segunda-feira, 30 de maio de 2011

O tacão de ferro da realidade

COMENTÁRIOS POLÍTICOS, POR WLADIMIR POMAR


30/05/2001

Ao que parece, uma parte da esquerda brasileira esperava que fosse possível realizar uma revolução não só cultural, mas também econômica e social, através do sistema eleitoral democrático instituído após o final da ditadura militar. Supunha que um governo de esquerda, eleito pelo voto popular, teria as condições de realizar as reformas estruturais há muito reclamadas pela sociedade brasileira.

Isso é o que ela esperava do PT, de Lula e, agora, de Dilma. Como tais reformas exigem muito mais do que vontade política, Lula não conseguiu fazê-las e Dilma encontra dificuldades da mesma monta, são classificados, por essa parte da esquerda, de traidores da causa popular e do socialismo. Portanto, nada mais natural que, a partir dessa premissa, militantes desse setor apelem aos céus e à terra para que, agora, o PT e Dilma sejam combatidos como os principais inimigos.

O que os coloca numa situação esdrúxula, se examinarmos com mais atenção a realidade que nos cerca. Do ponto de vista econômico, os principais instrumentos de produção estão sob o domínio do grande capital, a maior parte subordinada à voracidade do capital financeiro. Um dos principais instrumentos com que poderia contar um governo democrático e popular para fazer frente ao poder econômico do capital, as estatais, foi brutalmente enfraquecido durante os 12 anos de governos neoliberais. E as pequenas burguesias industrial, agrária e comercial, que eventualmente poderiam se contrapor ao grande capital, também são relativamente fracas e, em grande parte, ligadas e dependentes do grande capital corporativo. Portanto, do ponto de vista da correlação de forças econômicas, a hegemonia e o domínio do grande capital é evidente. É lógico que se a correlação de forças no campo social fosse predominantemente favorável às camadas democráticas e populares, com organizações sindicais, comunitárias e associativas fortes e combativas, aquela desvantagem no campo econômico poderia ser neutralizada e superada. No entanto, o neoliberalismo também praticou um estrago considerável nessa área, através do desemprego e das ações de segmentação produtiva das corporações, causando uma fragmentação da força social dos trabalhadores industriais, inibindo qualquer movimento dos assalariados agrícolas, reduzindo consideravelmente a força do campesinato e desbaratando os movimentos sociais urbanos.

O decréscimo da mobilização social, iniciado em meados dos anos 1980, parece ainda não ter chegado ao fundo do poço. Só com a retomada recente do crescimento econômico, a força dos trabalhadores industriais começa a se recompor, criando as condições para uma nova retomada das lutas e para a ascensão da mobilização social, mobilização que depende fundamentalmente do amadurecimento da experiência e da consciência popular. Portanto, bem vistas as coisas, a esquerda no Brasil chegou ao governo na contramão da mobilização social, um fenômeno que deveria ser analisado com mais atenção por todas as forças políticas democráticas, populares e socialistas. Em outras palavras, contrariando praticamente todos os manuais políticos, a esquerda democrática a popular brasileira vem crescendo quase na razão inversa da mobilização social.

Mas, também contraditoriamente, na razão direta do interesse político das camadas populares e da divisão política da burguesia. Foram essas condições especiais da realidade brasileira que firmaram, desde 1989, uma polarização política no país, deslocando imediatamente o PT para o carro chefe de um dos pólos à esquerda e, paulatinamente, a conjuração PSDB-PFL (este, depois, DEM) para cabeça do pólo à direita.

Nesses últimos 20 anos, tem havido um esforço sem par dos principais ideólogos e representantes mais sensatos da burguesia para romper essa polarização e abrir brechas para uma terceira via. Com razão, eles enxergam que a polarização radicaliza o reacionarismo da direita, empurrando a esquerda não para o compromisso, mas também para a radicalização, ao mesmo tempo também em que empurra as forças de centro para a esquerda.

Basta analisar todas as campanhas eleitorais, desde 1989, para comprovar que os setores democráticos e populares mais conciliadores acabaram sendo empurrados mais para a esquerda em função da discussão política imposta pela direita reacionária. E basta analisar, também, o fracasso e a situação a que os projetos de terceira via foram levados ao se confrontarem com o férreo tacão dessa polarização. Assim, olhando com realismo a correlação política de forças, não é difícil notar que há um equilíbrio instável entre o pólo à esquerda e o pólo à direita da sociedade, que dificilmente permitirá à esquerda no governo fazer o que lhe der na veneta. E, em certo sentido, a disputa polarizada que ocorre na sociedade se reflete dentro do governo de coalizão.

Nessas condições, enquanto as grandes massas populares não se puserem em movimento novamente, criando condições para o governo e a sociedade avançarem mais fortemente no rumo democrático e popular, e mesmo socialista, a esquerda continuará tendo dificuldades para carregar seus aliados por aquele rumo, e para modificar profundamente a correlação entre as forças políticas.

Nesse sentido, aquelas forças que pensam se opor à suposta conciliação burguesa do PT, Lula e Dilma, e voltam suas baterias contra o governo dirigido pelo PT, correrão sempre o perigo de se aliarem, mesmo contra a vontade, aos reais principais inimigos políticos do povo brasileiro, a conjuração PSDB-DEM. Essas são as imposições do tacão de ferro da realidade brasileira polarizada. Os discursos e ações da última convenção dos tucanos estão aí para não deixarem que nos enganemos a respeito.

domingo, 29 de maio de 2011

Carta aberta aos petistas

 

   

