segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O pós eleição: agradecimentos e impressões

Olá,
Bom dia a todos e todas!

Primeiro quero agradecer aos 2.226 eleitores e eleitoras que dedicaram parte de seu domingo para exercer seu direito de escolha aos futuros conselheiros tutelares para a gestão 2016/2019, em especial aos 79 que me confiaram sua mais sinceras intenções, acreditando que eu poderia exercer muito bem esta tarefa devido ao meu histórico de vida. Como é sabido para todos que compareceram, este é um órgão muito importante e não cabe ou não deveria caber nenhuma influência externa para além daqueles que tenham interesse direto na defesa e proteção da criança e do adolescente.

O processo foi muito tumultuado e conturbado devido a estrutura precária e expectativa de comparecimento inferior ao constatado. Ao final o número de votos recolhidos nas urnas também não representou o número de pessoas que passaram pelo local de votação. Aparentemente mais de 6.000 pessoas estiveram no local, dispostas a exercer seu direito de voto e dever de cidadão, porém foram impedidas devido às condições de acolhimento precárias. Havia somente 6 urnas divididas em 3 salas. Para quem se dispôs a enfrentar as enormes filas, foram em média duas horas e meia de espera. Além do mais, prática do voto foi um tanto excludente por não considerar os eleitores pouco letrado que desejaram exercer esse direito e tiveram que escrever o nome e o número do seu candidato.


Acredito que o mesmo modelo adotado desde a penúltima eleição é o que fora desenvolvido ontem. Este modelo aberto, aproxima muito mais as pessoas aos conselheiros, reafirmando o caráter democrático e popular do processo evidenciando os candidatos e consequentemente o futuro conselheiro. Lamentável foi a falta de preparo para sua realização. Ficou nítido que, de um lado houve a subestimação dos organizadores não somente da comissão eleitora do CMDCA, como também da promotoria. Destaca-se neste ponto a falta de humanidade em um momento muito ímpar ocorrido durante o processo que foi o óbito por infarto. Naquele momento o processo, em respeito a vítima e seus familiares, deveria ter sido de pronto suspenso, até por que as condições dadas contribui para aquele desfecho.

Do outro lado, vimos muitos dos candidatos se associando e exercendo práticas condenáveis em qualquer processo eleitoral. Foram muitos transportes irregulares, boca de urna explícita, compras de votos, associação às detentores de cargos públicos dentre outros que estavam descritos nas resoluções dessa eleição como proibidas. Devidamente comprovadas e transformadas em denúncias, não foram acatadas pela comissão. O que tornou a eleição partidarizada e desleal, deixando a causa da criança e do adolescente em segundo plano em uma nítida prévia para as eleições gerais de 2016 para prefeitos e vereadores.

Tamanha foram as faltas que nossa cidade deveria se espelhar em outras que, munidos de sensatez identificaram e reconheceram cada problemas de certo, afetava a lisura do processo e então decretaram a suspensão do pleito. Tivemos como agravante um óbito. Quanto vale uma vida? Não foi apenas um voto, assim como os diversos que seriam depositados em mim e nos demais candidatos com a devida seriedade e logo que viram as condições, desistiram. Foi uma vida, que poderia ter sido em qualquer lugar, mais não. Foi ali, naquelas condições.


Obrigado e até a próxima!

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