quinta-feira, 8 de março de 2012

Para a Camara de Recursos - minhas ponderações sobre o recurso de José do Carmo de Barra Mansa

 

Companheiros e companheiras da Câmara de Recursos,

Cc a CEE,

Nesta semana a Câmara deve tratar, entre outros, do caso da expulsão de José do Carmo pelo DM de Barra de Mansa. Eu não vi o recurso apresentado pelo mesmo a CEE, mas li o conjunto de documentos reunidos e entregues pela presidenta do PT de Barra Mansa, Maria da Penha, a todos nós membros da CEE. À luz destes documentos resolvi apresentar a minha leitura da situação e da responsabilidade de todos nós dirigentes estaduais, em duas partes.

Parte 1 – a nossa responsabilidade como dirigentes estaduais

Inicio dizendo que este recurso recoloca em questão a postura da CEE comprometida com o fortalecimento do Partido como sujeito coletivo.

 O cerne do processo é que o Partido em Barra Mansa é oposição ao governo municipal (afirmado em várias decisões das instancias) e um filiado dirigente desrespeitou reiteradas vezes a posição partidária chegando ao ápice da indisciplina o seu aceite ao convite do prefeito para ser secretário municipal.

A priori pode-se achar que a expulsão é um exagero, já que é uma medida extrema e ultima. Porém, a expulsão só ocorreu após inúmeras tentativas de que o filiado dirigente respeitasse a posição do Partido, entre tais medidas as ultimas foram a suspensão de seus direitos e abertura de procedimentos na Comissão de Ética e Disciplina.

Em resumo, está crescendo no PT fluminense práticas individualistas e que negam o partido, na prática significa dirigentes ignorarem as instancias e normas partidárias. Este caso do José do Carmo é mais um emblemático, o DM discutiu e aprovou uma suspensão, a Comissão de Ética lhe convocou mais de uma vez e foi ignorada, o DM discutiu com amplo direito de defesa a sua expulsão.

Uma decisão da CEE que reverta a decisão tomada pelas instancias localmente, será a desmoralização do partido e mais um passo na desconstituição do mesmo como um sujeito coletivo.

Olavo

 

Parte 2 – A defesa do José do Carmo

Li atentamente a defesa por escrito apresentada e é nítido que ela é uma cortina de fumaça sobre a sua postura antiética e indisciplinada frente ao partido e suas instancias.

Começa pela antiga tática de atacar e tentar desqualificar a presidenta do Partido, que é a expressão máxima das posições tomadas, atribuindo-a uma culpabilidade que seria razão para arquivamento da denuncia a ele feita. É incrível como o mérito das suas ações passam ao largo até aqui.

Sobre o mérito então, a defesa apresentada é no mínimo um ato de desespero, para não dizer que é uma ofensa à inteligência a quem faz política. Atribuir a aceitação para se tornar secretário municipal como um ato de cunho pessoal e profissional, e, portanto, respaldado pelo estatuto, não pode ser um argumento sério. Aceite este agravado pela sua condição dirigente. Ou seja, em toda a sua defesa o filiado expulso mantém seu desprezo pela leitura e decisão política da maioria do Partido. Como poderá a CEE mediar com uma postura desta e depois cobrar o mesmo sobre as suas decisões?

 

 

 

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Olavo Brandão Carneiro

membro da Comissao Executiva Estadual do PT-RJ
TIM 21 88771913

twitter: @Olavobc



 

 

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