Escrito por Milton Temer

26-Mai-2011

Com a legitimidade de quem cumpriu dois mandatos de deputado federal; e de quem por duas vezes disputou a presidência, representando os segmentos mais combativos e identificados com o programa socialista, é que me considero na obrigação de me dirigir aos militantes e alguns dirigentes do Partido dos Trabalhadores.
Embora seja fundador do PSOL, não considero possível qualquer possibilidade de êxito de nossos movimentos táticos, conjugados com os objetivos estratégicos de transformação qualitativa da sociedade brasileira, sem a participação, e até parceria ativa, dos segmentos sociais que hoje se representam no PT.
Nesse contexto, diante do que se registrou nas eleições municipais e autônomas na Espanha, e dos caminhos que vêm tomando o governo Dilma, acho que tenho condições de entrar no debate da militância petista.
É verdade que a direita brasileira nem se aproxima, organicamente, da competência da direita franquista espanhola. A de lá, gerada no combate militar e ideológico contra a república popular, criou raízes sólidas durante as décadas da ditadura de Franco. A de cá, tão perversa quanto a de lá, foi matreira o suficiente para se impor sem tantos traumas, a partir da doação das capitanias, passando pelo período de controle da família real portuguesa e mantendo a hegemonia patrimonialista durante quase todo o período da história republicana. Por isso, nunca teve preocupação com mobilização militante.
E o quadro não mudou com a chegada ao poder de quem, previsivelmente, tinha por meta uma transformação qualitativa da estrutura social do país. Pelo contrário. Como o próprio ex-presidente Lula afirmou em uma de suas últimas conferências, nunca o grande capital, principalmente o financeiro, acumulou tanto lucro em tão pouco espaço de tempo quanto durante seu período de governo.
Pois é justamente por aí que a porca pode torcer o rabo. Se, nos mandatos de Lula, as concessões aos maganos foram neutralizadas por um brutal programa assistencialista de distribuição de rendas mínimas – o que fez passar ao PT boa parte da base eleitoral antes controlada pela velha direita -, o de Dilma, da forma como vem sendo encaminhado, pode não ter os mesmos instrumentos de persuasão.
Os anúncios de privatização em áreas estratégicas, cortes orçamentários que só abrem exceção para os incessantemente crescentes serviços da dívida pública, na esteira da manutenção da apavorante política de juros sobre títulos da dívida pública, são fatos incontestáveis de que nada se faz diferentemente do que faria um governo PSDB-PFL, seus derivados e/ou PMDB. Ou alguém ainda tem dúvida de que este último comporia qualquer governo?
É aí que vale uma pequena reflexão sobre a acachapante derrota do PSOE diante da direita franquista nas últimas eleições locais da Espanha, como necessidade de discussão sobre o nosso processo.
O que levou a banda de Zapatero a perder milhões de votos em relação ao último pleito, justamente num momento em que a juventude ocupava as ruas para protestar contra a política de austeridade e de corte de despesas públicas que levou o país a um recorde de desempregos? Sem nenhuma dúvida, "a economia, estúpido!", para citar um culto e bem sucedido marqueteiro de campanhas presidenciais norte-americanas.
A economia levou o eleitorado, outrora simpático ao reformismo moderado do PSOE, a votar no original, desprezando o clone, na medida em que os socialdemocratas deixaram de ser até moderadamente reformistas, para se transformarem em agentes dos modelos neoliberais mais extremados. Desse modelo que levou os jovens às ruas. Nesse sentido, seus simpatizantes, ou se abstiveram (porque os índices de abstenção elevados se concentraram evidentemente nesses eleitores, e não nos da direita mobilizada), ou transferiram seus votos da cópia para o original, como forma de punição.
Embarcar de forma incondicional na defesa das propostas de Dilma, elaboradas por Palocci, o enfant gaté do grande capital internacional e seus cúmplices locais, pode levar o PT, no Brasil, para o mesmo destino. A forma obstinada com que as lideranças partidárias correm a blindar o referido, diante dos fortes indícios dos últimos ilícitos, concorre para a equiparação aos partidos sem identidade – cujo último produto é esse PSD, que não é de direita, não é de esquerda, nem é de centro. E que os próceres petistas vêm prestigiando, sem parecer se dar conta de que a legenda não é de nada, para ser de qualquer governo. Igualando todos na mesma simbologia.
Se o PT se embaraçar definitivamente no pragmatismo em que mergulhou após Lula chegar ao Planalto, por conta de conjuntural apoio popular – e não estrutural -, a direita reacionária brasileira não precisará de outro golpe militar para voltar ao poder.
Nós do PSOL não queremos isso. Temos diferenças e divergências com o PT em função de idéias que passou a defender. Mas não temos as diferenças de valores que nos separam da velha e autoritária direita patrimonialista. Apostamos que novos tempos podem trazer novas realidades, em que a esquerda combativa se reagrupe, sem abrir mão de suas identidades e concepções sobre os caminhos de uma nova sociedade. Mas acreditando que, na desconstrução do predatório regime capitalista, temos muitos passos e muitos combates a dar, em comum.
Milton Temer é jornalista e foi deputado federal pelo PT-RJ de 1995 a 2002.

RESOLUÇÃO FINAL DO III ENUNE

Entre os dias 20, 21 e 22 de maio, estudantes negros e negras de diversas Universidade Públicas e Privadas do Brasil estiveram reunidos na Universidade Federal da Bahia em Salvador participando do III ENUNE – Encontro de Negros e Negras Cotista da UNE.

O III ENUNE se propôs a discutir os avanços desafios e perspectivas das políticas de ações afirmativas para o acesso da população negra no ensino superior brasileiro. Ainda que, a partir desse balanço, identifiquemos que o acesso desta população no ensino superior foi bastante amplo, a permanência da mesma não segue o ritmo. Precisamos criar mecanismos que garantam em sua totalidade condições necessárias para uma trajetória sustentável até sua formação. Para que os desafios colocados possam ser superados se faz necessário uma aliança com o movimento negro brasileiro e outros setores dos movimentos sociais.

O avanço das políticas afirmativas no Brasil mobilizou também os setores conservadores da sociedade brasileira que iniciaram mais uma ofensiva ao povo negro combatendo a democratização do ensino superior a partir de uma perspectiva racial. A UNE repudia ações como as conduzidas pelo partido Democratas que alegam a inconstitucionalidade das ações afirmativas no Supremo Tribunal Federal e tentam mais uma vez suprimir a população negra do espaço da educação superior.

A UNE deve aprofundar uma campanha que exija Ações Afirmativas Por Inteiro, colocando em debate o aprimoramento e ampliação do acesso, permanência e pós permanência dos estudantes atendidos pelas mesmas. Para tal, é importante investir também em espaços institucionais para a consolidação dos programas, como a criação de Observatórios das Ações Afirmativas em todas as IES que possuem programas nesse sentido, que permita o mapeamento dos dados dos programas, estimule o desenvolvimento de pesquisa sobre esse conjunto de dados, permita estipular novas metas para o aprofundamento dos programas e ainda sirva de espaço para denúncia e assessoramento de casos de racismo, machismo e homofobia nas IES.

O exercício pleno da vida universitária pela juventude negra inclui ações voltadas para além do ensino em sala de aula. A descolonização do conhecimento que é produzido na universidade exige-nos a produção de uma cultura emancipatória, que dê relevância á contribuição afro-brasileira, atualize as matrizes que referenciam a produção de saber dentro das universidades, no sentido de incorporar os saberes populares e outros referenciais teóricos-metodologicos. É preciso investir em espaços que dialoguem com a produção e difusão da arte e cultura produzida por esses/as estudantes. Neste sentido propomos a organização de circuitos universitários de cultura negra nas universidades com o intuito de dialogar com a perspectiva de auto-organização dos jovens negros universitários e promover atividades artísticas-culturais concatenadas com uma dinâmica afrocentrada de pensar e produzir cultura.

- Propomos que nossa representação no CONAD – Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, defenda uma mudança radical de postura na política de drogas hoje, visando o fim da violência associada ao tráfico e o encarceramento em massa da juventude negra e que leve em conta a redução de danos sociais e a saúde associado ao uso indiscriminado de Drogas.

- Propomos no 52º CONUNE a adoção de um percentual de 30% do corpo dirigente da nossa entidade sejam destinado a estudantes negros e negras.

A UNE deve colocar no centro do debate para o próximo período a necessidade de mudança radical no quadro de violência à qual está submetida a juventude negra. Esse cenário coloca para a UNE uma tarefa de somar-se às lutas contra o genocídio da juventude negra, ora colocada pelos movimentos sociais, entendendo que este genocídio impede a entrada desta juventude nas universidades.

- Que o Movimento Estudantil Brasileiro em conjunto com o movimento negro, de juventudes e outras organizações populares articule em território nacional ações civis pública denunciando o genocídio da juventude negra.

- Convocamos a participação da UNE na construção do II ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE NEGRA – ENJUNE, que será realizado em dezembro, em Goiás, como forma de estreitar relações com as organizações de juventude do movimento negro organizado.

Convocamos ao 52º CONUNE um ato que reúna a juventude brasileira em repudio ao Genocídio da Juventude Negra.

ZUMBI SOMOS NÓS...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Relatório da Audiência Pública realizada em 23 de maio de 2011

Barra Mansa, 23 de maio de 2011

Pauta:Por uma educação pública de qualidade e valorização dos profissionais da educação

Iniciando, pudemos constatar que os vereadores dessa cidade não estão aí para a educação de Barra Mansa, pois mesmo não convocando a audiência, mesmo tendo sido convidados para esta, dos 12 representantes do povo(será????), apenas dois compareceram, que foram os vereadores Maurício (PT) e Marcelo(PT), com seus respectivos assessores. Também esteve representada a deputada estadual Inês Pandeló (PT).

A coordenadora do SEPE, profª Isa informou que o SEPE reuniu-se com o presidente da câmara de vereadores de Barra Mansa para que, com o mesmo, pudesse agendar uma data para que a audiência acontecesse e estivessem presentes os”representantes do povo”, porém o presidente da Câmara achou inviável essa proposta. Será que é para legitimar o NÃO COMPROMETIMENTO COM AS POLÍTICAS DA CIDADE???

