanha do Collor contra o Lula, anos atrás.

Argumentos patéticos desta mídia podem ser rejeitados como fruto de uma fase histérica de quem quer recuperar o poder a qualquer custo. Mas há uma dimensão que assusta. Muitos dos textos e vídeos exalam e estimulam um ódio doentio. E são produzidos e reproduzidos aos milhões, coisa que as tecnologias modernas permitem. Os grandes grupos da mídia, e em particular as quatro grandes familias que os controlam, não só aderiram de maneira irresponsável à fogueira ideológica, como jogam com gosto lenha e gasolina, ainda que sabendo que se trata de comportamentos vergonhosos em termos éticos, e perigosos em termos sociais. O poder a qualquer custo, vale a pena?

Semear e estimular o ódio é perigoso. Porque com o atual domínio de tecnologias de comunicação, o ódio pode ser espalhado aos grandes ventos, e os órgãos que controlam a mídia não se privam. Espalhar o ódio pode ser mais fácil do que controlá-lo. O tom da grande mídia se assemelha de forma impressionante aos discursos às vésperas da ditadura. Que aliás foi instalada em nome da proteção da democracia.

Fernando Henrique Cardoso, que não teve grandes realizações a apresentar, entregou o governo dizendo que tinha consolidado a democracia. Herança importante. Vale a pena colocá-la em risco?

O governo Lula tem méritos indiscutíveis. Abriu espaço não só para os pobres, mas para todos. À dimensão política da democracia acrescentou a dimensão econômica e social. Tornou evidente para o país que a massa de pobres deste país desigual, é pobre não por falta de iniciativa, mas por falta de oportunidade. E que ao melhorar o seu nível, pelo aumento do salário mínimo, pelo maior acesso à universidade, pelo maior financiamento da agricultura familiar, pelo suporte aos municípios mais pobres, e até por iniciativas tão elementares como o Bolsa Família ou o Luz para Todos, mostrou que esta gente passa a consumir, a estudar, a produzir mais. E com isto gera mercado não só no andar de baixo, mas para todos.

Esta imprensa que tantas manchetes publicou sobre o “aerolula”, hoje sabe que a diversificação do nosso comércio internacional, a redução da dependência relativamente aos Estados Unidos, e a prudente acumulação de reservas internacionais, que passaram de ridículos 30 bilhões em 2002 para 260 bilhões atualmente, nos protegeram da crise financeira internacional. Adquirimos uma soberania de verdade.

E no plano ambiental, só em termos da Amazônia o desmatamento foi reduzido de 28 para 7 mil quilómetros quadrados ao ano. Continua a ser uma tragédia, mas foi um imenso avanço. Realização onde o trabalho de Marina Silva foi importante, sem dúvida, como foi o de Carlos Minc. Mas foi trabalho deste governo, que nomeou na área ambiental realizadores e não ministros decorativos. E a sustentabilidade ambiental não é apenas verde. Os investimentos do PAC nas ferrovias e nos estaleiros são vitais para mudar a nossa matriz de transporte, hoje dependente de caminhões. A construção de casas dignas é política ambiental, que não pode ser dissociada do social. Os investimentos em saneamento do programa Territórios da Cidadania articulam igualmente soluções ambientais e sociais, como o faz o programa Luz para Todos.

A continuidade das políticas é vital para o Brasil. O que tem a direita a oferecer? Mais privatizações? Mais concentração de renda? Mais pedágios de diversos tipos? Leiloar o Pre-Sal? A última iniciativa do Serra foi tentar privatizar a Nossa Caixa, felizmente salva pelo governo federal. Como teria sido o Brasil frente à crise sem os bancos públicos? Os jornalistas sabem, mas quando falam, como Maria Rita Kehl, e escrevem o que sabem, são sumariamente demitidos. Que recado isto manda para o jornalismo?

O bom senso indica claramente o caminho da continuidade, com equilíbrio crescente entre as dimensões econômica, social e ambiental. Absorver a necessária maior dimensão das políticas ambientais, e expandir as dinâmicas do governo atual. Mas discutir isto envolveria uma campanha política em torno de argumentos e programas, onde a direita só tem a oferecer o argumento de que seria mais “competente”. O importante, é saber a serviço de quem seria esta competência.

