segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CARTA SALVADOR CUPULA AFRO XXI 2011

CARTA DE SALVADOR (GOVERNOS)

Os Chefes de Estado da República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde, da República da Guiné, da República Oriental do Uruguai, o Vice-Presidente da República da Colômbia, a Ministra da Cultura de Angola, o Ministro da Cultura, da Alfabetização, do Artesanato e do Turismo da República do Benin, o Ministro da Cultura da República de Cuba e a Ministra da Cultura da República do Peru reuniram-se em Salvador, Bahia, Brasil, em 19 de novembro de 2011 para celebrar o Ano Internacional dos Afrodescendentes, declarado pela Assembléia Geral das Nações Unidas através da Resolução nº 64/169 de 18 de dezembro de 2009.

Convocada pelo Governo da República Federativa do Brasil, Governo do Estado da Bahia e pela Secretaria Geral Iberoamericana, com o apoio da Organização das Nações Unidas, os objetivos centrais da Cúpula foram dar visibilidade às contribuições sociais, culturais, políticas e econômicas afrodescendentes para a América Latina e o Caribe para aumentar o conhecimento da situação vulnerável na qual a maioria desta população vive e recomendar estratégias nacionais, regionais e internacionais para promover a inclusão total dos afrodescendentes e superar o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata.

Os Chefes de Estado e Governo:

Enfatizaram que a Cúpula assumiu relevância em particular, visto que a América Latina e o Caribe têm a maior população de afrodescendentes do mundo, estimada em 150 a 200 milhões de pessoas, e foi o destino primário da diáspora africana;

Lembraram o décimo aniversário da Declaração e Programa de Ação da Conferência Mundial contra Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância correlata realizada em Durban, África do Sul, em 2001, que representa uma agenda antidiscriminação significativa em nome do desenvolvimento de estratégias nacionais e coordenaram as políticas internacionais e regionais para combater o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata em todo o mundo;

Enfatizaram que a Declaração e Programa de Ação de Durban e a Declaração e Programa de Ação da Conferência Regional das Américas em Santiago, Chile, em dezembro de 2000, reconheceram expressamente o direito dos afrodescendentes à sua própria cultura e identidade, à participação igualitária na vida econômica e social, ao uso e conservação de recursos naturais em terras ancestralmente habitadas, à participação no desenvolvimento de sistemas e programas educativos e à livre prática de religiões africanas tradicionais;

Baseados na Declaração e Programa de Ação de Durban e na Declaração e Programa de Ação da Conferência das Américas, comprometeram-se a implantar políticas públicas voltadas à promoção da não discriminação e da inclusão social, cultural, econômica e política dos afrodescendentes, inclusive por meio de medidas de ação afirmativa;

Reconheceram que, apesar do progresso atingido em diversos países da América Latina e do Caribe para promover os direitos dos afrodescendentes, ainda há grandes desafios para assegurar a inclusão total desse segmento da população em condições igualitárias na vida social, cultural, econômica e política, considerando diferentes realidades nacionais;

Inspirados pelos princípios da dignidade inerente à pessoa humana e da igualdade entre todas as pessoas consagrados nos instrumentos internacionais relacionados à promoção e proteção dos direitos humanos, comprometeram-se a combater a exclusão social e a marginalização dos afrodescendentes, identificadas como as causas básicas e fatores agravantes por trás da discriminação das quais elas são as vítimas primárias;

Reafirmaram seu compromisso determinado com a eliminação completa e incondicional do racismo e de todas as formas de discriminação e intolerância;

Enfatizaram que a magnitude das contribuições dos afrodescendentes para a formação social, cultural, religiosa, política e econômica dos países da região deve ser valorizada e reconhecida;

Enfatizaram a necessidade de dar valor e reconhecer a contribuição social, cultural, religiosa, política e econômica dos afrodescendentes na criação dos Países da região e enfatizam que este processo de contribuição ainda está em andamento nos dias de hoje;



Enfatizaram a importância de preservar e disseminar o rico legado da África e dos afrodescendentes para a construção e desenvolvimento dos países da América Latina e do Caribe. Enfatizaram que a construção da identidade nacional nos países da América Latina e do Caribe está intimamente vinculada em diversos graus ao conhecimento da história e culturas africanas;

Enfatizaram o papel central da educação na prevenção do preconceito, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata. Para esta finalidade, expressaram seu apoio à introdução de programas em sistemas educativos para promover o desenvolvimento integral da personalidade humana, reforçar o respeito a todos os direitos humanos, valores democráticos e liberdades fundamentais, bem como aos antecedentes históricos, religiosos e necessidades culturais diversos e únicos de cada nação e fomentar o entendimento, tolerância e amizade entre todas as nações e grupos raciais e religiosos;

Enfatizaram a importância de garantir a todos os afrodescendentes os direitos fundamentais consagrados nos instrumentos internacionais para promoção e proteção de direitos humanos;

Enfatizaram a importância de coletar dados estatísticos desagregados para a formulação e implantação de políticas públicas eficazes para aumentar as oportunidades iguais para os afrodescendentes em relação aos cidadãos da região como um todo e para superar sua invisibilidade sistemática em muitos países;

Condenaram a violência e a intolerância contra comunidades religiosas africanas. Reconheceram que a coexistência pacífica entre religiões em sociedades multiculturais e multirraciais e países democráticos é fundada no respeito à igualdade e não discriminação entre as religiões e a separação entre as Leis do País e os preceitos religiosos;

Comprometeram-se a confrontar os altos níveis de vitimização entre jovens, crianças e mulheres de afrodescendentes com base nas políticas de segurança baseadas nos direitos do cidadão e centralizada na proteção de pessoas através da adoção de medidas de prevenção à violência;

Comprometeram-se a trabalhar juntos para combater a desigualdade, pobreza e exclusão social através da cooperação e troca de experiências. Para este fim, eles reafirmaram sua determinação de implantar uma agenda social rigorosa de acordo com os compromissos assumidos sob compromissos internacionais acordados, inclusive os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio;

Reconheceram a necessidade de assegurar o progresso na integração da perspectiva de gênero nas medidas e programas adotados para enfrentar o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata, visando combater o fenômeno de formas múltiplas ou agravadas de discriminação contra as mulheres;

Reconheceram o papel fundamental da sociedade civil no combate ao racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata, particularmente no auxílio aos governos no desenvolvimento de regulamentos e estratégias, na tomada de medidas e realização de ações contra estas formas de discriminação e através do acompanhamento da implantação;

Enfatizaram a importância de combater a impunidade em manifestações e práticas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata em esportes, um fenômeno do qual os afrodescendentes frequentemente são vítimas;

Deram as boas vindas à realização da Copa do Mundo FIFA 2014 e Jogos Olímpicos de Verão 2016 no Brasil e enfatizaram a importância de se esforçar para garantir que os dois eventos promovam o entendimento, tolerância e paz entre países, povos e nações e fortalecer os esforços para combater o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata;

Para demonstrar seu compromisso firme com o avanço da cooperação como um meio de promover a inclusão plena dos afrodescendentes na sociedade dentro dos seus respectivos países e superar o racismo e a discriminação racial e levar em conta diferentes contextos nacionais, os Chefes de Estado e Governo decidiram:

Estabelecer o "Observatório de Dados Estatísticos sobre os Afrodescendentes na América Latina e no Caribe". O objetivo do Observatório será obter, a partir das informações dadas por instituições nacionais encarregadas de dados estatísticos, compilar e disseminar dados e estatísticas sobre a situação dos afrodescendentes nos níveis regional, nacional e local nas diferentes esferas da vida social incluindo, dentre outras coisas, educação, emprego, saúde, justiça, política, cultura, esportes e lazer, como apropriado, visando auxiliar os Governos, com base em suas funções e prioridades específicas, a formularem e implantarem políticas públicas para promover os direitos dos afrodescendentes. O local da sede e as disposições de custeio do Observatório serão determinados por acordo mútuo dos países participantes e da Secretaria Geral Iberoamericana.