O FUNDEB entrou na pauta citando-se principalmente os gastos com a apostila COC NAME. Sobre essas apostilas houve um depoimento emocionante de uma mãe de aluno que informou que agendou uma audiência com a secretária de educação da cidade a fim de se posicionar e demonstrar sua indignação pelo material cedido a seu filho. Segundo essa mãe, ela informou à secretária sobre o retorno que a apostila COC traz para seu filho: leia-se: NENHUM retorno positivo, muito pelo contrário, ela considera, como mãe que a apostila é de difícil conclusão e o que é pior, tamanha dificuldade não ajuda em nada no crescimento escolar de seu filho.Segundo depoimento, ela informou que seu filho reclamava muito por não saber as respostas que a apostila exigia que ele desse, e também da pressão exercida sobre ele em dias de visita do “pessoal do Coc”.

A fala dessa mãe demonstra o que todos já sabem: o material do COC tem que ser retirado imediatamente do ensino público de Barra Mansa e que o material que o MEC envia é o que deve ser retomado.

Uma tia de um aluno da rede também, em posse da palavra, reclamou que a História da região Sul Fluminense não é contada nas apostilas COC NAME!

O vereador Maurício em posse da palavra ratificou que já havia denunciado os gastos absurdos com as apostilas que não contribuem para um ensino de qualidade. O vereador informou que enviará para o MEC uma cópia da apostila para provar que a representação pedagógica do apostilado não justifica os gastos investidos nele. O vereador também ratificou que informará ao MEC que os livros enviados pelo governo às escolas estão sendo utilizados aqui em Barra Mansa como um mero rascunho ou livro de pesquisa. Vale ressaltar que os livros do MEC são adquiridos com nosso dinheiro.

Em posse da palavra, o vereador Marcelo informou que já enviou um pedido ao gabinete do prefeito para saber por que o dinheiro do FUNDEB está sendo investido na ONG Construindo Sonhos? Também informou que visitou alguns colégios do caos relacionados às chuvas no mês de março para exigir do executivo uma posição sobre o porque de não priorizar essas reformas??? O vereador declarou que fará denúncia ao Ministério Público sobre os gastos desnecessários relativos às apostilas COC.

A representante da deputada Inês Pandeló informou que a luta da deputada é pela

data-base dos profissionais da educação e defesa de seus direitos.

A profª Dodora do SEPE Central informou que a nossa pauta principal é Educação de qualidade para todos, de verdade, e o que temos hoje são acordos entre os governos, refletindo em resultados como esse grande investimento na Empresa Name pelos governos de B.M., objetivando não a educação, mas campanhas políticas que serão financiadas por essas empresas no futuro.

Dirigindo a palavra aos parlamentares, solicitou que esses exijam com mais rigor a prestação de contas do executivo. A obrigação dos vereadores é de fiscalizar os gastos públicos! Finalizou com uma pergunta: Será que o governo quer a melhor escola para a classe trabalhadora? Já sabemos a resposta, pois essa escola é a morte daqueles que estão na corrupção do poder, porque a melhor escola acaba por conscientizar os cidadãos e cidadão consciente não se corrompe e nem cruza os braços frente à corrupção!!!

Sobre o IDEB a fala é única: Ele serve para medir o conhecimento de quem? De NINGUÉM!!! Como medir um conhecimento de escolas e clientes distintos com uma prova IGUAL??? Impossível.

A proposta final é a de REAGIR... não dá para ficar com os braços cruzados ou reclamando. O convite de quem já está na luta é para que VOCÊ junte-se a nós. O problema não é mais individual. É COLETIVO. O problema é com a educação pública que mexe com toda a sociedade e com as novas gerações. A solução só vem com Luta e Organização de todos.

Proposta: participação no Fórum Nacional de educação para exigir que o repasse do PIB para a educação seja de 10% e não mais os 5,5% que temos hoje.( em breve, mais informação).

“A nossa luta não é só pelo salário, é pela qualidade na educação que começa pela valorização do professor e funcionários da educação.”

Presentes nessa luta: Professores, pais de alunos, vereadores(2), presidentes de associações de moradores, funcionários da educação,representantes do SEPE, da sociedade civil,alunos da rede, assessoria da deputada Inês Pandeló.

domingo, 22 de maio de 2011

TESE AO III ENCONTRO DE ESTUDANTES NEGROS E NEGRAS E COTISTAS DA UNE

Contribuição do Coletivo Francisca Trindade

O III Encontro de Estudantes Negros e Negras e Cotistas da UNE nos coloca a tarefa de posicionar no centro do debate sobre as recentes mudanças ocorridas no ensino superior, a mudança de paradigmas do Estado brasileiro, historicamente racista, a partir da educação.

As políticas afirmativas servem como mecanismos para a concretização de uma igualdade substancial, que objetivam conferir um tratamento favorável àqueles que historicamente foram marginalizados/as, de modo a inseri-los em condição similar ao daqueles e daquelas que historicamente beneficiaram-se da sua exclusão

Na UNE, pela juventude negra!

A estudantada negra que constrói a UNE deve se empoderar para também dirigir os rumos da entidade, ocupando os espaços de direção e exigindo a composição equitativa para gênero e raça na diretoria. RECONQUISTAR A UNE também para negras e negros cotistas.

Avançar nas políticas afirmativas é avançar nas mudanças do Brasil.

Na última década, uma série de instituições de ensino superior no Brasil incorporou medidas afirmativas. Essas políticas representaram em grande medida, a adesão dessas instituições a reivindicações dos movimentos sociais, que desde pelo menos três décadas buscavam intervir no acesso ao ensino superior, como forma de equilibrar as gritantes desigualdades sócio-raciais no país.

Ações afirmativas por inteiro.

(...) Devemos ainda investir no avanço de políticas afirmativas na pós-graduação, que permita a democratização do acesso a bolsas e permita cada vez mais o retorno a carreira docente e a participação nas atividades de pesquisa.

Descolonizando o conhecimento.

(...) não podemos esquecer que as propostas recentes de ampliação do acesso ao ensino superior erram quando não discutem à fundo o principal meio de diálogo entre a universidade e a sociedade: a produção de conhecimento.

Mais políticas para as mulheres negras! Mais mulheres negras na política!

É fundamental que a UNE inaugure, junto aos movimentos feministas, uma ofensiva no debate sobre a autonomia das mulheres e a legalização do aborto. Milhares de mulheres brasileiras, da qual uma grande parte são jovens negras morrem todos os anos vítimadas pelo aborto inseguro.

 

Uma nova postura para a política de drogas no Brasil.

A UNE deve defender uma nova postura do Estado brasileiro a respeito da política de drogas hoje, que leve em conta a redução de danos sociais e à saúde de indivíduos, diminua radicalmente a violência associada ao tráfico e altere o quadro de encarceramento em massa de nossa juventude negra. 

A(fro)BRAÇOS!

