domingo, 2 de junho de 2013

COMO DEFENDER MEDIDAS COMPENSATÓRIAS EM UM PAÍS DE ESSÊNCIA RACISTA?


* Por Ivonete Aparecida Alves  
Eu gostaria de nessa data poder dispensar qualquer medida compensatória dos mais de 300 anos em que fomos escravizados nessa nação e poder dizer que o ouro que nosso povo extraiu do sub-solo de Minas Gerais e de outras estados serve muitas famílias negras, assim como serve nossos irmãos indígenas (donas dessa terra brasileira) da mesma maneira que serviu para o acúmulo de riquezas de tanta gente dessa nação – que faz questão de continuar sangrando nosso povo aplicando os recursos fora do país. E que Minas Gerais não é um estado de essência racista; há tantos negros no poder em Minas como há brancos!
Gostaria também de afirmar que enquanto negra e mulher que cursou 2 universidades públicas – quando não haviam cotas – que meus diplomas superaram o racismo e que pude adentrar o mercado de trabalho pelas portas frontais e que hoje tenho uma excelente situação financeira, pois a meritocracia brasileira é REAL e não uma farsa posta em ação só quanto interessa à manutenção de um status quo conquistado com o nosso sangue, nossas lágrimas e com séculos de exploração da nossa força de trabalho.

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