Estabelecer o "Fundo Iberoamericano em Benefício dos Afrodescendentes", baseado em contribuições voluntárias. Seu objetivo será financiar projetos e programas dedicados à preservação da cultura, memória e tradições africanas. Os projetos e programas serão projetados para fomentar, dentre outras coisas, a criação, circulação, proteção e disseminação de bens culturais, serviços e valores dos afrodescendentes, inclusive através da promoção do empreendedorismo. O Fundo, que deverá ser gerenciado pela Secretaria Geral Iberoamericana, será usado também para gerenciar programas educativos e culturais em benefício dos afrodescendentes, levando em conta a perspectiva de gênero.

Recomendar o estabelecimento de uma "Década dos Afrodescendentes na América Latina e no Caribe", cujo esforço poderá ser formalmente implantado pelos países membros da Conferência Iberoamericana, a fim de fomentar as iniciativas de cooperação Sul-Sul e triangulares em conjunto com os esforços nacionais, com base nas boas práticas de políticas públicas voltadas a promover a inclusão dos afrodescendentes e enfrentar o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata.

Propor a declaração simbólica de Salvador, Bahia, como capital iberoamericana dos afrodescendentes.

CONVOCAÇÃO: Fórum Social Temático - Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental


 
24 a 29 de janeiro de 2012 - Porto Alegre e Região Metropolitana
Preparatório para a Cúpula dos Povos da Rio+20

Os povos se colocam em movimento. Occupy Wall Street se espalha pelos Estados Unidos. Protestos e mobilizações indígenas produzem uma grande efervescência na usualmente tempestuosa região andina. Um nível inusitado de atividade de movimentos de massas atinge até mesmo países conhecidos por sua estabilidade social. Em 15 de outubro tivemos manifestações em quase mil cidades de 82 países.
A indignação com as desigualdades e injustiças políticas e sociais aparece como uma marca comum à maioria destes movimentos que questionam o “sistema” e “poder”, se confronta com sua destrutividade e rompem com a passividade das décadas neoliberais. A política de austeridade promete mais miséria e levam os jovens a se mobilizarem por seu futuro. Em todos os continentes, setores antes apáticos se colocam em movimento de forma pacífica, democrática, pluralista, unitária e autônoma em relação ao poder.


Estes movimentos nascem das necessidades e aspirações do presente, depois de três décadas de globalização neoliberal. São mobilizações portadoras de valores como a empatia pelo sofrimento alheio, a solidariedade, defesa da igualdade, busca de justiça, reconhecimento da diversidade, critica a supremacia do mercado sobre a vida, valorização da natureza – ideias centrais para a urgente reconstrução de um novo mundo possível.
A mensagem é uma só: Precisamos reinventar o mundo. Nenhuma resposta efetiva parece estar emergindo dos poderes estabelecidos. A crise ambiental está sendo ignorada pela ONU e pelos grandes poderes e arrasta a humanidade para um cenário catastrófico. A mercantilização da vida e a apropriação de parcela crescente da biomassa do planeta exerce uma pressão cada vez mais destrutiva sobre os diferentes ecossistemas e reduzem rapidamente a biodiversidade. O agravamento da crise social nas economias centrais e a indignação contra a desigualdade crescente não encontraram nenhuma resposta senão mais privatizações e a defesa dos privilégios por parte de governos e empresas multinacionais. O avanço do extrativismo e a compra de terras continuarão a alimentar as lutas de resistência em defesa da natureza, dos bens comuns e dos modos de vida. Aumenta o número de pessoas que acredita ser impossível enfrentar estas questões separadas de uma resposta global para um sistema cuja crise atinge toda humanidade. Se trata de mudar o sistema para defender 99% da humanidade dos 1% que quer jogar sua crise sobre as costas dos demais. Precisamos reinventar o mundo.
Este parece ser um momento único para resgatarmos o acúmulo do altermundialismo e do Fórum Social Mundial. Avançamos em Belém, em 2009, para a busca de alternativas ao desenvolvimentismo e ao consumismo a partir do terreno socioambiental. Mas agora a luta social é oxigenada e enriquecida pelo movimento em busca de autonomia e controle do poder no mundo árabe e pelas vastas expressões da indignação com o capitalismo financeiro e as corporações na Europa e Estados Unidos. Se outro mundo é possível, o será a partir da convergência destes sujeitos políticos, favorecendo que criem um sentido de propósito comum, identidade e visão de futuro.
Porto Alegre e Região Metropolitana podem, em 2012, ser o ponto de encontro d@s indignad@s, das expressões dos povos originários e dos movimentos anti-sistêmicos de todos os quadrantes, capaz de afirmar uma saída para a crise, construindo as diretrizes e campanhas globais. Mais ainda, isso só será efetivo se conseguirmos afirmar e transmitir um paradigma alternativo de sociedade, se construir um vocabulário comum capaz de articular as demandas difusas de grande parcela das populações. Por ser temático, o FST pode construir uma reflexão estratégica e programática, capaz também de ser apresentada por ocasião da Rio+20 que, em maio e junho de 2012, atrairá multidões para o Rio de Janeiro.
Considerando estes objetivos, nós convidamos a todas e todos que compareçam ao Fórum Social Temático - Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental que se realizará em Porto Alegre e Região Metropolitana nos dias 24 a 29 de janeiro de 2012.
Um Fórum diferente que se vê como processo. Para isso, estabelecemos Grupos Temáticos num processo capaz de acolher a multiplicidade de experiências e contribuições dos diversos sujeitos sociais em torno destes temas abrangentes e mobilizadores capazes de articular atores dos mais variados movimentos. Os Grupos Temáticos estão sendo constituídos dos temas relacionados com a agenda da sustentabilidade e da justiça social e ambiental; da existência de redes em condições de facilitar política e operacionalmente os debates e de sistematizar a discussão realizada nos fóruns eletrônicos; viabilizando as discussões em diferentes línguas para seus participantes, tornando-as abrangentes. Os Grupos Temáticos se encontrarão em Porto Alegre nos primeiros dias (25 e 26 de janeiro de 2012) para a sistematização dos debates do FST e nos dias seguintes (27 e 28 de janeiro de 2012) haverá uma articulação dos vários diálogos entre si ao redor de quatro eixos transversais, quais sejam:

  1. fundamentos éticos e filosóficos: subjetividade, dominação e emancipação;
  2. direitos humanos, povos, territórios e defesa da Mãe-Terra;
  3. produção, distribuição e consumo: acesso à riqueza, bens comuns e economia de transição;
  4. sujeitos políticos, arquitetura de poder e democracia.