Eduardo Ribeiro "Dudu"
1º Vice-Presidente da União dos Estudantes da Bahia
CEJAE-BA

sábado, 21 de maio de 2011

Calendário Afro–maio

21 - Dia Internacional da Libertação Africana
21 - Nasce no bairro da Gamboa (RJ), o pintor Manuel Faria Leal. (1938)
21 - Morre Romão de Arruda Leite, zelador da Igreja do Rosário e provedor da Irmandade.(1940)
21 - Morre o Marechal João Batista de Mattos, o primeiro negro a atingir esse posto no Exército Brasileiro. (1969)
21 - Realiza-se na Jamaica, o funeral cerimonioso do cantor e compositor Bob Marley. (1981)
22 - Nasce no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro o cantor e compositor Silvio Antônio Narciso de Figueiredo Caldas - Silvio Caldas. (1908)
23 - Fundação em Salvador (BA), do Bloco-afro Malê Debalê. (1979)
23 - Morre no Rio de Janeiro (RJ), o sambista salgueirense Geraldo Soares de Carvalho - Geraldo Babão. (1988)
24 - Morre em Nova Iorque, o compositor e regente Edward Kennedy Ellington, Duke Ellington. (1974)
25 - Morre no Rio de Janeiro, o pianista e compositor Alcir Pires Vermelho. (1994)
25 - Dia de Solidariedade aos Povos da África Austral, instituído pela ONU em 20/05/72.
25 - Nasce no bairro do Pilão, Feira de Santana (BA), o ator José Hilton dos Santos Almeida - Hilton Cobra. (1956)
25 - Nasce em Mirante do Paranapanema (SP), o ator Antonio Viana Gomes - Tony Tornado. (1930)
25 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Cyro Monteiro. (1913)
26 - Nasce em Alton, Illinois (EUA), o genial inovador do jazz, Miles Deney Davis III - Miles Davis.(1926)
28 - Nasce em Pindamonhangaba (SP), o atleta João Carlos de Oliveira, João do Pulo, recordista mundial no salto triplo. (1954)
29 - Morre em São Paulo (capital), aos 45 anos, vítima de falência múltipla de órgãos em decorrência de cirrose hepática e infecção generalizada, o atleta João Carlos de Oliveira, João do Pulo. (1999)
30 - O Centro de Estudos Afro-Asiáticos, a Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil (SECNEB) realizam no Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, as "Semanas Afro - Brasileiras, incluindo exposições de arte afro-brasileira, experiências de danças rituais Nagô, música sacra, popular e erudita afro-brasileira, seminários e palestras, com um público de aproximadamente 6 mil pessoas. (1974)

domingo, 15 de maio de 2011

As disputas políticas na CNBB

 

  Por Gilberto de Souza - do Rio de Janeiro

igreja

D. Waldyr Calheiros faz uma análise do quadro político brasileiro

A fragmentação dos partidos da direita no país empurra uma parcela significativa do eleitorado conservador para o centro, com a formação do Partido Social Democrata (PSD), liderado por Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, sob as bênçãos de tucanos e democratas ávidos por uma chance de se aproximar da parcela de centro-esquerda que ocupa o Palácio do Planalto. Esta, por sua vez, realiza um movimento de rápida aproximação do ideário capitalista, demonstrada na recente visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ao Brasil e na defesa contundente dos interesses de ruralistas por parte do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator das reformas no Código Florestal.

Os novos tempos da política nacional se refletem na disputa recente entre a parcela mais radical da Igreja Católica, liderada pela Arquidiocese Metropolitana de São Paulo, e setores outrora progressistas, hoje no campo da centro-direita, apenas como uma barreira de contenção ao ultraconservadorismo dos signatários daquele panfleto que acusava a então candidata, a atual presidenta Dilma Rousseff, de defensora do aborto, prócer do comunismo ateu, líder guerrilheira, ladra e assassina.

Às vésperas das eleições, em outubro do ano passado, por encomenda da Diocese de Guarulhos, segundo confessaram os proprietários da gráfica que imprimiu o panfleto intitulado Apelo a todos os brasileiros e brasileiras, assinado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, a Polícia Federal – a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – abriu um processo, até agora inconcluso, para identificar a participação do bispo D. Luiz Gonzaga Bergonzini, da Diocese de Guarulhos (SP) na campanha de difamação contra Dilma Rousseff.

Na época, liderada pela professora Monica Serra, mulher do candidato derrotado à Presidência da República pelo arco da direita, José Serra, ganhava corpo uma campanha feroz contra a adversária petista. A própria Dilma, em um dos últimos debates em rede nacional de TV, pediu a Serra que impedisse sua mulher de seguir adiante com o bordão sobre o suposto apoio petista ao aborto.

Além da ação dos policiais federais junto às gráficas paulistas, a indignação da artista e coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro, ex-aluna de Mônica Serra, publicada aqui no Correio do Brasil em matéria exclusiva, na qual lembrava o momento em que a mulher de Serra relatara em sala de aula o aborto a que teria se submetido, foi suficiente para que o candidato recuasse e o assunto se visse afastado do noticiário na imprensa conservadora, duas semanas antes das eleições. A reação do Judiciário e da imprensa independente, no entanto, não deteve o objetivo dos bispos ligados aos setores mais retrógrados da Igreja, de ganhar a Presidência da CNBB.

Até o término das eleições na CNBB, encerradas com a posse de Dom Raymundo Damasceno, em missa rezada nesta sexta-feira, a ultradireita tentou ocupar os cargos em disputa. Dom Raymundo foi eleito em segunda votação, com 196 votos, pois no primeiro escrutínio, apesar da dianteira, não alcançou a maioria necessária de dois terços, 182 votos. Em segundo lugar ficou o cardeal Dom Odilo Scherer, com 75 votos.

No primeiro escrutínio, segundo relatório da CNBB, Dom Damasceno obtivera 161 votos contra 91 de dom Odilo. Na primeira votação, também foram votados o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta (14); o arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário da Silva; o arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo; o bispo de Jundiaí (SP), Dom Vicente Costa; o bispo da prelazia de São Felix do Araguaia (MT), Dom Leonardo Ulrich Steiner e o bispo de Cruz Alta (RS), Dom Friederich Heimler, com um voto cada.

O bispo D. Waldyr Calheiros Novaes, da Diocese de Barra do Piraí e Volta Redonda, em entrevista exclusiva ao CdB, neste sábado, ao analisar o atual quadro político nacional e seus reflexos na Igreja Católica, definiu o pleito na Conferência como um reflexo das disputas ideológicas em curso no país. A ascensão de D. Raymundo Damasceno, segundo D. Waldir, foi uma forma de conter o avanço da ultradireita, após uma negociação entre os setores progressistas e a centro-direita religiosa.

– A tentativa de setores da Igreja de estabelecer a hegemonia de São Paulo sobre o país incomodava o Nordeste e boa parcela de religiosos de Norte a Sul do Brasil, o que colocou de um lado o cardeal paulistano e, de outro, os representantes das demais dioceses, representados por outro cardeal, D. Damasceno. Embora o atual presidente da CNBB seja de uma linha bastante moderada da Igreja, não se compara ao grupo de bispos que fez aquela besteira (o panfleto) contra o aborto, ainda na campanha eleitoral – avaliou.

A escolha do secretário-geral da CNBB, D. Leonardo Steiner, sucessor do lendário bispo da prelazia de São Félix do Araguaia, D. Pedro Casaldáliga – de atuação decisiva na luta contra a ditadura militar no país – equilibra, de certa forma, a disputa com a ultradireita católica, na análise de D. Waldyr Calheiros.

– A CNBB é um colegiado e, em uma estrutura como esta, a Secretaria-Geral é decisiva no estabelecimento das linhas de apoio às comunidades eclesiais de base, principais redutos de resistência contra a opressão do sistema e último ponto de apoio às comunidades que não têm voz junto à sociedade – afirmou.

Ainda assim, de acordo com o bispo progressista, que resistiu ao lado dos trabalhadores à invasão da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, pelas forças do regime militar em 9 de novembro de 1988, quando três operários foram assassinados e outros 40 sairam feridos do episódio, “os movimentos de base esfriaram no Brasil”.

– As pastorais foram ocupadas por políticos de carreira e perderam muito do objetivo de sua existência ao longo dos últimos anos, o que deixou espaço para o crescimento do conservadorismo observado na ação dos bispos alinhados a D. Odilo Scherer. A disputa na CNBB demonstra o quanto foi necessário se negociar para que se chegasse a um frágil ponto de equilíbrio, preservadas as iniciativas populares de apoio aos grupos mais fragilizados da sociedade – concluiu.

Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.

http://correiodobrasil.com.br/igreja-negocia-com-os-conservadores-para-impor-nova-derrota-a-ultradireita-catolica/240037/

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Calendário Afro–maio

11 - Realiza-se no Rio de Janeiro (RJ), organizada pelo Movimento Negro, a Marcha Contra os 100 Anos de Opressão. (1988)
11 - Nasce na Rua Fonseca Telles, bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro, o cantor e compositor José Bispo Clementino dos Santos - Jamelão. (1913)
12 - Nasce em Ovamboland, fronteira da Namíbia com Angola, o presidente da SWAPO, Shafushuna Samuel Nujoma - Sam Nujoma. (1929) 12 - Nasce no Rio de Janeiro, a atriz Ruth Pinto de Souza - Ruth de Souza. (1931)
12 - Encenação da "Missa dos Quilombos" pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. (1988)
12 - Dia Consagrado a Escrava Anastácia.
12 - Morre no Rio de Janeiro, aos 72 anos, o jogador de futebol Valdir Pereira, Didi. (2001)
13 - Dia consagrado aos Pretos Velhos.
13 - Nasce numa sexta-feira, Afonso Henrique Lima Barreto, uma das maiores expressões da literatura brasileira. Escreveu verdadeiras obras-primas como "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", "Triste Fim de Policarpo Quaresma", "Clara dos Anjos", "Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá". (1881)
13 - Assinada pela Princesa Isabel a Lei Áurea declarando extinta a escravidão no Brasil, último país da América a libertar seus escravos. (1888)
13 - Nasce em São Pedro da Aldeia (RJ), o artista plástico e único morador da Casa da Flor, Gabriel Joaquim dos Santos. Construção feita com suas próprias mãos utilizando cacos, faróis de automóveis, espelhos, mariscos, etc. (1892)
13 - Fundação em Itapetininga (SP) do Clube Recreativo 13 de Maio. (1911)
13 - Nasce nos Estados Unidos o pugilista Joe Louis. (1914)
13 - O Jornal "O Clarim da Alvorada", promove uma romaria aos túmulos dos abolicionistas Luiz Gama e Antônio Bento, no Cemitério da Consolação, em São Paulo. (1927)
13 - Nasce em Ouro Preto (MG), o compositor Sebastião Vitorino Teixeira Catone da Portela. (1930)
13 - Nasce em Caitité (BA), o cantor e compositor Eurípedes Waldick Soriano - Waldick Soriano. (1933)
13 - Nasce em Macaé (RJ), a cantora Abelim Maria da Cunha - Angela Maria. (1929)
13 - Nasce no Rio de Janeiro, o ator, escritor e produtor cultural Haroldo Costa.
13 - Nasce nos Estados Unidos, o cantor e compositor Steveland Morris - Stevie Wonder. (1950)
13 - Inauguração do Monumento aos Pretos Velhos, no bairro de Inhoaíba, Rio de Janeiro. (1958)
13 - A Lei de n. 2 340 de autoria do Deputado Estadual Jorge Leite, muda o nome da Rua Maruim no bairro de Madureira (RJ) para rua Compositor Silas de Oliveira. (1974)
13 - Fundação no bairro do Engenho Velho de Brotas, Salvador (BA), do Afoxé Badauê. (1978)
13 - Fundação no Rio de Janeiro, do Bloco Afro Cultural Olodumarê dos Palmares. (1985)
13 - Dia de Denúncia Contra o Racismo.
13 - Criação em Vitória (ES), do CONEGRO - Conselho Municipal do Negro vinculado a Secretaria Municipal da Cidadania e Segurança. (1997)
14 - Os líderes da Revolta dos Malês, os libertos Jorge da Cunha Barbosa e José Francisco Gonçalves e os escravos Gonçalo, Joaquim e Pedro, são fuzilados no Campo da Pólvora, em Salvador (BA). (1835)
14 - Nasce em New Orleans, o músico Sidney Bachet. (1897)
14-Morre Sidney Bachet, de câncer no pulmão, precisamente no dia em que completava 62 anos. (1959)
15 - Ministério da Justiça do Pará relatava terem os negros escravizados na fazenda "Pernambuco", pertencente ao Convento do Carmo, expulsado o feitor e assenhorado-se na fazenda mantendo em estado de rebelião. (1866)
15 - Nasce em Campo Belo (MG), a pintora Maria Auxiliadora. (1938)
15 - Nasce e São Paulo, o cantor Mário Ramos - Vassourinha. (1923)
15 - Nasce em Muriaé (MG), Geraldo Teodoro, Mestre Teodoro, fundador da Folia de Reis "Estrela Dalva do Oriente, no subúrbio da Penha, Rio de Janeiro . (1926)
15 - Nasce em Flint, Michigan (EUA), a cantora Lillie Mae Jones, Betty Carter, uma das grandes damas do jazz norte-americano. (1929)
15 - Morre em Los Angeles (EUA), vítima de câncer na garganta, o ator, cantor, músico e bailarino Sammy Davis Jr. (1990)
17 - Nasce no Rio de Janeiro, João Machado Guedes - João da Baiana, compositor, ritmista, autor de sambas, corimá, chulas, batucadas e vários pontos de candomblé. (1887)
17 - Nos Estados Unidos a Suprema Corte bane a segregação racial em escolas públicas. (1954)
17 - A gaúcha Deise Nunes de Souza é coroada Miss Brasil. A primeira Miss Brasil negra em todos esses anos de concurso. (1986)
18 - O baiano Antônio Ferreira França apresenta projeto de sua autoria fixando a data de 25 de maio de 1881 para a total extinção da escravatura no país. (1830)
18 - Criação no Rio de Janeiro do Conselho de Mulheres Negras. (1950)
18 - O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz em 1984,chega ao Brasil para uma visita de uma semana. (1987)
18 - Morre no Rio de Janeiro, aos 87 anos, vítima de derrame cerebral, o zagueiro Domingos da Guia, o "Divino Mestre" (2000)
18 - Nasce em Omaha, Nebraska, (EUA), o fundador do movimento Black Muslims (Muçulmanos Negros), Malcoln Little, conhecido internacionalmente como Malcoln X. (1925)
19 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Alfredo José da Silva - Johnny Alf. (1929)
20 - Nasce no Recife (PE), o músico, compositor e instrumentista Felipe Neri Trindade. (1714)
20 - Nasce a bailarina e coreógrafa Mercedes Batista, primeira bailarina negra do Teatro Municipal.
20 - Morre após apresentação em uma roda de samba em Botafogo (RJ), o maior compositor de sambas-enredo de todos os tempos, Silas de Oliveira Assumpção. (1972)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Debate: reflexões sobre a reforma política

 

A reforma política está em curso no Congresso e tem suscitado poucos debates na sociedade. É uma pena. Sindicatos, entidades empresariais e do terceiro setor e universidades, por exemplo, têm deixado a discussão para a classe política. Isso é ruim porque deputados e partidos costumam pensar com a cabeça do hoje. Ou seja, a partir das conveniências da conjuntura e dos seus interesses eleitorais mais imediatos. Isso enfraquece a legislação e favorece os casuísmos, do tipo a aprovação do instituto da reeleição que ocorreu no meio do mandato de FHC.

Vamos então começar o debate pela reeleição. Ela não é deletéria para a vida política como alguns sustentam. É importante que o eleitor tenha a possibilidade de votar na continuidade de um governante que lhe parece ter feito um bom mandato. Mas ao mesmo tempo é importante que ela não seja permitida por mais de uma vez, para que o processo democrático tenha um nível de oxigenação. Ou seja, que este mesmo governante busque preparar gente com capacidade de sucedê-lo.