A opção adotada foi bagunçar os argumentos políticos, buscar a desestabilização, assustar a população, semear ódio. Qualquer coisa que tire da eleição a dimensão da racionalidade, da opção cidadã. Porque pela racionalidade, o próprio povo já sabe onde estão os seus interesses. O caminho adotado é baixar o nível, sair da cabeça, ir para as tripas. Não o prório candidato, porque este precisa parecer digno. Mas os esperançosos herdeiros de poder em torno dele, ou a própria família. O ódio que esta gente espalha está aí, palpável. E funciona. A maior vítima desta campanha eleitoral ainda pode ser o resto de credibilidade deste tipo de mídia, e os restos de ilusão sobre este tipo de política.

Eu voto na Dilma com a consciência tranquila. Fiz inúmeras avaliações de governos, profissionalmente, no quadro das Nações Unidas. E fiz a avaliação de políticas sociais do governo de FHC, a pedido de Ruth Cardoso, nas reuniões que tínhamos com pessoas de peso como Gilberto Gil e Zilda Arns. Sem remuneração, e com isenção, como o faço hoje. Eram políticas que nunca se tornaram políticas de governo, porque a base política não permitia que ultrapassassem a dimensão da boa vontade da primeira dama. A base política do candidato Serra, desde a bancada ruralista até os negociantes das privatizações, é a mesma. E se assumir o vice, será um atraso generalizado para o país.

Fonte: Blog do Ladislau Dowbor

Semear ódio não ajuda

Ladislau Dowbor
out. 2010

Há momentos de posições declaradas. E há limites para tudo. Segundo o video de Arnaldo Jabor, está sendo preparada uma ditadura, e os culpados seremos nós, se votarmos na Dilma. Isto com dramático acompanhamento musical, o Jabor parecendo aqueles antigos personagens do Tradição, Família e Propriedade dos anos 1960 anunciando a apocalipse política. Caso mais sério, segundo a CBN, o futuro governo Dilma seria dirigido pelo José Dirceu, isto dito em tom pausado de reportagem séria. Nos e-mails religiosos aprendo que o futuro governo vai matar criancinhas. Quanto à Veja, não preciso ser informado, pois já a capa mostra um monstruoso polvo que vai nos engolir. E naturalmente, temos o aborto, último reduto da direita, instrumento político de profunda covardia, para quem sabe o que é a indústria do aborto clandestino. Aborto aliás já utilizado na campanha do Collor contra o Lula, anos atrás.

Argumentos patéticos desta mídia podem ser rejeitados como fruto de uma fase histérica de quem quer recuperar o poder a qualquer custo. Mas há uma dimensão que assusta. Muitos dos textos e vídeos exalam e estimulam um ódio doentio. E são produzidos e reproduzidos aos milhões, coisa que as tecnologias modernas permitem. Os grandes grupos da mídia, e em particular as quatro grandes familias que os controlam, não só aderiram de maneira irresponsável à fogueira ideológica, como jogam com gosto lenha e gasolina, ainda que sabendo que se trata de comportamentos vergonhosos em termos éticos, e perigosos em termos sociais. O poder a qualquer custo, vale a pena?

Semear e estimular o ódio é perigoso. Porque com o atual domínio de tecnologias de comunicação, o ódio pode ser espalhado aos grandes ventos, e os órgãos que controlam a mídia não se privam. Espalhar o ódio pode ser mais fácil do que controlá-lo. O tom da grande mídia se assemelha de forma impressionante aos discursos às vésperas da ditadura. Que aliás foi instalada em nome da proteção da democracia.

Fernando Henrique Cardoso, que não teve grandes realizações a apresentar, entregou o governo dizendo que tinha consolidado a democracia. Herança importante. Vale a pena colocá-la em risco?

