sábado, 23 de outubro de 2010

DIRIGENTES E MILITANTES DO MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO - MNU APÓIAM DILMA PARA PRESIDENTA

Nós, abaixo-assinados, militantes do Movimento Negro Unificado - MNU, levando em consideração que nossa organização não assumiu oficialmente uma posição nas eleições presidenciais, vimos a público declarar e conclamar a militância negra e nosso povo em geral a votar, trabalhar e eleger Dilma Roussef, a primeira mulher Presidenta deste imenso país continental, o nosso Brasil.

Após oito anos de um operário ter chegado à Presidência da República com um programa de inclusão social que tirou milhões da miséria e levou outros milhões a ingressar na classe C, usufruindo dos benefícios gerados pela riqueza de nosso país, ter criado cerca de 15 milhões de empregos, ter inserido milhares de jovens negros/as no ensino superior, ter implementado políticas públicas para construção de centenas de escolas técnicas, ter colocado o governo na defesa das políticas de ações afirmativas e das cotas raciais, na audiência do STF, se colocando radicalmente contra a posição do DEMO - que tem um jovem fascista como vice-presidente do Serra - ter trabalhado em defesa das comunidades quilombolas e comunidades negras rurais levando o programa Luz para Todos e a titulação das comunidades quilombolas - que RECONHECEMOS precisam ser aceleradas no governo Dilma -, ter tido uma política concreta de apoio político e material ao continente africano com o presidente LULA visitando dezenas de vezes os países africanos, perdoando a dívida de nações pobres com o nosso país, ajudando países como Moçambique a modernizar sua agricultura através da assessoria da EMBRAPA, construindo laboratórios para produção de remédios, principalmente contra o HIV/AIDS, fortalecendo uma política independente com a África do Sul nos fóruns internacionais, política esta interna e internacional, que sem sombra de dúvida beneficia concretamente a população negra brasileira e a população africana.

No nosso continente os debaixo assumem pela primeira vez os governos de várias nações - Evo Morales é o maior exemplo, mulheres chegam lá, como Michelle Bachelet no Chile e Cristina Kirchner na Argentina.

Temos consciência que muito mais poderia ter sido feito, porém precisamos lutar pela união do movimento negro para pressionarmos com força o governo a avançar mais numa política reparatória e afirmativa em relação à população negra com relação às políticas públicas de saúde que contemplem nossas especificidades. Ainda precisamos lutar para regulamentar cotas no ensino superior, trabalho, partidos políticos e na televisão.

Este governo que apresentou para o povo brasileiro o ministro Joaquim Barbosa - o primeiro negro a ingressar no STF após 170 anos de sua existência - que levou ao ministério Gilberto Gil, Benedita da Silva, Matilde Ribeiro, Edson Santos, Orlando Silva, Elói Ferreira de Araújo, Dilma Roussef, Nilcéia Freire, Izabella Teixeira, tem que continuar dando voz às mulheres e negr@s.

As reivindicações do movimento negro passaram a ganhar força a partir da Conferência Mundial de Durban em 2001, que discute a necessidade de mudança nos discursos, raciocínios, gestos, posturas, modo de tratar as pessoas negras, indígenas, asiáticas, homossexuais, com deficiência, mulheres, estrangeiros, etc. A sociedade brasileira passa a reconhecer a existência do racismo e adota ações afirmativas para garantir ingresso de afro-brasileiros/as nas instituições de ensino superior. A Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, em Durban (África do Sul) contribui para que sejam identificadas na nossa história as práticas racistas advindas da discriminação e preconceito raciais, construídas e naturalizadas como verdadeiras, por meio de ações sociais, políticas e econômicas.

Há necessidade de lutarmos para assegurar a laicidade do estado brasileiro para conquistarmos o devido respeito às religiões de matriz africana e combatermos a violência policial que contribui para aumentar o extermínio dos jovens negros.

A demanda da comunidade negra por retratação, reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação ainda é grande, mas devemos lembrar que uma delas é apoiada com a assinatura da Lei 10639/2003, que alterou a Lei 9394/1996, estabelecendo a obrigatoriedade da educação das relações étnico-raciais e do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. Ainda precisamos avançar na educação oferecida nas comunidades quilombolas e construir o Plano Nacional de Educação

Quilombola e aplicar o Decreto 4887 que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Lutaremos para que o governo Dilma implemente com parceria da UNESCO, a distribuição a todas as escolas do Brasil dos 8 volumes da História Geral da África, traduzidos para o português, feito inédito nos países onde houve escravização de negros/as no mundo.

Por defendermos o governo LULA, por queremos a continuidade com aprofundamento das políticas de inserção racial, por querermos armar o nosso povo para defender REPARAÇÕES HISTÓRICAS E HUMANITÁRIAS para o povo negro, por defendermos este programa que lutamos para ser realizado é que votamos DILMA ROUSSEFF para Presidenta do Brasil.

Abaixo os de Cima, Acima os de Baixo.