O grande problema da reeleição no Brasil foi a forma como ela foi aprovada. No meio de um mandato e para favorecer um projeto político. Hoje ela se consolidou e se houvesse um plebiscito a maioria do povo brasileiro votaria a favor dessa opção.

O argumento de que um candidato ocupante de cargo público leva vantagem sobre o seu adversário não é desprezível. Mas ao mesmo tempo ocupantes de cargos públicos executivos sempre jogaram pesado para eleger seus sucessores. E conseguiram eleger pessoas sem projeção alguma quando tinham popularidade alta. No caso de São Paulo, os casos Quércia com Fleury e Maluf com Pitta são exemplares.

Para diminuir essa vantagem o que precisa mudar não é a reeleição, mas outros aspectos da legislação.

Primeiro, deve-se aprovar o financiamento público de campanha. Ele é necessário para que se possa coibir com a força da lei o poderio econômico. E o custo que essas relações entre partidos e empresas significam para o Estado.

A segunda alteração necessária é a de garantir espaços institucionais e midiáticos para a oposição e para o governo. Na França, por exemplo, o órgão fiscalizador da mídia verifica se os veículos de comunicação têm guardado ao menos 30% do seu noticiário político para oposição.

Se isso fosse feito em relação ao governo federal no Brasil, haveria necessidade de se inverter a regra. O governo é que teria de ter garantido esses 30% em vários órgãos de imprensa.

No caso do estado de São Paulo, porém, a regra mudaria completamente a correlação de forças. Há 16 anos e meio no poder, os tucanos conseguiram um pacto com a mídia que impede a oposição de exercer seu papel.

Outro ponto do debate da reforma política que precisa ser melhor debatido é qual a melhor forma para eleição de mandatos parlamentares. Este blogue defende o sistema misto. Com eleição de metade dos parlamentares para a Câmara Federal e para as assembleias legislativas por votos em listas partidárias e a outra metade em eleição por distritos. Esse formato garantiria o fortalecimento das estruturas partidárias e ao mesmo tempo daria ao eleitor um controle maior da ação do seu parlamentar, que disputaria uma eleição de caráter quase executivo nas suas bases.

O candidato poderia disputar a eleição proporcional e ao mesmo tempo estar nas listas. Isso impediria que partidos enchessem suas listas de burocratas. Se fizessem isso, não teriam votos.

Outra mudança que não seria positiva no Brasil é a de descasar as eleições parlamentares federais da eleição de presidente da República. Isso enfraqueceria as articulações políticas eleitorais e levaria o Congresso a abrir seu balcão de negócios a cada eleição (parlamentar ou presidencial). A única vez que isso aconteceu no pós-ditadura foi na eleição de Collor de Mello. Em 1989 a eleição presidencial foi descasada de todas as outras. Não fosse assim, arrisco dizer que Collor não teria sido eleito.

Mas seria interessante se as eleições de governadores e deputados estaduais passassem a ser casadas com a de prefeitos e vereadores. Isso resgataria a importância das articulações estaduais e garantiria outra importância à disputa dos governos. O debate das eleições estaduais tem sido sufocado pelo das eleições federais.

São algumas reflexões sobre a reforma política, que precisa ser debatida antes que um novo projeto monstrengo seja aprovado sem que a sociedade tenha feito suas considerações.

Blog do Rovai

Debate/ Lançamento em Defesa da Reforma Política

Caro(a) Companheiro(a):


O Vereador Adilson Pires (Membro do DN-PT), em parceria com os Diretórios Estadual e Municipal PT-RJ, convida você para o debate/lançamento da Campanha em Defesa da Reforma Política.

EVENTO: Debate/ Lançamento em Defesa da Reforma Política

Coodenação:
- Vereador Adilson Pires (Membro do DN-PT)
- Jorge Florencio (Pres. do PT-RJ)
- Alberis Lima (Pres. do PT-RIO)

Participação:
- Deputada Federal Benedita da Silva (Membro da Executiva Nacional do PT)
- Deputado Estadual Robson Leite
- Pres. da CUT-RJ Darby Igayara
- Prof  da UFF Marcus Ianoni

DATA: 12/05/2011 (QUINTA-FEIRA)
HORÁRIO: 18:30
LOCAL: Plenário da Câmara Municipal da Cidade da Cidade do Rio de Janeiro (Pça Floriano s/n - Cinelândia)

REALIZAÇÃO: Mandato Vereador Adilson Pires
APOIO: Diretórios Estadual e Municipal do PT-RJ
REFORMA POLÍTICA JÁ - O PT APOIA!!!!!!
obs: favor divulgar para sua rede social

--
Monique Mazzega
Jornalista

21 8699-3585

quinta-feira, 5 de maio de 2011

FUP E SINDIPETRO-NF entram na briga contra cassação do Ver. Danilo funke

Com informações do Sindipetro NF

A transmissão ao vivo de uma sessão parlamentar na Twitcam (ferramenta do Twitter que exibe imagens  através de uma webcam) criou uma crise na Câmara de Vereadores de Macáe, que ameaça caçar o mandato de Danilo Funke, do PT . Ele é o único vereador de oposição e está sendo acusado de quebra de decoro parlamentar por ter postado em sua página na internet imagens dos vereadores que votaram contra sua indicação para a criação do Plano de Cargos e Salários dos professores do município. Danilo também transmitiu a votação ao vivo, o que causou a ira dos demais parlamentares, que o acusam de uso indevido da imagem.

Por conta disso, ele está sendo ameaçado de cassação e será julgado na Comissão de Ética, Moral, Bons Costumes e Decoro Parlamentar da Câmara de Macaé. Nunca antes na história do município, um vereador foi cassado. "As sessões são públicas, elas podem ser filmadas, tanto que a Casa tem cinegrafista, mas como sou o único de oposição eles fizeram isso", disse Funke ao jornal Folha de São Paulo. "Já houve casos mais graves em Macaé e sequer foi levantada a hipótese de cassação", defendeu-se.

Para a FUP e o Sindipetro-NF, a ameaça sofrida por Danilo Funke fere a democracia e a liberdade de expressão, além de ser prejudicial à transparência pública. Na próxima sexta, 6, às 17h, acontecerá um ato em solidariedade ao vereador, na Praça Veríssimo de Mello, no Centro de Macaé.

http://www.sindipetronf.org.br/TabId/105/NoticiaId/2312/Default.aspx

Diretoria do Sindipetro-NF é contra ameaça de cassação do vereador Danilo Funke/PT

4/5/2011 - 14:38

O vereador Danilo Funke do PT/Macaé está sendo ameaçado de cassação. A diretoria do Sindipetro-NF é oficialmente contra essa ameaça ao vereador, que será julgado na Comissão de Ética da Câmara. Para a diretoria, tal atitude dos vereadores vai na contramão da liberdade de expressão e é prejudicial à transparência pública.

Funke postou em seu site imagens dos vereadores, que votaram contra sua indicação para a criação do Plano de Cargos e Salários dos professores do Município. O pedido de cassação repercutiu em toda mídia nacional.

Na próxima sexta, 6, às 17h, acontecerá uma ato em solidariedade ao vereador, na Praça Veríssimo de Mello, em frente ao Banco do Brasil. Os diretores do sindicato se posicionam a favor do vereador e por mais transparência, liberdade e democracia no município de Macaé.

André Barbosa
Membro do Diretório Mun. do PT de Macaé-RJ
Membro da DEAE-RJ - Direção Est. da Articulação de Esquerda RJ

Membro do Conselho Mun. de Educação de Macaé-RJ

Cel: 022-99034156

Uma maioria bem encrenqueira


Antes de entrar no assunto principal deste texto, três comentários preliminares.