O governo Lula tem méritos indiscutíveis. Abriu espaço não só para os pobres, mas para todos. À dimensão política da democracia acrescentou a dimensão econômica e social. Tornou evidente para o país que a massa de pobres deste país desigual, é pobre não por falta de iniciativa, mas por falta de oportunidade. E que ao melhorar o seu nível, pelo aumento do salário mínimo, pelo maior acesso à universidade, pelo maior financiamento da agricultura familiar, pelo suporte aos municípios mais pobres, e até por iniciativas tão elementares como o Bolsa Família ou o Luz para Todos, mostrou que esta gente passa a consumir, a estudar, a produzir mais. E com isto gera mercado não só no andar de baixo, mas para todos.

Esta imprensa que tantas manchetes publicou sobre o “aerolula”, hoje sabe que a diversificação do nosso comércio internacional, a redução da dependência relativamente aos Estados Unidos, e a prudente acumulação de reservas internacionais, que passaram de ridículos 30 bilhões em 2002 para 260 bilhões atualmente, nos protegeram da crise financeira internacional. Adquirimos uma soberania de verdade.

E no plano ambiental, só em termos da Amazônia o desmatamento foi reduzido de 28 para 7 mil quilómetros quadrados ao ano. Continua a ser uma tragédia, mas foi um imenso avanço. Realização onde o trabalho de Marina Silva foi importante, sem dúvida, como foi o de Carlos Minc. Mas foi trabalho deste governo, que nomeou na área ambiental realizadores e não ministros decorativos. E a sustentabilidade ambiental não é apenas verde. Os investimentos do PAC nas ferrovias e nos estaleiros são vitais para mudar a nossa matriz de transporte, hoje dependente de caminhões. A construção de casas dignas é política ambiental, que não pode ser dissociada do social. Os investimentos em saneamento do programa Territórios da Cidadania articulam igualmente soluções ambientais e sociais, como o faz o programa Luz para Todos.

A continuidade das políticas é vital para o Brasil. O que tem a direita a oferecer? Mais privatizações? Mais concentração de renda? Mais pedágios de diversos tipos? Leiloar o Pre-Sal? A última iniciativa do Serra foi tentar privatizar a Nossa Caixa, felizmente salva pelo governo federal. Como teria sido o Brasil frente à crise sem os bancos públicos? Os jornalistas sabem, mas quando falam, como Maria Rita Kehl, e escrevem o que sabem, são sumariamente demitidos. Que recado isto manda para o jornalismo?

O bom senso indica claramente o caminho da continuidade, com equilíbrio crescente entre as dimensões econômica, social e ambiental. Absorver a necessária maior dimensão das políticas ambientais, e expandir as dinâmicas do governo atual. Mas discutir isto envolveria uma campanha política em torno de argumentos e programas, onde a direita só tem a oferecer o argumento de que seria mais “competente”. O importante, é saber a serviço de quem seria esta competência.

A opção adotada foi bagunçar os argumentos políticos, buscar a desestabilização, assustar a população, semear ódio. Qualquer coisa que tire da eleição a dimensão da racionalidade, da opção cidadã. Porque pela racionalidade, o próprio povo já sabe onde estão os seus interesses. O caminho adotado é baixar o nível, sair da cabeça, ir para as tripas. Não o prório candidato, porque este precisa parecer digno. Mas os esperançosos herdeiros de poder em torno dele, ou a própria família. O ódio que esta gente espalha está aí, palpável. E funciona. A maior vítima desta campanha eleitoral ainda pode ser o resto de credibilidade deste tipo de mídia, e os restos de ilusão sobre este tipo de política.

Eu voto na Dilma com a consciência tranquila. Fiz inúmeras avaliações de governos, profissionalmente, no quadro das Nações Unidas. E fiz a avaliação de políticas sociais do governo de FHC, a pedido de Ruth Cardoso, nas reuniões que tínhamos com pessoas de peso como Gilberto Gil e Zilda Arns. Sem remuneração, e com isenção, como o faço hoje. Eram políticas que nunca se tornaram políticas de governo, porque a base política não permitia que ultrapassassem a dimensão da boa vontade da primeira dama. A base política do candidato Serra, desde a bancada ruralista até os negociantes das privatizações, é a mesma. E se assumir o vice, será um atraso generalizado para o país.