Todo este processo será facilitado pelo Comitê Organizador (GRAP + Comitê Local) e pelos facilitadores dos grupos temáticos. A este coletivo caberá tomar as decisões sobre a organização do FSTemático e os desdobramentos da metodologia. Outras iniciativas apoiarão esta elaboração coletiva, tais como, um painel sobre a conjuntura e a sistematização de indicadores.
A plataforma www.dialogos2012.org estará no ar no dia 20 de novembro, com subsídios iniciais para o debate dos vários grupos temáticos e aqueles que se inscreveram nos grupos temáticos poderão acompanhar as discussões nas quatro línguas do Fórum: inglês, espanhol, francês e português. Até esta data, estaremos recebendo as propostas de inscrições dos grupos temáticos através do e-mail grupostematicosfst@gmail.com. Após a verificação do cumprimento das pré-condições e eventuais aglutinações, enviaremos um e-mail confirmando a formação do GT e disponibilizando a plataforma para uso do grupo.
Informe-se sobre o processo de preparação do Fórum Social Temático, inscrições de atividades autogestionárias e outras questões no site www.fstematico2012.org.br ou escreva para fstematico2012@gmail.com. Participe e prepare-se para vir a Porto Alegre e Região Metropolitana.

Vamos continuar reinventando o mundo!
COMITÊ ORGANIZADOR

Marx: um tipo arrogante, e admirável

Mary Gabriel: "Jenny ajudou a fazer de Marx mais que um filósofo. Sua influência, como a de Engels, ampliou sua perspectiva de modos muitos importantes. Ela injetou um pouco de poesia na vida de Marx e, por extensão, em seus escritos
A princípio, ainda nos esboços do projeto que resultaria na publicação de “Love and Capital - Karl and Jenny Marx and the Birth of a Revolution” (a ser publicado no Brasil em 2012, pela Zahar) , Mary Gabriel não tinha nenhuma simpatia por Marx, pessoalmente. Ela o via na vida familiar tão arrogante quanto se mostrava em público, tomado por um “egocentrismo patológico”. Acabou gostando dele. “Comecei a sentir-me em relação a ele, acho, do mesmo modo como sua família e Engels: seus defeitos eram inegáveis, mas ele era tão maravilhoso, poderoso e único, que poderiam desculpá-lo. Sentia-me em uma companhia rara quando lia suas cartas e suas obras. E falhas de caráter que não teria perdoado em outro homem as perdoei facilmente em Marx”. Mary também escreveu uma biografia de Victoria Woodhull, a líder sufragista americana (“Notorious Victoria – The Life of Victoria Woodhull, Uncensored” – Alconquin, 1998).
Leia a seguir trechos da entrevista que Mary concedeu ao Valor.