Primeiro, parabenizamos o companheiro José Eduardo Dutra pela coragem e tranqüilidade com que veio a público, perante a direção partidária e os meios de comunicação, informar seu estado de saúde e explicar os motivos pelos quais não queria mais exercer a presidência nacional do PT.

Nos solidarizamos com ele, opinamos que ele deveria tirar uma licença prolongada e não renunciar; mas frente à sua decisão, pessoal e irrevogável, ressaltamos o tratamento correto que deu a uma questão que, para muitos, ainda é tabu: a saúde das lideranças políticas, especialmente quando envolve problemas de fundo neurológico.

Segundo, saudamos o novo presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Desde que Dutra pediu licença, apoiamos integralmente a interinidade de Rui, não apenas por ser ele o primeiro vice-presidente, mas principalmente porque acreditamos que suas qualidades pessoais e políticas o tornam capaz de lidar adequadamente com as exigências da presidência.

Pelos mesmos motivos, confirmada a renúncia de Dutra, defendemos a eleição de Rui no Diretório Nacional, tomando o cuidado de — ao contrário de outros setores, meio reticentes em privado mas exuberantes apoiadores em público — deixar claro que, ao apoiarmos Rui como presidente até 2013 de Dutra, não perdíamos de vista as divergências que tivemos, temos e certamente seguiremos tendo com ele e principalmente com a chapa que o elegeu para o Diretório Nacional.
Terceiro, comemoramos o conteúdo das decisões sobre conjuntura adotadas pelo Diretório Nacional do PT nos dias 29 e 30 de abril de 2011.
Seja pelas decisões de mérito sobre a reforma política, seja pelo que apontaram como tarefas gerais do Partido (apoiar o governo, defender as reformas políticas e tributária, defender a democratização da comunicação social, enfrentar o debate ideológico e aproximar-se mais das classes trabalhadoras, aí incluída a defesa das 40 horas), as resoluções adotadas pelo DN fornecem a melhor orientação possível, ou seja, aquela que a atual maioria dirigente foi neste momento capaz de produzir.

O que nos remete para dois grandes erros cometidos nesta reunião do Diretório Nacional.
O primeiro deles é de responsabilidade coletiva: o balanço que se fez do início do governo Dilma foi incapaz de colocar o dedo na ferida. A saber: seja na política externa, seja na política econômica, seja em outras áreas de governo, há problemas políticos, gerenciais e de mérito que precisam ser debatidos e enfrentados urgentemente pelo Partido.
O segundo erro é de responsabilidade exclusiva e intransferível da maioria da direção: aprovar a refiliação de Delúbio Soares.

Quando falamos maioria, nos referimos a 60 membros do Diretório Nacional, representantes de todas as chapas, com exceção de duas: Esquerda Socialista e Mensagem ao Partido.

Foram os integrantes destas duas chapas que forneceram os 15 votos contrários à filiação de Delúbio. E que buscaram, através de legítimos procedimentos regimentais, evitar que o DN cometesse o erro que finalmente cometeu.

Aqui vale lembrar o passo a passo da coisa.

Em 2005, Delúbio foi expulso do Partido. A decisão foi adotada pelo Diretório Nacional, após ouvir o parecer de uma comissão de ética que apontou que Delúbio cometera “gestão temerária”. Por trás deste termo técnico, um grave problema político: Delúbio terceirizara a gestão financeira do Partido, entregando-a de fato aos métodos , costumes e recursos provenientes de um “operador” vinculado ao PSDB. A expulsão foi aprovada por cerca de 2/3 do DN, contra uma minoria que se absteve ou votou pela suspensão.
Desde aquele momento, até o dia 29 de abril, Delúbio Soares não fez autocrítica consistente dos erros cometidos. O que é absolutamente compreensível: aos réus (e Delúbio é réu em diversos processos) se reconhece o direito de não produzir provas contra si mesmos. E uma autocrítica implicaria em reconhecer os erros políticos (alguns dos quais poderão vir a ser considerados pela justiça como crimes perante a lei) que são de sua total e exclusiva responsabilidade. E implicaria em apontar, também, quais erros envolvem outras pessoas.
Apesar disto, ou por isto mesmo, Delúbio nunca aceitou sua expulsão e sempre lutou por voltar ao Partido. Fez isso antes da campanha Dilma, quando foi convencido a retirar o pedido, que certamente seria rejeitado. Fez isso novamente agora, quando teve êxito.
Nunca nos ocupamos de analisar, nem tampouco de duvidar, da sinceridade de seus motivos psicológicos e políticos. A questão para nós sempre foi outra: o impacto político, interno ao PT, na sociedade e no judiciário, da refiliação de Delúbio.

Internamente ao PT, a volta de Delúbio é um ponto a favor dos que erraram então, não parecem ter aprendido muito com seus erros, e no fundamental se julgam vítimas das circunstâncias. Alguns até se consideram heróis e, infelizmente, às vezes parecem prontos a errar novamente. Se vão fazê-lo ou não, dependerá do grau de controle e constrangimento que se imponha sobre eles.
Na sociedade, a volta de Delúbio poderá ser considerada por muitos petistas, simpatizantes, aliados e até adversários cordiais, como um sinal de que uma parcela do Partido não parece ter entendido que o quase golpe de 2005 fracassou apesar da ajuda involuntária dada aos golpistas por alguns petistas, que com seus erros forneceram argumentos para os ataques da direita. Se esta parcela "pragmática" do PT vai fornecer novos pretextos aos que odeiam o PT e a esquerda, igualmente dependerá do grau de controle e constrangimento que se imponha sobre ela.

No judiciário, achamos que a volta de Delúbio soará como uma provocação, que poderá ser instrumentalizada de várias formas pelos  que pretendem causar danos ao PT.

Esperamos estar enganados, mas achamos que a refiliação de Delúbio poderá fornecer, mesmo que involuntariamente, argumentos para os que defendem a tese da “quadrilha”, o que afetará não só o PT, mas também os réus contra os quais não há provas factuais, apenas ilações políticas. Isso porque a readmissão de Delúbio, ainda mais apresentado por alguns como herói e vítima, pode enfraquecer os argumentos utilizados por advogados de defesa e por dirigentes do próprio partido, argumentos que isolavam as atitudes do ex-tesoureiro das atitudes do Partido.

Por tudo isto, nós da Articulação de Esquerda votamos em 2011 com o mesmo espírito que votamos em 2005: em favor dos interesses coletivos do Partido.

Enfim, o tempo dirá se nossos argumentos estão certos ou errados. De qualquer forma, nossa impressão é de que esta decisão da maioria do DN confirma, mais uma vez, a originalidade do PT. Diferente de outros partidos, onde "encrenqueira" costuma ser a minoria, no atual PT quem parece mesmo gostar de encrencas é a maioria.