Fonte: Blog do Ladislau Dowbor

Comentários Políticos – Wladimir Pomar – 26/10/2010

Algumas lições para o futuro

A última semana da campanha eleitoral será como era de se esperar. A direita, já sem bandeiras, em virtude da contra-ofensiva política da candidatura Dilma, jogará nas ruas toda a baixaria de seu arsenal de armas sujas, com a participação escancarada de Veja, Globo, Folha e outros órgãos que se consideram os intocáveis da grande imprensa.

De todo modo, qualquer que seja o resultado do segundo turno, será necessário que a esquerda, em geral, e o PT, em particular, extraiam dessa campanha algumas lições essenciais para o futuro, se quiserem ter papel saliente no processo de transformação da sociedade brasileira.

Talvez a primeira, e mais evidente, é que a popularidade e o apoio explícito de Lula não carimbam passaporte para a vitória de outros candidatos do PT e da esquerda. O papel de Lula é importante, mas na disputa pela conquista dos corações e mentes dos eleitores é fundamental ter propostas econômicas, sociais e políticas que correspondam a suas necessidades e expectativas, e sejam entendidas como propostas para valer.

Se isto não acontece, a diferenciação não se dá. E aparecem fenômenos como os do Tiririca, das derrotas em regiões onde Dilma venceu, mas seus candidatos a governador e a senador perderam, da emergência de uma suposta terceira via, com a candidatura Marina mascarando a disputa de projetos opostos, e a imposição de um segundo turno.

Portanto, estar na direção do governo não isenta a esquerda de fazer política. Ao contrário, exige que ela se empenhe ainda mais em conhecer as reivindicações e expectativas das grandes camadas populares e da classe média, tanto as antigas que não foram satisfeitas, quanto as novas, e responder a elas com propostas concretas e os correspondentes apelos de mobilização.

O governo pode e deve fazer propaganda de suas conquistas, como a redução da miséria e da pobreza. Mas tanto ele quanto a esquerda não podem e não devem cair no conto da emergência de uma nova classe média e do tudo bem. O Brasil ainda possui muita pobreza, muita falta de saneamento, muitas doenças quase endêmicas, estruturas educacionais e de saúde com muitas falhas, e há muito a fazer. Se não respondermos a essas necessidades e nos contentarmos com a suposta classe média C, inclusive esquecendo que há um abismo entre as classes médias C e B, corremos o risco de sermos abandonados até mesmo pelos que se beneficiaram.

Outra lição que salta à vista é que o fato do governo democrático e popular aplicar políticas que beneficiem as camadas populares não significar, de antemão, a percepção popular de que a melhora de suas condições de vida, como emprego, salários e aumento da renda, são resultados diretos daquelas políticas.

Tal percepção pode ficar ainda mais nublada numa situação, como a brasileira, em que o foco principal é o desenvolvimento das forças produtivas. O que significa, queira-se ou não, uma melhoria ainda maior da lucratividade das empresas e da burguesia e a manutenção das grandes diferenças de renda.

Por não haver compreendido que essa contradição não pode ser abolida administrativamente, mesmo que tivesse ocorrido uma revolução popular vitoriosa no Brasil, uma parte da esquerda transformou-se em oposição ao governo Lula e o acusa, assim como ao PT, de haverem se tornado “capitalistas”.

De outro lado, grande parte da esquerda que apóia o governo se deitou no berço esplendido da enorme popularidade de Lula. Abandonou o trabalho político árduo de discutir tais questões com as camadas populares e a classe média e de elaborar novas propostas de avanço nas reformas que o Brasil necessita, inclusive numa perspectiva socialista.

Desse modo, deixou inclusive que algumas de suas bandeiras tradicionais fossem levantadas como armas de combate contra ela própria. Para complicar ainda mais, acreditou que a burguesia estava satisfeita com o desenvolvimento da economia e viria em bloco no apoio ao candidato que Lula apontasse. E subestimou a capacidade de articulação política do setor burguês de oposição ao governo democrático e popular.