Valor: Parece haver contradições entre a vida familiar de Marx e ideias que ele defendia (abolição da família, visão crítica do casamento, liberdade sexual etc.). Por exemplo, quando Paul Lafargue cortejava sua filha Laura, Marx exigiu que ele mantivesse distância por um tempo e que demonstrasse capacidade financeira para sustentar a ambos no casamento. E opôs obstáculos ao relacionamento entre a filha Eleanor e Prosper Lissagaray. Como se deveriam entender esses aparentes conflitos entre as opiniões de Marx e sua própria vida?
Mary Gabriel: Marx e Jenny [sua mulher] estavam bem a par do conflito entre as atitudes de ambos em relação às filhas e suas convicções políticas, mas não se desculpavam por isso. Queriam que as filhas tivessem não menos que um futuro burguês seguro, financeiramente equilibrado. É uma contradição, certamente, mas acredito que a posição deles seja compreensível. Eles tinham visto todos os filhos sofrerem – e quatro morreram – por causa da pobreza em que viviam. E sabiam que a pobreza era resultado de decisões políticas que haviam tomado, o que tornava difícil para Marx conseguir dinheiro e os punha em conflito com a sociedade em torno deles. Penso que Marx carregava a culpa adicional de ter arruinado a vida de sua mulher por causa das escolhas radicais que havia feito, e queria evitar que as filhas tivessem o mesmo destino. Mas não seria assim. Como os pais, as filhas de Marx estavam comprometidas com a melhoria dos oprimidos e explorados. Como consequência, os homens que escolheram para si, longe de serem burgueses, eram ativistas socialistas. Na verdade, elas se tornaram versões menores do próprio Marx.
Valor: As ideias de Marx e Engels têm alguma importância para o debate atual a respeito dos papéis sociais das mulheres?
Mary: Sim, de uma forma bastante importante, mas não aquela que poderíamos imaginar. Marx e Engels escreveram durante um período em que os direitos das mulheres estavam relegados a segundo plano entre os direitos da classe trabalhadora em geral. A noção de igualdade para as mulheres sempre esteve nas sombras do trabalho deles – e Engels passou a dar atenção ao assunto bem cedo em seus estudos – mas nenhum dos dois gastou muito tempo discutindo direitos políticos para as mulheres. A questão das mulheres era parte do debate mais amplo sobre o trabalho e a sociedade.
Mas – e é aqui que o trabalho deles é pertinente no que se refere aos papéis sociais das mulheres atualmente – as mulheres estavam na linha de frente da luta deles contra a exploração capitalista porque, como aceitavam salários menores, eram frequentemente empregadas no lugar de homens. E tanto Marx como Engels acusavam a sociedade capitalista de explorar as mulheres sexualmente.
Penso que hoje as mulheres estão sendo usadas de novo pelos empregadores para reduzir custos. Os homens ainda exigem maiores salários do que as mulheres – mesmo em vários dos assim chamados países desenvolvidos – e, nestes tempos em que austeridade é a desculpa usada para justificar cortes de empregos, as mulheres são frequentemente empregadas no lugar de homens porque são mais facilmente ajustáveis aos resultados pretendidos. Esta não é uma questão de se dar poder às mulheres, como alguns poderiam sugerir, mas de sua exploração.
De modo semelhante, as formas de exploração sexual que Marx e Engels denunciavam na Inglaterra vitoriana e na França constituem hoje um fenômeno global. Em números difíceis de acreditar em sociedades que se dizem civilizadas, mulheres são vendidas como uma “commodity” por meio de prostituição, na indústria de entretenimento adulto e em situações de escravidão sexual. Essa espécie de “comércio” se desenvolve hoje numa escala que não poderia ser imaginada quando Marx e Engels a condenaram no “Manifesto Comunista”.
A lição a ser aprendida de Marx e Engels, no que se refere ao lugar de trabalho e à exploração sexual das mulheres hoje, é que aquelas atividades não apenas ferem suas vítimas imediatas, mas corroem a sociedade. A desumanização de um segmento da população inevitavelmente leva à desumanização de toda a sociedade.
Valor: As várias formas de casamento e de composição familiar observadas hoje, tão diferentes de modelos tradicionais, seriam saudadas por Marx e Engels como espelhadas em suas idéias?
Mary: Marx era muito mais conservador do que Engels nos assuntos de casamento. Esta é uma das raras áreas em que os dois se mostram bastante diferentes. Ambos entendiam que o contrato de casamento em meados do século XIX na Europa exigia que a mulher abrisse mão de direitos demais. Ela se tornava “propriedade” do marido, e não tinha sequer o direito de determinar o futuro dos filhos. Mas Marx, pelo que li, opunha-se a qualquer coisa que se denominasse “amor livre” e certamente respeitava os laços tradicionais de casamento.
Engels era muito mais inflexivelmente contrário ao casamento, que, dizia, inibia não apenas a mulher, mas também o homem. Em sua vida, ele se relacionou com duas mulheres – uma morreu bastante moça e Engels então se ligou a sua irmã mais nova – com as quais não se casou. E quando a filha mais moça de Marx pediu que Engels opinasse se devia desafiar a sociedade e ir morar com um homem casado, ele não procurou dissuadi-la.
Tenho certeza de que, embora vendo essa questão de maneiras diferentes, eles teriam concordado em que, desde que a união garantisse a duas pessoas – e a seus filhos – felicidade, saúde, segurança etc., então deveria consumar-se, sem preocupações com normas sociais. O cuidado principal era que não houvesse nenhum tipo de coerção, nem maus tratos.
Valor: Os relatos sobre o casamento de Marx e Jenny são marcados pela ideia de que se tratava de uma união quase perfeita, tanto afetivamente, como intelectualmente. Não haveria a possibilidade de o relacionamento deles se caracterizar também por uma certo grau de neurose? Jenny vinha de uma família rica e aceitou viver em condições literalmente miseráveis. Enquanto isso, Marx permitiu-se moldar a vida familiar de acordo com seus interesses pessoais, de um modo claramente egocêntrico...
Mary: Pode-se dizer, em retrospecto, que o amor de Marx e Jenny foi duradouro e que Jenny ajudou Marx a produzir algumas das mais importantes obras de todos os tempos. Através dos anos, porém, houve vários períodos em que a tensão no relacionamento entre eles foi severa – principalmente, por causa de atitudes de Marx. Marx era extremamente egocêntrico – eu me atreveria a dizer que, nesse aspecto, não era diferente de muitos artistas ou outros grandes pensadores – e teria posto à prova a paciência mesmo da mais equilibrada das mulheres. Jenny, no entanto, não era completamente estável. Mesmo sendo uma mulher forte, e penso que ela demonstrou sua força interior ao longo da vida com Marx, tinha uma tendência para a depressão, que frequentemente resultava em males físicos. Então, o egocentrismo de Marx e a depressão de Jenny traziam dificuldades, para dizer o mínimo.
Acredito que a força do relacionamento deles se devia ao fato de que ambos estavam comprometidos com uma coisa muito maior do que eles próprios. Mais de uma vez, quando suas vidas pessoais se mostravam mais desalentadoras – por causa de dívidas, ou pior, por causa da morte de uma criança, o filho Edgar – foi o trabalho político, na verdade, que ajudou a reequilibrar o relacionamento, e suas vidas.
ValorA vida sexual de Marx fora do casamento refletiria, talvez, um modo enviezado de confrontar a moralidade burguesa? E sua hesitação em opor-se à família como instituição não constituiria outro elemento de uma moldura de relações conflituosas com sua própria vida?
Mary: Não se conhece a extensão que teria tomado a vida sexual extraconjugal de Marx. O único incidente comprovado deu-se em 1850, quando ele engravidou Helene Demuth, a empregada da família. Marx deixou-se atrair por várias outras mulheres, sem dúvida, e parece ter sido correspondido. Se alguma coisa aconteceu para além do que seria imaginável como flertes típicos da era vitoriana, não se sabe. Então, não penso que o comportamento de Marx fosse na verdade uma afronta consciente à moralidade burguesa. No caso do incidente com Helene, penso que ele estava completamente desesperado e voltou-se para ela não tanto por sexo, mas por consolo. Estava sozinho em Londres com as crianças, sem dinheiro, sob ataque dos adversários, e sem uma visão de futuro. Mesmo sua grande obra parecia perdida em meio à batalha diária pela sobrevivência. Ele se voltou para Helene como um amigo e ela o consolou da maneira mais íntima possível.
Na verdade, Marx comportava-se bem, se considerarmos o que era permitido a homens de sua classe no século XIX. Ter amantes era a norma. Homens considerados de respeito frequentavam prostitutas. A sociedade não punia um homem por desviar-se de certos padrões morais. Isso é, porém, mais uma evidência da inferioridade da mulher, na época, por se esperar que aceitasse tal comportamento sem reclamar. Não estou defendendo Marx. Apenas, não penso que se tratasse efetivamente de uma questão, em relação a ele – exceto, naturalmente, pelo fato de que teve um filho com Helene, que ele nunca reconheceu como seu. 
