quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A campanha “do bem”

A campanha eleitoral do PSDB/DEM/PPS em 2010 teve com um mote importante (ou slogan) o candidato Serra como “do bem”, acompanhada em certa altura de uma retórica que criticava a baixaria da campanha (supostamente originaria da campanha da Dilma) e até de um ato teatral para tentar firmar uma imagem do PT e campanha Dilma como violentos com a bolinha de papel.

Esse estratagema foi sustentado e as vezes até iniciado pela grande imprensa, que se tornou de vez o principal partido de oposição ao PT e seus governos, tendo na TV Globo, na radio CBN, nos jornais FSP e Estadao, e na revista Veja seus principais porta-vozes.

Mas essa campanha “do bem” foi fiadora de uma intensa onda caluniosa e difamatória acionando temas religiosos. Na frente das cortinas o programa eleitoral gratuito do candidato Serra mostrava bebes nascendo e mães grávidas. A apelação foi tanta que alguns eleitores acreditaram que Serra fosse médico.

A campanha “do bem” também fez adesivos e mensagens em que Lula ou Dilma foram associados ao numero 45. Para destacar pequena parcela da manipulação do Partido da Imprensa Golpista (PIG) o jornal o Globo destacou o erro do manifesto dos intelectuais e artistas que apoiaram a candidata Dilma que trouxe assinatura de um cineasta indevidamente, porem na sexta dia 28/10 trouxe apenas na pagina 11 uma pequena matéria informando que o manifesto de mesma natureza pro Serra continha 3 assinaturas indevidas (Sandra de Sá, Ivan Lins e Afonso Romano de Sant’Anna).

Aqui vai mais um registro da importância de priorizarmos a luta pela liberdade de imprensa e pela democratização da comunicação no Brasil, que hj não é livre e nem democrática. 

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Olavo Brandão Carneiro
21 88771913

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