Valter Pomar

domingo, 1 de maio de 2011

Polícia tenta impedir protesto nas Lojas Americanas, em SP


S. Paulo - A tentativa de ocupação da Lojas Americanas no Shopping Light, centro de S. Paulo, na manhã deste domingo, 1º de maio, por ativistas da Educafro, terminou com a intervenção da Polícia Militar, que jogou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.
Policiais tentaram prender a irmã Telma, religiosa e líder da Educafro, porém, a detenção foi frustrada pela ação dos manifestantes.
Segundo o diretor executivo da Educafro, Frei David Raimundo dos Santos, a ação da Polícia começou quando os ativistas se aproximavam da loja. “A Polícia chegou com 20 viaturas, para impedir à todo o custo a nossa manifestação”, contou.
A ocupação da loja foi marcada como forma de protesto à violência sofrida pelo vigilante Márcio Antonio de Souza, torturado por um segurança das Americanas, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na semana passada - quando foi tomado por suspeito do furto de ovos de Páscoa, pelos quais garante ter pago.
O ato também foi convocado para denunciar os freqüentes casos de constrangimentos e violência contra negros nas lojas e supermercados, como os ocorridos no Carrrefour, em 2009, e, mais recentemente, na loja da rede Walmart, em Osasco, e no Extra da Marginal do Tietê, na Penha, Zona Leste de S. Paulo.
Os manifestantes saíram da Rua Riachuelo, sede da Educafro, em direção à loja que fica no shopping em frente à Praça Ramos, e do Teatro Municipal, depois de ouvirem por telefone, de Campo Grande, a saudação do vigilante que falou de sua casa em Campo Grande para agradecer a manifestação de solidariedade.
Márcio disse que “estava muito emocionado”. “Nunca esperei que um povo de tão longe da minha casa fizesse uma demonstração desas”, afirmou, aproveitando para pedir que os protestos aconteçam em outras cidades do Brasil.
Loja fechou
Diante da ameaça de ocupação, segundo Frei David, os gerentes e os funcionários se trancaram na loja, e só houve tempo para os manifestantes fazerem a leitura da Carta "Basta de Racismo" à direção das Americanas, exigindo, indenização à família da vítima, ações afirmativas e punição exemplar para o segurança acusado pela tortura.
“Foi muito acima da nossa expectativa”, disse o Frei, afirmando que o protesto chegou a reunir cerca de 600 pessoas e teve a solidariedade das pessoas que condenaram a violência policila.
Segundo o ativista e coordenador da Educafro, Lyndon Jonhson Barros de Araújo, a manifestação serviu para mostrar a população negra brasileira não aceitará mais a condição de vítima passiva das violências que se repetem com freqüência em lojas e supermercados, onde é tomada por suspeita-padrão.
“Foi muito importante protestar contra a violência dos seguranças das Americanas, mas também da Polícia. Repudiamos a violência como a política nos tratou”, afirmou.
Clara Santos, também ativista da Rede Educafro, disse que a repressão policial atrapalhou, mas não impediu o protesto. “Eles se trancaram para não falarem com nós, e a Polícia chegou jogando bomba”, relatou.
Frei David destacou a ação dos manifestantes que impediram que a Polícia detivesse a irmã Telma. Ninguém ficou ferido durante o protesto. “Nós voltaremos a ocupar, assim que seja possível. E estamos exigindo uma resposta das Lojas Americanas, como também vamos exigir respostas da Walmart e do Extra”, afirmou Frei David.

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Frei David Santos OFM

(11) 3107 5024  SP

(11)   Cel. 6173 3341 (Claro)

www.educafro.org.br

Por: Redação - Fonte: Afropress: Foto: Felipe Rau/AE - 1/5/2011

Calendário Afro–maio

1 - Circula em Campos (RJ), o primeiro número do jornal Vinte e Cinco de Março, de propriedade de Carlos Lacerda, inimigo radical da escravatura, contendo matéria onde se insinuava que os abolicionistas daquela cidade utilizar-se-iam mesmos de métodos violentos, se isso se fizesse necessário, com vistas ao alcance de seus objetivos. (1884)
1 - O bloco "Vai Como Pode" dá origem ao G.R.E.S. Portela. Cores: azul e branco. (1935)
1 - Nasce em Salvador (BA), o poeta José Carlos Limeira Marinho Santos. (1951)
1 - Morre nos Estados Unidos, aos 62 anos de idade, o líder negro americano Eldridge Cleaver. (1998)
2 - Nasce em Miraí (MG), o cantor, compositor e letrista, Ataulfo Alves, autor de: "Ai que saudades da Amélia", "Errei Sim", "Na Cadência do Samba", "Leva meu samba", "Atire a primeira pedra". (1909)
2 - Nasce na Bahia, Maria Stella de Azevedo Santos - Mãe Stella de Oxossi, uma das mais importantes ialorixás brasileiras, sacerdotisa do Ilê Axé Opô Afonjá. (1925)
2 - Com a atenção de todo o planeta voltada para a África do Sul e a presença de inúmeras personalidades, entre elas Coretta King, viúva do líder americano Martin Luther King, Nelson Mandela recebe a faixa presidencial de Frederick de Klerk, tornando-se o primeiro negro a presidir o país. (1994)
3 - Morre no Rio de Janeiro, o médico psiquiatra Juliano Moreira, que durante 20 anos ocupou o cargo de Diretor Geral da Assistência a Psicopatas. (1933)
3 - A ordem de São Bento institui o regime de "Ventre Livre" nas suas propriedades. (1865)
3 - Nasce numa pequena cabana de madeira na floresta de Barnweel (EUA), o "padrinho do soul", James Brow. (1933)
3 - Nasce em Cachoeiro do Itapemirim (ES), Elson Ananias, o famoso mestre-sala Elson PV. (1940)
3 - Morre em uma manhã de domingo, no Rio de Janeiro, Benjamim de Oliveira - "O Rei dos Palhaços do Brasil". (1954)
3 - Morre aos 50 anos, no Hospital Pedro Ernesto em Vila Isabel (RJ), vítima de infarte cerebral agudo Djalma Pereira Dias Jr. - Djalma Dias, um dos maiores estilistas entre os jogadores de defesa do futebol brasileiro. (1990)
5 - Nasce em Rio Claro, (SP), a cantora Vicentina de Paula Oliveira, Dalva de Oliveira que eternizou através de sua voz, canções como: "Ave Maria no Morro", "Vingança", "Máscara Negra", entre tantos sucessos. (1917)
5 - Fundação no Rio de Janeiro, da Associação das Escolas de Samba do Brasil (AESB). (1952)
5 - Nasce em Salvador (BA), o Bloco-Afro Muzenza. (1981)
6 - É inaugurada em Salvador (BA), a Casa de Benin. (1988)
7 - Morre aos 69 anos, de câncer no estômago, em Botafogo (RJ), a cantora Elizeth Cardoso. (1990)
8 - Nasce em Hazlehurst, Mississipi (EUA), o cantor de blues, Robert Johnson. (1911)
8 - Nasce no bairro de Madureira, Rio de Janeiro, Neuma Gonçalves da Silva - D. Neuma, uma das mais tradicionais integrantes da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. (1922)
8 - Em uma noite histórica para o teatro brasileiro, o ator Aguinaldo Camargo no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, viveu o trágico Brutus Jones O'Neill na peça "O Imperador Jones". Era a primeira apresentação do T E N - Teatro Experimental do Negro. (1945)
8 - Morre aos 37 anos, no Hospital dos Servidores Municipais (RJ), o cantor e compositor Geraldo Theodoro Pereira - Geraldo Pereira. (1955)
8 - Morre no Rio de Janeiro, Marcelino José Claudino - Tio Maçu - um dos fundadores da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e seu primeiro mestre-sala. (1973)
8 - Morre no Rio de Janeiro, aos 109 anos, Carmem Teixeira da Conceição - Tia Carmem, ou Carmem do Xibuca. (1988)
9 - Nasce no Rio de Janeiro o escritor, filólogo, bacharel em Direito, poeta, compositor e sambista Nei Braz Lopes - Nei Lopes. (1942)
9 - Fundação em Belo Horizonte (MG), da Casa Dandara, entidade voltada para a promoção da cultura afro-brasileira. (1987)
9 - O mundo toma conhecimento que dezenas de pessoas morreram no Zaire, vítimas do vírus Ebola. (1995)
10 - Fundação no município de Duque de Caxias (RJ), do G.R.E.S. Grande Rio. Cores: vermelho, verde e branco. (1971)
10 - O líder Nelson Mandela assume a presidência da África do Sul. (1994)
10 - Morre de câncer, aos 36 anos, em um hospital em Miami (EUA), o cantor e poeta jamaicano, Robert Nesta Marley O M. - Bob Marley. (1981)

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