domingo, 8 de janeiro de 2012

Cordel da Privataria

PRIVATARIA TUCANA

 

Caiu a casa tucana

Do jeito que deveria

E agora nem resta pó

Pois tudo na luz do dia

Está tão claro e exposto

E o que ninguém sabia

Surge revelado em livro

Sobre a tal privataria.

Amauri Ribeiro Junior

Um jornalista mineiro

Em mais de 300 páginas

Apresenta ao mundo inteiro

A nobre arte tucana

De assaltar o brasileiro

Pondo o Brasil à venda

Ao capital estrangeiro.

Expondo a crua verdade

Do Brasil privatizado

O livro do jornalista

Não deixa ninguém de lado

Acusa Fernando Henrique

Gregório Marin Preciado

Serra e suas mutretas

E o assalto ao Banestado.

Revelando em detalhes

Uma quadrilha em ação

O relato jornalístico

Destrói logo a ficção

De que político tucano

É homem de correção

Mostrando que entre eles

O que não falta é ladrão.

Doleiros e arapongas

Telefone grampeado

Maracutaias financeiras

Lavagem por todo lado

Dinheiro que entra e sai

Além de sigilo quebrado

Obra de gente tucana

Na privatização do Estado.

Parece mas não é

Ficção esse relato

Envolvendo tanta gente

E homens de fino trato

Que pra roubar precisaram

Montar um belo aparato

Tomando pra si o Estado

Mas hoje negam o fato.

Tudo isso e muito mais

Coisas de uma gente fina

Traficantes de influência

E senhores da propina

Mostrando como se rouba

Ao pivete da esquina

E a cada negócio escuso

Ganhando de novo na quina.

Se tudo isso não der

Pra tanta gente cadeia

Começando por Zé Serra

Cuja conta anda cheia

O Brasil fica inviável

A coisa fica mais feia

Pois não havendo justiça

O povo se desnorteia

Com CPI já pensada

Na câmara dos deputados

Não se fala outra coisa

No imponente senado

Onde senhores astutos

E tão bem engravatados

Sabem que o bicho pega

Se tudo for investigado.

Por isso, temos tucanos

Numa total caganeira

No vaso se contorcendo

Às vezes a tarde inteira

Mesmo com a velha mídia

Sua indiscreta parceira

Pelo silêncio encobrindo

Outra grande roubalheira.

São eles amigos da Veja

Da Folha e do Estadão,

Da Globo e da imprensa

Que distorce a informação

Blindando tantas figuras

Que tem perfil de ladrão

Mostrando-os respeitáveis

Como gente e cidadão.

Pois essa mídia vendida

Deles eterna parceira

E que se diz democrática

Mas adora bandalheira

Ainda não achou palavras

E silenciosa anda inteira

Como se fosse possível

Ignorar tanta sujeira.

Ela que tanto defende

A liberdade de imprensa

Mas somente liberdade

Pra dizer o que compensa

Não ferindo interesses

Tendo como recompensa

Um poder exacerbado

Que faz toda a diferença.

Mas neste livro a figura

Praticamente central

Sujeito rei das mutretas

Um defensor da moral

É o impoluto Zé Serra

Personagem que afinal

Agora aparece despido

Completamente venal.

É o próprio aparece

Sem retoque nem pintura

Tramando nos bastidores

Roubando na cara dura.

É o Zé Serra que a mídia

Esconde e bota censura

Para que o povo não veja

A sua trágica feiúra.

E ele sabe e faz tudo

No reino da malandragem

Organiza vazamentos

Monta esquema de lavagem

Ensina a filha e o cunhado

As artes da trambicagem

E como bandido completo

Tenta preservar a imagem.

Mas agora finalmente

Com a casa já no chão

E exposta em detalhes

Tão imensa podridão

Que nosso país invadiu

Com a privatização

Espera-se que Zé Serra

Vá direto pra prisão.

E pra não ficar sozinho

Que ele vá acompanhado

Do Fernando ex-presidente

Mais o genro dedicado

Marido da filha Mônica

E outro homem devotado

Ricardo Sergio Oliveira

E também o Preciado.

Completando o esquema

Deixando lotada a prisão

Ainda cabe o Aécio

Jereissati e algum irmão

Nunca esquecendo o Dantas

Que só rouba de bilhão

E traz guardado no bolso

O tal Gilmar canastrão.

Como estamos em época

De Comissão da Verdade

Que se investigue a fundo

E não se tenha piedade

Dos que usaram o Estado

Visando a finalidade

De praticar tanto crime

E ficar na impunidade.

Tanto roubo descarado

Provado em documento

Não pode ser esquecido

E ficar sem julgamento

Pois lesou essa nação

Provocando sofrimento

A quem sofre e trabalha

Por tão pouco vencimento.

Que o livro do Amauri

Maior presente do ano

Seja lido e comentado

Sem reservas nem engano

Arrebentando o esquema

Desse grupo tão insano

Abrindo cela e cadeia.

Pra todo bandido tucano.

Silvio Prado

Diretor Estadual da APEOESP

venceremos.2@hotmail.com

AFRO-BLOG'S