E essa atitude de abandono está muito mais em conflito com o modo de ele pensar do que qualquer relacionamento extra-conjugal em que possa ter se envolvido. É também uma coisa  que não fui capaz de absorver em meus estudos de Marx: como um homem que dizia gostar tanto de crianças pôde abandonar seu único filho sobrevivente. Imagino que ele tenha tido que tomar uma terrível decisão, como muitos de nós no curso de nossa vida, que, uma vez tomada, foi mantida. Mas é uma contradição, em relação a seu caráter e a suas convicções, que, para mim, continua a assombrar sua história.
Valor: É bem conhecida a concepção materialista da história desenvolda por Marx e Engels, mas a posição da família nessa moldura filosófico-metodológica parece nebulosa. Seu livro estaria trazendo alguma contribuição para tornar mais clara a questão da família no pensamento de Marx? Outras questões teóricas ou doutrinárias teriam merecido igual atenção de sua parte?
Mary: Essa é uma questão interessante porque, embora o foco de meu livro seja a família de Marx, não descrevo especificamente como a estrutura ou as relações familiares podem ter se contraposto às teorias dele.  Acredito que isso ficaria claro no transcorrer da história da família e o leitor poderia chegar a suas próprias conclusões. Obviamente, a maneira como Marx criou suas filhas estava longe do [que se recomendaria segundo] o comunismo tradicional ou mesmo o socialismo. Contudo, mesmo enquanto eram educadas como mulheres burguesas, elas estavam imersas na teoria do pai e aceitavam suas ideias como corretas, não somente para elas mesmas, mas para o mundo. O Marx sobre o qual escrevi era dois homens – um teórico profissional e um pai – e os dois tinham diferentes missões. O primeiro tinha a mente voltada para a salvação do mundo. O outro, queria salvar a família. Os métodos usados por um e por outro foram muito diferentes e de certo modo, ironicamente, o primeiro foi mais bem-sucedido do que o outro.
Seria pretensioso de minha parte dizer que esclareci qualquer aspecto da teoria de Marx. Tantos homens e mulheres brilhantes dedicaram suas vidas ao estudo e explicação da teoria de Marx que não me atreveria a me colocar entre eles. Escrevi uma biografia de Marx e sua família  com o intuito de apresentar os leitores ao homem e à sua vida pessoal, de modo que fôssemos todos ajudados a ter noção adequada do lugar onde suas ideias eram produzidas [sua casa, sua família] e como sua própria vida as afetava. Acredito que, compreendendo-se o homem Marx, seja mais fácil compreender o teórico Marx.”
Valor: Entre as cartas da correspondência trocada entre Marx, Engels e Jenny que você consultou em busca de informações para seu livro, quais considera mais relevantes para os propósitos de sua pesquisa? E quais mais a impressionaram pessoalmente, como leitora?
Mary: Examinei milhares de páginas de correspondência no transcorrer de minha pesquisa. É difícil especificar alguma que me pareça mais relevante que outras. Posso dizer que trabalhar com essa rica coleção de palavras me proporcionou um prazer  absoluto. Não consigo dizer como foi emocionante “ouvir” os vários personagens conversando por meio de suas cartas. Durante anos, houve uma troca diária de cartas entre os principais personagens, e por meio delas senti que poderia ouvir as mais íntimas conversas da família. Tive ainda mais sorte porque os personagens eram tão maravilhosos escritores de cartas. Suas descrições eram coloridas, suas emoções livremente expressas, e sua linguagem  livre de censura. As cartas são realmente a espinha dorsal de meu livro, e acredito que me ajudaram a produzir um retrato tão íntimo quando possível de um homem e dos que estavam à sua volta, mortos há mais de um século. As cartas trazem os personagens de volta à vida de uma maneira extremamente calorosa.
Mas devo mencionar uma carta particularmente entristecedora, aquela em que Marx fala a Engels sobre a morte de seu filho Edgar, aos 8 anos. Depois de descrever sua imensa dor e solidão, Marx escreveu: “Em meio a todos os terríveis tormentos que precisei suportar recentemente, o pensamento voltado para você e sua amizade sempre me encorajou, assim como a esperança de que ainda há alguma coisa  para fazermos juntos no mundo”. É como se Marx procurasse tornar sua profunda tristeza em algo que pudesse beneficiar a humanidade.
Outra carta que me impressionou foi uma que Engels escreveu para um amigo em Nova York, em 1853, na qual descreve o que esperava acontecer às ideias dele e de Marx no futuro e por que era tão importante que as pusessem por escrito para a posteridade. Seus receios de que experimentos políticos fossem  implementados apressadamente com base em suas ideias  -- que acabariam por fracassar -- soam como se ele previsse as interpretações equivocadas das ideias de Marx que se fariam no século XX. Mas Engels disse que ele e Marx estariam protegidos de acusações de serem brutos e estúpidos porque teriam se teriam documentado em sua literatura. Penso que isso é muito importante para nós, hoje. Não deveríamos ler interpretações de Marx e Engels, mas deveríamos ler Marx e Engels eles mesmos, para chegar à mais exata compreensão de suas ideias.
ValorNão lhe desse Engels o apoio financeiro que foi tão importante em sua vida, Marx teria tomado atitudes diferentes na condução de sua vida pessoal e familiar? E intelectualmente falando, quem poderia ser “Marx sem Engels”?
Mary: É difícil imaginar que haveria um Marx sem Engels. Engels não apenas proporcionou equilíbrio a Marx, intelectualmente , conectando a teoria de Marx com o mundo real, mas proporcionou os meios financeiros para Marx e sua família sobreviverem – mesmo depois da morte do próprio Engels. Não posso honestamente imaginar que Marx pudesse encontrar uma outra pessoa que não apenas lhe fosse intelectualmente compatível, mas também tão enormemente generosa e disposta ao autosacrifício. E sem aquele apoio Marx não teria nem os meios nem o tempo para escrever. Ele poderia ter sido um grande ativista sem Engels, mas me pergunto se poderia ter sido também um grande teórico.
Valor: Quem seria Marx sem Jenny?
Mary: As relações com Engels foram muito mais importantes para o Marx que reconhecemos historicamente do que seu relacionamento com Jenny. Penso que, se Jenny Von Westphalen não tivesse existido em sua vida, Marx ainda teria sido um importante teórico e ativista, mas provavelmente teria tido muito menos “coração”. Jenny humanizou Marx e o fez sentir os sofrimentos e as alegrias da vida normal. Sem isso, Marx, que tinha uma tendência para ser frio e cerebral, teria, sem dúvida, se recolhido a uma vida intelectual, e só. Ele era notoriamente irritadiço e arrogante com seus adversários e provavelmente teria sido pior sem a influência de Jenny. Penso que Jenny também ajudou a fazer de Marx mais que um filósofo. Sua influência, como a de Engels, ampliou sua perspective de modos muitos importantes. Ela injetou um pouco de poesia na vida de Marx e, por extensão, em seus escritos.
Valor: A senhora diz que, logo após o sepultamento de Marx, seus seguidores começaram a higienizar sua história, de maneira que esse “deus socialista” não parecesse humano. Exceto, talvez, por alguns excessos, não seria o caso de compreender essa “higienização” não como uma tentativa de fabricar um mito, mas apenas uma espécie de descrição compreensível num trabalho convencional de propaganda?
Mary: Sim, de fato é propaganda convencional, embora eu entenda que havia um tanto de mitificação envolvida já no princípio. Quando da morte de Marx, os socialistas, na Europa, apenas começavam a ganhar espaços significativos nos parlamentos nacionais e, então, a última coisa de que precisavam era dar aos partidos no poder munição contra eles na forma de rumores sobre os excessos pessoais de Marx. Mas penso que também havia o senso de que, na morte, Marx deveria tornar-se maior do que em vida, para servir como uma espécie de farol para futuras gerações. Depois da Primeira Guerra Mundial, antes da assim chamada Terceira Internacional (ou Comintern), as ideias de Marx foram transformadas a ponto de se tornarem irreconhecíveis. Ele então tornou-se de fato um “mito”. Finalmente, nas mãos de Stalin, foi reduzido a nada mais que uma figura decorativa, porque a substância de sua obra não se encaixava  no modelo soviético.
Valor: O retrato que a senhora pinta de Marx corresponde à imagem que tinha em mente antes de iniciar sua pesquisa e escrever o livro?
Mary: Marx não me agradava pessoalmente. Parecia-me que sua arrogância, demonstrada em público, também era evidente em sua vida familiar e que ele era patologicamente egoísta. Contudo, passei a gostar dele. Acho que comecei a sentir-me, em relação a ele, do mesmo modo que sua família e Engels: seus defeitos eram inegáveis e mesmo irritantes, mas ele era uma pessoa tão maravilhosa, poderosa e única que se poderia desculpá-lo. Senti-me em uma companhia rara enquanto lia suas cartas e obras, e falhas de caráter que talvez não perdoasse em outro homem perdoei facilmente em Marx.
Como pude conhecê-lo tão intimamente, também pude apreciar muito mais seu trabalho e compreendê-lo melhor. Causou-me profunda impressão ver como ele, vivendo como viveu, em tamanhas dificuldades e transtornos pessoais –por escolha própria, é certo – foi capaz de produzir algumas das mais importantes obras da história. Isso, quando  a maior parte das pessoas em sua posição não seria capaz de produzir absolutamente nada. Marx costumava dizer que poetas são diferentes das pessoas comuns e, portanto, não deveriam ser julgados segundo padrões normais. Terminei meu projeto pensando o mesmo a respeito dele.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