Ou seja, por um lado alimentou ilusões de que a luta de classes acabara e, por outro, foi arrogante em relação ao inimigo. Tais concepções levaram essa parte da esquerda a não entender que as alianças com uma parte da burguesia não significam apenas unidade em torno do desenvolvimento das forças produtivas, mas também luta, com razão e com limite, pela maior participação popular na política, por melhores salários e melhores condições de trabalho e de vida, e por outras reivindicações populares.

Aquelas concepções também contribuíram para que parte da esquerda não atentasse para a necessidade de aprender a combinar a defesa do governo democrático e popular com a direção prática das lutas dos trabalhadores e das camadas populares, seja para forçar o governo de coalizão a avançar no atendimento das reivindicações populares e democráticas, seja para forçar a burguesia a dividir parte de seus lucros.

Em outras palavras, aquelas concepções obscureceram a necessidade de praticar unidade e luta, tanto dentro do governo, quanto na sociedade. Se a esquerda que está no governo houvesse praticado essa combinação política, pelo menos durante o segundo mandato do governo Lula, as condições políticas para a campanha eleitoral seriam diferentes.

Como não o fez, continuou acreditando que estava totalmente certa e, ainda por cima, cometeu uma série de erros estratégicos e táticos durante a campanha Dilma do primeiro turno. É certo que a superação parcial desses erros no segundo turno pode levar à vitória. O que, se ocorrer, reforçará ainda mais a necessidade de avaliar e discutir em profundidade as lições desse período.

Manifesto dos Pontos de Cultura - Dilma 13 para cultura seguir mudando

Protagonismo, Autonomia, Empoderamento - um novo conceito: Ponto de Cultura.

Nós, do Movimento dos Pontos de Cultura do Brasil, nos dirigimos aos arteros, oficineiros, fazedores de cultura ou seja toda cidadã e cidadão brasileiro. Acreditamos que todo ser humano é um produtor de cultura. É o que os Pontos de Cultura e outras entidades culturais provam no seu dia-a-dia. Este é um momento importante no Brasil, um segundo turno é hora de se manifestar, não sermos neutros e optarmos pela projeto político cultural que desejamos para o Brasil.

Hoje somos uma rede de mais de 5 mil pontos de cultura: indígenas, afro descendentes, imigrantes, ciganos, fronteiriços, trabalhadores rurais e urbanos e toda a diversidade cultural que contempla o povo brasileiro. Os Pontos de Cultura estão presentes em centenas de cidades brasileira não só levando a cultura, mas principalmente passando os meios de produção cultural e mostrando a cara, o cheiro e o jeito diferente de transformar através da cultura o Brasil. Trabalhamos com as mais diversas linguagens artísticas.

Somos um exemplo de ser e de ter sustentabilidade através da cultura. Não é um projeto de governo e nem de sociedade mas um projeto comum do encontro de uma proposta do Governo Lula/Dilma e dos anseios e de uma sociedade sedenta de cultura. Trabalhamos para a afirmação de novas relações entre Estado e sociedade, nas quais gestores públicos e movimentos sociais estabelecem canais de diálogo e aprendizado mútuo. Acreditamos na construção coletiva de um novo processo de cultura política com caráter emancipador, em que as hierarquias sociais e políticas são quebradas e criam base para novas legitimidades.

Antes de Lula/Dilma a cultura tinha como seu principal instrumento a lei Rouanet de isenção de impostos de empresas. Um outro foco, não é a toa que tinham a cartilha Cultura é um Bom Negócio. A política cultural ficou praticamente a cargo das empresas e não da sociedade e/ou do Ministério da Cultura. O orçamento final de FHC/Serra foi de 0,14% e hoje com Lula/Dilma chegamos próximos a 1% e queremos mais e mais.

Mais do queorçamento, a lógica de Lula/Dilma foi acreditar na capacidade da própria sociedade, principalmente de movimentos sociais e culturais que já estavam em plena atividade e empoderá-los.

