sábado, 28 de janeiro de 2012

proposta de resolução revisada

Proposta de Resolução sobre eleições 2012 na cidade do Rio de Janeiro

 

Às vésperas de mais uma disputa eleitoral na cidade do Rio de Janeiro, que sempre é um momento de construção ideológica, programática e política - logo de disputa de hegemonia e fortalecimento de identidade, valores, princípios - o PT caminha para não ter candidatura própria pela primeira vez.

Não ter candidato não é um problema em si, a questão é como, pra quem e porque a maioria das forças internas do PT envereda por esta tática eleitoral.

O processo de decisão está incorreto frente à resolução do DN sobre prévias, e negando 'a base partidária a devida reflexão e definição.

A opção é por apoiar a reeleição do prefeito Paes, figura com quem a esquerda social e partidária fluminense não possui nenhuma afinidade ideológica e programática. No caso do PT isto ainda se aplica também, apesar da adesão as OS e às remoções dos pobres que cada vez mais setores do partido demonstram.

As razões que sustentam esta opção se concentram (a) na leitura de que o PT não reúne condições para a disputa e assim teria um desempenho simbólica e nas proporcionais ruim; (b) no entendimento de q ter o vice é importante para 2014; e não menos influenciador (c) na lógica de que a ocupação de cargos é mais importante do que a disputa de idéias na sociedade.

Nesta seara do como, quem e porque na tática eleitoral de 2012 observamos lógicas e razões antagônicas incrivelmente se unirem, juntando defensores de candidatura própria em 2014 com adeptos da idéia de ser vice do candidato do Cabral.

O resultado final é que se aprofunda a subordinação do PT ao PMDB em nosso estado com efeitos ideológicos e programáticos gravíssimos, empurrando o partido para a prática de que o importante é ser governo, pra quê se torna secundário.

Nós da AE-RJ e ninguém no PT é contra alianças, mas estas devem ser feitas sustentadas em objetivos e práticas que não se resumem a ganhar uma eleição.

O PT deve e precisa apresentar à sociedade carioca um projeto de cidade alternativa, pautada na efetiva participação popular e controle social na e da gestão pública, no enfrentamento às máfias que existem no transporte e na saúde, na valorização do magistério como ponta de lança de uma educação de qualidade, no profundo respeito e avanço dos direitos humanos, na prioridade aos pequenos empreendimentos inclusive para as obras e serviços das Olimpíadas.

Defendemos que o PT deve e pode apresentar outro projeto, outros valores e princípios, outros compromissos nas eleições 2012, e isto não passa pelo Paes e PMDB.

Por um PT forte, socialista, alternativa de projeto e de poder na sociedade, queremos ver o 13 e o vermelho na campanha majoritária da capital.

 

Aos 100 anos de Apolônio de Carvalho.

Aos 50 anos de militância de Geraldo Cândido.

Aos inúmeros socialistas que lutam e aos que tombaram lutando.

 

AE-RJ, 28 de janeiro de 2012

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