SEMINÁRIO SOBRE O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL

SEMINÁRIO SOBRE O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL   PARA GESTORES E ENTIDADES DO MOVIMENTO NEGRO -  LEI N°  12.288/2010

DIA:  28 DE NOVEMBRO  (SEGUNDA- FEIRA)

HORÁRIO:  DAS 9:00 ÀS 14:00 HORAS

LOCAL:  RUA CAMERINO  51 – CENTRO -  RJ

 
     PRELETOR
:  ERNESTO LUIZ PEREIRA FILHO

Assessor Parlamentar da SEPPIR

Participante da Redação e Articulação Política que resultou na Aprovação do Estatuto.

 

Fátima Malaquias

Secretária do CEDINE

Iriny Lopes: Governos do PT transformam políticas para mulheres em políticas de Estado

Nota da Ana Rita em defesa do Povo Guarani - MS

Venho acompanhando a luta incessante dos povos indígenas no Brasil, e neste momento, especialmente, da etnia Guarani no Mato Grosso do Sul.

Não é de hoje os mais variados episódios envolvendo todo tipo de violência contra as principais lideranças indígenas neste Estado.

Entretanto, o ocorrido na sexta-feira passada, no acampamento Guaiviry, município de Amambai, deve ser transformado em um marco de indignação, ecoando fortemente através de um grito de BASTA DE VIOLÊNCIA, BASTA DE IMPUNIDADE.

Os setores populares e democráticos da nossa sociedade devem dar respostas firmes, cobrando medidas concretas e imediatas das instituições públicas, tanto em nível federal, quanto no estado.

Tenho plena ciência que o centro dos interesses em questão está na histórica luta pela terra e a negação dos direitos básicos a sobrevivência de um povo, entre estes as suas terras. Sem esta garantia, quaisquer outras medidas não resolverão os conflitos, nem cessará o derramamento de sangue indígena.


Tendo em vista compromissos marcados anteriormente, que por mais que tenha buscado não consegui cancelar, infelizmente, não poderei estar presente nesta importante manifestação.

De toda forma, registro o nosso apoio a este ato e o mais profundo compromisso com as bandeiras indígenas. O nosso mandato está à inteira disposição dos nossos irmãos índios.

É dever de todos denunciar o estado de terror em que uma parcela da sociedade além de ter negado seu direito a um lugar a terra, tem negado o direito à vida!

Um afetuoso abraço a todos e todas

Ana Rita
Senadora do PT/ES - vice- presidenta da Comissão de Direitos Humanos do Senado da República
 

ENC: (aenacional) Nota da Ana Rita em defesa do Povo Guarani - MS

Venho acompanhando a luta incessante dos povos indígenas no Brasil, e neste momento, especialmente, da etnia Guarani no Mato Grosso do Sul.

 

Não é de hoje os mais variados episódios envolvendo todo tipo de violência contra as principais lideranças indígenas neste Estado.

 

Entretanto, o ocorrido na sexta-feira passada, no acampamento Guaiviry, município de Amambai, deve ser transformado em um marco de indignação, ecoando fortemente através de um grito de BASTA DE VIOLÊNCIA, BASTA DE IMPUNIDADE.

 

Os setores populares e democráticos da nossa sociedade devem dar respostas firmes, cobrando medidas concretas e imediatas das instituições públicas, tanto em nível federal, quanto no estado.

 

Tenho plena ciência que o centro dos interesses em questão está na histórica luta pela terra e a negação dos direitos básicos a sobrevivência de um povo, entre estes as suas terras. Sem esta garantia, quaisquer outras medidas não resolverão os conflitos, nem cessará o derramamento de sangue indígena.

 

Tendo em vista compromissos marcados anteriormente, que por mais que tenha buscado não consegui cancelar, infelizmente, não poderei estar presente nesta importante manifestação.

 

De toda forma, registro o nosso apoio a este ato e o mais profundo compromisso com as bandeiras indígenas. O nosso mandato está à inteira disposição dos nossos irmãos índios.

 

É dever de todos denunciar o estado de terror em que uma parcela da sociedade além de ter negado seu direito a um lugar a terra, tem negado o direito à vida!

 

Um afetuoso abraço a todos e todas

 

Ana Rita
Senadora do PT/ES - vice- presidenta da Comissão de Direitos Humanos do Senado da República
 

 

A grande mídia e a falsa disputa entre liberdade e censura

22/11/2011 |
Venício Lima
Carta Maior

A grande mídia está vencendo a “batalha das idéias” e tem conseguido construir como significação dominante no espaço público que a sociedade brasileira estaria diante de uma disputa entre liberdade (liberdade de expressão) e censura do estado (regulação, autoritarismo).
Diante da feroz reação da grande mídia às propostas apresentadas (e àquelas que sequer foram apresentadas) no IV Congresso Extraordinário do Partido dos Trabalhadores, relativas a um Marco Regulatório para as Comunicações, escrevi no Observatório da Imprensa nº 658: A saída parece ser colocar imediatamente para o debate público um projeto de marco regulatório. (...) Diante de uma proposta concreta de regulação democrática – a exemplo do que acontece nos países civilizados – seus eternos opositores terão que mostrar objetivamente onde de fato está a defesa da censura e onde se postula o controle autoritário da mídia. Não há alternativa.
Menos de três meses depois, o fato de o Governo Dilma não haver ainda apresentado um projeto de Marco Regulatório, aliado à incapacidade dos “não-atores” [organizações da sociedade civil; entidades representativas da mídia pública (comunitária) e o próprio Ministério Público] de interferir efetivamente na definição da agenda pública e, mais do que isso, no enquadramento dos temas dessa agenda, vai aos poucos consolidando um falso cenário (“communication environment”) em relação ao que de fato está em jogo.