Acreditamos que toda mudança estrutural passa pela mudança cultural, não basta ter crescimento econômico dissociado de uma democratização radical da cultura. A cultura envolve mudança de mentalidades e atitudes no lidar com a terra, com os valores, os saberes tradicionais, eruditos e populares.
Isto requer mais que investimentos em obras e instalações, requer investimento nos seres humanos, no meio ambiente, na natureza contemplando suas diversidades e contradições. Nesta nova lógica o Governo Lula/Dilma deu um grande passo e acreditamos que os Pontos de Cultura é um dos programas base nesta nova sociedade que começa a ser construída e temos a certeza que só um Governo Dilma dará continuidade, aprofundamento e tranformará esta proposta de Governo em Política Publica.

Pra cultura seguir mudando e mudar o Brasil
Comissão Nacional dos Pontos de Cultura

Manifesto dos Pontos de Cultura - Dilma 13 para cultura seguir mudando

Protagonismo, Autonomia, Empoderamento - um novo conceito: Ponto de Cultura.

Nós, do Movimento dos Pontos de Cultura do Brasil, nos dirigimos aos arteros, oficineiros, fazedores de cultura ou seja toda cidadã e cidadão brasileiro. Acreditamos que todo ser humano é um produtor de cultura. É o que os Pontos de Cultura e outras entidades culturais provam no seu dia-a-dia. Este é um momento importante no Brasil, um segundo turno é hora de se manifestar, não sermos neutros e optarmos pela projeto político cultural que desejamos para o Brasil.

Hoje somos uma rede de mais de 5 mil pontos de cultura: indígenas, afro descendentes, imigrantes, ciganos, fronteiriços, trabalhadores rurais e urbanos e toda a diversidade cultural que contempla o povo brasileiro. Os Pontos de Cultura estão presentes em centenas de cidades brasileira não só levando a cultura, mas principalmente passando os meios de produção cultural e mostrando a cara, o cheiro e o jeito diferente de transformar através da cultura o Brasil. Trabalhamos com as mais diversas linguagens artísticas.

Somos um exemplo de ser e de ter sustentabilidade através da cultura. Não é um projeto de governo e nem de sociedade mas um projeto comum do encontro de uma proposta do Governo Lula/Dilma e dos anseios e de uma sociedade sedenta de cultura. Trabalhamos para a afirmação de novas relações entre Estado e sociedade, nas quais gestores públicos e movimentos sociais estabelecem canais de diálogo e aprendizado mútuo. Acreditamos na construção coletiva de um novo processo de cultura política com caráter emancipador, em que as hierarquias sociais e políticas são quebradas e criam base para novas legitimidades.

Antes de Lula/Dilma a cultura tinha como seu principal instrumento a lei Rouanet de isenção de impostos de empresas. Um outro foco, não é a toa que tinham a cartilha Cultura é um Bom Negócio. A política cultural ficou praticamente a cargo das empresas e não da sociedade e/ou do Ministério da Cultura. O orçamento final de FHC/Serra foi de 0,14% e hoje com Lula/Dilma chegamos próximos a 1% e queremos mais e mais.

Mais do queorçamento, a lógica de Lula/Dilma foi acreditar na capacidade da própria sociedade, principalmente de movimentos sociais e culturais que já estavam em plena atividade e empoderá-los.

Acreditamos que toda mudança estrutural passa pela mudança cultural, não basta ter crescimento econômico dissociado de uma democratização radical da cultura. A cultura envolve mudança de mentalidades e atitudes no lidar com a terra, com os valores, os saberes tradicionais, eruditos e populares.
Isto requer mais que investimentos em obras e instalações, requer investimento nos seres humanos, no meio ambiente, na natureza contemplando suas diversidades e contradições. Nesta nova lógica o Governo Lula/Dilma deu um grande passo e acreditamos que os Pontos de Cultura é um dos programas base nesta nova sociedade que começa a ser construída e temos a certeza que só um Governo Dilma dará continuidade, aprofundamento e tranformará esta proposta de Governo em Política Publica.

Pra cultura seguir mudando e mudar o Brasil
Comissão Nacional dos Pontos de Cultura

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