  • Ilma Fátima - Coordenadora Nacional de Formação do Movimento Negro Unificado – MNU - MA
  • Milton Barbosa - Coordenador Nacional de Relações Internacionais do MNU - SP
  • Marcelo Dias - Presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB/RJ - MNU Rio de Janeiro
  • Marta Almeida - Coordenadora Estadual do MNU - Pernambuco
  • Jurema Batista - Coordenação Municipal do MNU - Rio de Janeiro
  • Jacira Silva - Coordenação do MNU Brasília
  • Sônia Santos - Coordenação Municipal do MNU - Diadema
  • Adomair O. Ogunbiyi - Coordenação Estadual do MNU - Maranhão
  • Maria Isabel Castro Costa - Coordenação Estadual do MNU – Maranhão
  • Ivonei Pires - Coordenador municipal do MNU Salvador/Secretário Estadual de Combate ao Racismo do PT Bahia – MNU - BA
  • Emir Silva - MNU Rio Grande do Sul
  • Agostinho Ferreira dos Santos - Coordenador de Comunicação do MNU SP - Capital
  • Paulo César - Coordenação Municipal MNU - Rio de Janeiro
  • Délio Martins - Coordenação Municipal MNU - Rio de Janeiro
  • Sebastião Zizo - Coordenação Municipal MNU - Rio de Janeiro
  • Elaine Marcelino - Coordenação Municipal MNU - Rio de Janeiro
  • Samuel Alves - Coordenação Municipal MNU - Rio de Janeiro
  • Márcio Nélio - Coordenador Municapal MNU - Nova Iguaçu- RJ
  • Etelvino Cacaca - Coordenação Municipal MNU - Nova Iguaçu - RJ
  • Shirlei Ferreira - Coordenadora Municipal - Nova Iguaçu - RJ
  • Geraldo Magela – MNU - Nova Iguaçu - RJ
  • Carlos Roberto Pica Pau - MNU Arraial do Cabo - RJ
  • Magali Vieira Dutra -,MNU Arraial do Cabo - RJ
  • Kayan M. Fontes Dutra - MNU Arraial do Cabo - RJ
  • Vânia Monteiro - MNU - Cabo Frio - RJ
  • Maria Augusta _ MNU - Búzios - RJ
  • Professor Serjão - MNU - São Pedro da Aldeia - RJ
  • Roseli Caetano - MNU - Iguaba - RJ
  • Roselene Soares – MNU - Iguaba - RJ
  • Hingles Custódio - Coordenação do MNU- Pernambuco
  • Cida Abreu- Secretária Nacional de Combate ao Racismo do PT / MNU Rio de Janeiro
  • Élson Bragança - Secretário Estadual de Combate ao Racismo do PT / MNU Rio de Janeiro
  • Tércio Amaral - Secretário Sindical, de Gênero e Racial do Sindicato dos Trabalhadores em Energia do Estado do Rio MNU Rio de Janeiro
  • Jorge Luiz Bonito - Tesoureiro do Sintergia / MNU RJ
  • Yalorixá Mirewá - Coordenadora do GT de Matriz Africana de Diadema - MNU SP
  • Bruno Dias - Coordenador de Finanças do MNU de Diadema
  • Fabiana - Secretária do MNU de Diadema
  • Ana Lúcia Conceição - Gt Matriz Africana MNU Diadema
  • Andreia Dias - GT- de LGBT- Afro do MNU de Diadema
  • Regina Lúcia dos Santos - MNU SP.
  • Givalda Bento - Quilombola - Militante do MNU Sergipe.
  • Cleide dos Santos Quilombola - Presidente do GRUMAQ SE
  • Paulo Ferreira Quilombola e Presidente da AAAM - MNU SE
  • Lenilson Cezário Celacud MNU SE
  • José de Jesus - QUilombola e Presidente da Associação Zumbi dos Palmares - MNU SE
  • Ilka de Jesus Soares Martins - MNU MA
  • Maria Jose Silva - MNU MA
  • Apolônio de Jesus Soares - MNU - MA
  • Teodora Martinha Ferreira - MNU-MA
  • Maria das Dores Carvalho - MNU - MA
  • Maria Eleonora Rosas - MNU – MA
  • Cal Bulhosa - Coordenação MNU Salvador – MNU - BA
  • Cleusa Santos – Presidenta do SINDOMÉSTICO – MNU - BA
  • Creuza Maria Oliveira – Presidenta da FENATRAD – MNU - BA
  • Denival Conceição Oliveira – Contador – MNU - BA
  • Edmilton Cerqueira – Historiador – Diretório Partido dos Trabalhadores – MNU - BA
  • Edson Conceição de Araújo – Diretor do SINDILIMP / Diretor da FETRALIMP – MNU - BA
  • Eliana Rainha Gonzaga - Coordenação MNU Salvador – MNU - BA
  • Hipólito de Brito – Professor – MNU - BA
  • Ione Santana – Diretora da CONTRACS/CUT – MNU - BA
  • Joaquim Apolinário de Sousa – Diretor do SINCOTELBA – MNU - BA
  • Magno Bráz – Acadêmico Gestão Ambiental – MNU - BA
  • Marinalva Barbosa – Diretora do SINDOMÉSTICO – MNU - BA
  • Moisés Rocha – Petroleiro - Vereador de Salvador – Partido dos Trabalhadores – MNU - BA
  • Pedro César Gonzaga – Acadêmico de Direito – UFBA – MNU - BA
  • Simone Soares Lopes – Presidenta do SINCOTELBA – MNU - BA
  • Valdemir Lima Santos – Diretório Partido dos Trabalhadores - MNU - BA
  • Luiz Carlos Suíça – Diretor SINDILIMP – MNU - BA
  • Lajara Janaina L. Correa – MNU – Campinas
  • Marlene da Silva Lucas - MNU-DF
  • Stânio de Souza Vieira - Professor de Sociologia e História - Diretório Partido dos Trabalhadores – MNU - PI

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