A grande mídia está vencendo a “batalha das idéias” e tem conseguido construir como significação dominante no espaço público que a sociedade brasileira estaria diante de uma disputa entre liberdade (liberdade de expressão) e censura do estado (regulação, autoritarismo).
Quem é contra a liberdade?
Na verdade esta é uma velha e conhecida tática utilizada por certos setores da sociedade brasileira. Escolhe-se um princípio sobre o qual existe amplo consenso e desloca-se a questão em disputa para seu campo de significação. Como em política, apoiar uma posição significa estar contra outras, é preciso identificar um adversário, no caso, os inimigos da liberdade. A quem se convenceria se ninguém defendesse a posição contrária? É necessário, portanto, que a grande mídia convença a maioria da população de que “alguém” é contra a liberdade – mesmo que nossa história política, em várias ocasiões, revele exatamente o inverso. Como a grande mídia (ainda) tem o poder de construir a agenda pública e enquadrá-la, repete exaustivamente a “inversão” até criar um ambiente falso no qual ela – a grande mídia – se apresenta como a grande defensora da liberdade. Resultado: se interdita a possi bilidade de um debate racional do que de fato está em jogo.
Manuel Castells – um dos maiores estudiosos da comunicação nas “sociedades em rede” globalizadas – explica que o poder é exercido através da construção de significados na base dos discursos que orientam a ação dos atores sociais. E, claro, o significado é construído pelo processo de “ação comunicativa” na esfera pública, isto é, na rede (network) de comunicação, informação e pontos de vista [cf. “Communication Power”, Oxford, pbk. 2011].
Liberdade tem sido um dos termos mais problemáticos e difundidos do pensamento moderno, tanto na consciência popular quanto na conceituação de “experts”. Junto com outros termos como desenvolvimento e democracia, é parte da história da modernidade que tem dominado o pensamento ocidental pelos últimos três séculos. Durante a Guerra Fria, liberdade serviu como argumento central na disputa ideológica entre o ocidente e o oriente e, em parte, também contra o “Terceiro Mundo”. Com o fim da União Soviética, o uso ideológico da liberdade ganha novas dimensões e contornos [cf. K. Nordenstreng, “Myths about press freedom”, Brazilian Journalism Research, vol. 3, nº 1, 2007; p. 15 e segs.].
Censura vs. liberdade de expressão
Nesse contexto, não basta comprovar que a mídia é regulada nas democracias mais avançadas do mundo; não basta propor que as normas e princípios já constantes da Constituição de 88 sejam o “terreno comum” para as negociações (como fez o ex-ministro Franklin Martins recentemente em Porto Alegre); não basta mostrar que as mudanças tecnológicas exigem uma atualização da legislação; não basta reiterar compromissos com a Constituição Federal e com a liberdade de expressão. Nada é suficiente.
O vazio provocado pela ausência de propostas concretas do governo e a incapacidade dos “não-atores”, faz com que o campo de significações sobre o que constitui um Marco Regulatório das Comunicações esteja sob o controle daqueles que são contrários a ele.
Essa é a situação em que nos encontramos hoje.
O que fazer?
É possível alterar “o ambiente de comunicação” vigente e recolocar o debate em termos compatíveis com a convivência democrática entre opiniões e idéias divergentes?
Para os “não-atores” e os partidos políticos que agora se comprometem diretamente com essa bandeira, não existe outra forma senão pressionar o Governo para que torne público “um” Projeto de Lei e insistir, através de todos os recursos alternativos existentes – e aqui as novas TICs desempenham um papel fundamental – que um Marco Regulatório para as Comunicações significa, de fato, a garantia de que mais vozes se expressem no debate público, que haja mais participação, mais pluralidade, mais diversidade, isto é, mais – e não menos – liberdade.
É exatamente a possibilidade de ampliação da democracia que contraria os (ainda) poderosos interesses dos poucos grupos que, ao longo de nossa história, tem entendido, praticado e defendido a liberdade de expressão como se ela fosse somente sua e impedido que a voz da imensa maioria da população seja ouvida.
A ver.
* Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

João Cândido, o Almirante Negro

Por Fernando Rebouças

João Cândido Felisberto, militar e um dos principais líderes da Revolta da Chibata, nasceu na cidade de Encruzilhada do Sul, no dia 24 de junho de 1880, faleceu no Rio de Janeiro, em 6 de dezembro de 1969.

Na época, a sua cidade natal era referida somente pelo nome de “Encruzilhada” e fazia parte da Província do Rio Grande do Sul. João Cândido era filho de João Felisberto, um ex-escravo, e Inácia Felisberto, também ex-escrava. Ingressou na Companhia de Artífices Militares e Menores Aprendizes no Arsenal de Guerra de Porto Alegre em 1894, sob recomendação do capitão de fragata Alexandrino de Alencar, seu amigo.

Congresso devolutivo da AE/RJ - 10/12/2011

Olá companheiros,

 

É com muito prazer que venho convocá-los para o Congresso Devolutivo Estadual da AE/RJ. 

Trata-se de uma preparação para a Segunda Etapa do Congresso Nacional, que ocorrerá em fevereiro/2012 em Brasília.

 

Data: 10/12/2011

Local: Sindi-Petro Rio de Janeiro

 

Programação:

 

9h - Mesa de Abertura

10 h - Mesa de Debate das Resoluções I Congresso Nacional da AE e Conjuntura Nacional.

12h - Almoço

13h - Mesa de Debate da Conjuntura Estadual.  

14h30 - Delegação para o Congresso Nacional.

 

Peço a todos que agendem a data.

O comparecimento de todos é muito importante!!

 

Maiores detalhes, enviaremos para a lista.

 

Debate com Valter Pomar

Companheiros e companheiras,

A AE promoverá na próxima terça-feira, 29/11 às partir das 14 horas um debate com o companheiro Valter Pomar.

O tema será conjuntura nacional e o PT. 

Anotem:

próxima terça-feira, 29/11, das 14 às 17 horas, no auditório do diretório estadual PT-RJ.

convidamos a todos e todas para participarem.

abs,

Condenação em caso de racismo em Caxias do Sul

Andreazza é condenado a pagar R$ 100 mil por piada racista, em Caxias do Sul
Aposentado teria perguntado à operadora de caixa "qual a diferença entre uma negra barriguda e um fusquinha"

O aposentado Orlando Andreazza, 80 anos, fundador da rede de supermercados Andreazza, foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 100 mil de indenização pelo dano moral à operadora de caixa Queren Pereira de Souza Oliveira, 23 anos. Em abril passado, quando ela estava grávida, Andreazza teria perguntado a ela "a diferença entre uma negra barriguda e um fusquinha quebrado na esquina", seguida da resposta "ambos estão esperando um macaco".
O juiz do Trabalho André Ibaños Pereira sentenciou:
— Ressalto que tal conduta de Orlando Andreazza merece exemplar punição por parte do Judiciário trabalhista não apenas pela ofensa sofrida pela demandante, mas também porque atinge a coletividade caxiense.
No mesmo processo, Andreazza foi condenado a pagar outros R$ 10 mil de direitos trabalhistas. O caso também está sendo tratado pelo Ministério Público, que avalia se houve crime de injúria discriminatória. Andreazza foi procurado pelo Pioneiro, mas preferiu não se manifestar. O aposentado poderá recorrer da decisão da Justiça do Trabalho._,_._,___

1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente: A inscrição deve ser feita até o dia 25/11

A CUT-RJ orienta todos os sindicatos filiados à inscrever seus dirigentes na 1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente (CEETD), que vai acontecer nos dias 1º e 2 de dezembro no município do Rio de Janeiro.

A inscrição deve ser feita até o dia 25/11. É preciso preencher a ficha disponível na página eletrônica da Setrab-RJ (http://www.rj.gov.br/web/setrab/exibeConteudo?article-id=656372) e apresentar a ata de eleição da atual direção da entidade. O regimento completo da CEETD e os contatos para mais informações também podem ser acessados na página da Setrab-RJ ou com a CUT-RJ pelos telefones 2196-6723 ou 8616-3703 (falar com Aílton).

Com o tema "Gerar Emprego e Trabalho Decente para Combater a Pobreza e as Desigualdades Sociais", a CEETD tem por finalidade a promoção de um amplo debate no território estadual envolvendo a temática das políticas públicas de trabalho, emprego e proteção social.

Fonte: Imprensa CUT-RJ, com informações da Setrab-RJ

 

1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente: A inscrição deve ser feita até o dia 25/11

A CUT-RJ orienta todos os sindicatos filiados à inscrever seus dirigentes na 1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente (CEETD), que vai acontecer nos dias 1º e 2 de dezembro no município do Rio de Janeiro.

A inscrição deve ser feita até o dia 25/11. É preciso preencher a ficha disponível na página eletrônica da Setrab-RJ (http://www.rj.gov.br/web/setrab/exibeConteudo?article-id=656372) e apresentar a ata de eleição da atual direção da entidade. O regimento completo da CEETD e os contatos para mais informações também podem ser acessados na página da Setrab-RJ ou com a CUT-RJ pelos telefones 2196-6723 ou 8616-3703 (falar com Aílton).

Com o tema "Gerar Emprego e Trabalho Decente para Combater a Pobreza e as Desigualdades Sociais", a CEETD tem por finalidade a promoção de um amplo debate no território estadual envolvendo a temática das políticas públicas de trabalho, emprego e proteção social.

Fonte: Imprensa CUT-RJ, com informações da Setrab-RJ

 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

HOJE e AMANHÃ - Eleição SindJornalistasERJ - Diretoria e Comissão de Ética

ELEIÇÃO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO ESTADO RJ

O seu voto é muito importante!

 

Você, associado/a ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro é nosso convidado especial para a eleição da nova diretoria e Comissão de Ética, gestão 2011/2014.

A votação será realizada nos dias 23 e 24/11, quarta e quinta, das 9 às 17 horas em dois locais à sua escolha:

Urna 1 – Sede do Sindicato – Rua Saldanha Marinho, 217, Centro, Niterói

Urna 2 – Sede da ABI – Rua Araújo Porto Alegre, 71 (saguão do térreo, junto aos elevadores), Centro, Rio de Janeiro

Mais informações: (21) (21) 2620-8295      jornalistas@rj.net

Participe!

 

CHAPA RECONSTRUÇÃO

Avançar na luta para reafirmar as mudanças já conquistadas

POR UM SINDICATO MODERNO, FORTE E ATUANTE

 

Apresentamos aos colegas do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro o documento de compromisso da Chapa Reconstrução.

O projeto é um desdobramento das idéias defendidas pela atual direção sindical nos congressos regionais e nacionais dos jornalistas, bem como nos encontros de jornalistas em Assessoria de Comunicação, e que serão consagradas em nossa gestão. A proposta incorpora como ponto fundamental o anseio dos jornalistas fluminenses pela ampliação de mudanças já conquistadas.

Queremos um sindicato moderno, atuante e, acima de tudo, unido, com a participação dos jornalistas, pois a experiência acumulada durante anos permite identificar, com mais clareza, obstáculos e caminhos necessários para superar os problemas.

Não vamos perder os meios para acompanhar o progresso e a reconstrução. Mudanças serão claras e, ao mesmo tempo, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro multiplicará esforços para liderar esse processo de reconstrução, indicando o caminho certo a seguir.

Devemos discutir um projeto de interesse da categoria, mas que só ganhará sentido, efetivamente, se for sustentado por um entendimento sobre as metas necessárias e engajamento na efetiva aplicação das propostas que apresentamos:


 Por que Reconstrução?

•       Pelo fortalecimento da mídia pública como espaço de ampliação do mercado de trabalho dos jornalistas e geração de informação plural e regionalizada, com destaque para as emissoras legislativas, universitárias e comunitárias.

.       Pela liderança  no processo  de nova regulamentação da profissão de jornalistas;

•       Pela manutenção da Voz do Brasil, de 19 às 20h;

•       Participação na luta da Frente pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação do Estado do RJ (FALE -Rio) e apoio à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Democratização da Comunicação e Cultura da ALERJ  

•       Lutar para que as empresas jornalísticas contratem seguro de vida com cobertura relativa a risco de morte e invalidez, com uma apólice de R$ 500,00 (quinhentos reais);

•       Lutar pela aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) que reestabelecem a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista;


•       Intensificar a luta pela  Democratização da Comunicação Social e pelo novo marco regulatório do setor, que tenha como base o direito humano à comunicação;

•       Lutar por uma melhor qualidade de vida para os profissionais de imprensa do Estado do Rio de Janeiro;

. Defender a instituição da Comissão Nacional da Verdade e abertura dos arquivos da ditadura; resgatar a história do Sindicato no mesmo período;

. Valorização do salário e das condições de trabalho, com combate sem tréguas à fraude nas relações trabalhistas e exigência do respeito à regulamentação profissional nas redações e também nas assessorias de comunicação e nos veículos digitais;

. Fazer valer os direitos dos jornalistas do serviço público e do movimento sindical e  apoio e respeito aos jornalistas com deficiência

•       Pela criação do Conselho de Comunicação Social do Estado do Rio de Janeiro e de conselhos municipais no interior fluminense;

•       Pela integração do Sindicato com os cursos de Comunicação Social e Jornalismo das universidades públicas e privadas;

•       Participação do Sindicato na luta dos trabalhadores e, em particular, na área da Comunicação Social.

•      Lutar pela implantação de um Plano Nacional de Banda Larga que coloque o serviço em regime público (com metas de universalização, regras para os preços e parâmetros de qualidade)

. Combate a todas as formas de discriminação étnica ou racial, de gênero ou opção sexual, e garantia de acessibilidade aos locais de trabalho e de eventos sindicais;

 . Lutar politica e judicialmente pelo resgate da base sindical do Sul Fluminense ao Sindicato Estadual.

Faz parte da nossa luta, ainda, ampliar nosso trabalho sindical nos municípios fluminenses, criando delegacias regionais na Baixada Fluminense, Região Serrana, Região dos Lagos e Leste Fluminense, e restabelecer nossa presença no Noroeste, Norte e Costa Verde fluminenses.

 

Estamos certos de que, com o início desta caminhada, através da Chapa Reconstrução, damos um passo decisivo para ir ao encontro do nosso destino de grandeza. Que, sem dúvida, vamos alcançar. O ponto de partida está na constituição da Chapa:

 

Presidente – Continentino Porto

1.º Vice-presidente – Álvaro Britto

2.º Vice-presidente – Dulce Tupy

Secretário-geral – Fernando Paulino

1.º Tesoureiro – Ernesto Vianna

2.º Tesoureiro – Salomão Santana

Diretor Jurídico – Sérgio Caldieri

Suplentes – Inaldo Baptista, Maurício Guimarães, Paulo Castro Alves, Rafael Duarte,Eraldo Quintanilha, Carlos Alberto Antonio e José Fortuna (Barroco);

Conselho Fiscal – Adilson Guimarães, Sílvia Regina, Evaldo Nascimento, Gentil Lima, Udson de Oliveira e Raquel Junia

Representantes na FENAJ – Mário Augusto Jakobskind e Mário deSousa

Suplentes na FENAJ – José Pereira (Pereirinha) e Jorge de Oliveira

 

ATENÇÃO:

A Chapa Reconstrução indica o voto nos seguintes companheiros/as para a Comissão de Ética:

Nilo Sérgio Gomes, Fátima Lacerda, José Marques, Osvaldo Maneschy e Pinheiro Junior

PT no Senado Informa - 22-11-2011

 

Este e-mail contém gráficos, então se você não vê-los, visualizá-lo no seu navegador.

 

 

 

topsenadoboletim

 

 

 

 22/11/2011

 

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