terça-feira, 4 de julho de 2017

Desafio Literário - Jul/17-1

Sendo este o I desafio que estamos promovendo, então será apenas para um pequeno aquecimento. 

Considerado de grau médio.

Você terá neste I desafio três opções de tarefa para cumprir dentro da primeira quinzena de julho.

Cumprindo a tarefa que escolhida, você ganhará x pontos;
Caso resolva cumprir mais uma, a segunda independente da ordem que elas estiverem apresentadas, o ponto será x², logo cumprindo as duas tarefas você ganhará x da primeira tarefa escolhida + x² da segunda;
E ainda se decidir concluir a terceira tarefa, sua pontuação será acrescida de x³;
E assim sucessivamente, caso houver mais desafios a serem cumprido e você conclui-los dentro do prazo determinado para cada desafio;
No caso da tarefa ser respondida mais de uma vez, a segunda resposta valerá o dobro do valor x, a terceira o triplo de x será acrescentado na pontuação e assim por diante;
Os pontos serão contabilizados e atualizados até 3 (três) dias após o encerramento de cada desafio;
Os pontos são intransferíveis e expiram em 6 (seis) meses;
Os pontos poderão ser reivindicados em qualquer momento, e serão liberados no prazo de até 3 (três) dias;
Cada ponto vale a décima parte do percentual de desconto ofertado pela Livraria Pandora, ou seja Qx (pontos) multiplicado por 0,1 = o valor de prêmio;
Acúmulando 150 (cento e cinquenta) pontos, poderá ser trocado pelo prêmio "Frete grátis" na loja virtual;
Com 300 (trezentos) pontos, você poderá participar do programa Resenhando da Livraria Pandora (em construção), onde os participantes ganham livros pré selecionado a fim de descrever suas resenhas para a Fanpage da Livraria Pandora.

Lembrando que o desafio começa somente no dia 1º e se estende até o dia 14 de julho;
Para validar as tarefas e conquistar os pontos, você deve criar um post neste evento ou comentar os já existentes com as suas observações e/ou ponderações;
Deverá ser observado as regras gerais deste grupo quanto aos comentários ofensivos e/ou discriminatórios;
Caso haja muitas respostas repetidas a tarefa será automaticamente anulada e ser houver indício de plágio o responsável será sumariamente excluido e seus pontos zerados.

Vamos as tarefas:
1) Nome de três autores/as que comemoram aniversário de nascimento no período deste desafio (1º à 15 de julho) e ao menos uma de suas obras. Comente-a. (valor 2 pontos);

Para responder esta tarefa acesse o link abaixo:
https://www.facebook.com/groups/livrariapandora/permalink/1687767751532314/

2) Nome de três autores que faleceram no período deste desafio (1º à 15 de julho) em qualquer ano e ao menos uma de suas obras. Comente-a. (valor 2 pontos); e

Para responder esta tarefa acesse o link abaixo:
https://www.facebook.com/groups/livrariapandora/permalink/1687773761531713/

3) Nome de três autores que ocupam/ocuparam uma das cadeiras da Acadêmia Brasileira de Letras ao longo da história e ao menos uma de suas obras. Comente-a. (vale 2 pontos)

Para responder esta tarefa acesse o link abaixo:
https://www.facebook.com/groups/livrariapandora/permalink/1687794664862956/

Boa sorte!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

62 anos da Conferência de Bandung

A Conferência de Bandung foi uma reunião de 29 países asiáticos e africanos em Bandung (Indonésia), entre 18 e 24 de Abril de 1955, com o objetivo de mapear o futuro de uma nova força política global (Terceiro Mundo), visando a promoção da cooperação econômica e cultural afro-asiática, como forma de oposição ao que era considerado colonialismo ou neocolonialismo, por parte dos Estados Unidos e da União Soviética.

O patrocínio da reunião coube à Indonésia, Índia, Birmânia e Ceilão (Sri Lanka), que haviam preparado a conferência em uma reunião anterior em Colombo, no Ceilão.

29 países participaram na Conferencia de Bandung: 15 da Ásia ( Afeganistão, Birmânia, Camboja, Ceilão, República Popular da China, Filipinas, Índia, Indonésia, Japão, Laos, Nepal, Paquistão, República Democrática do Vietnã, Vietnã do Sul, e Tailândia ); 8 do Oriente Médio ( Arábia Saudita, Iêmen, Irã, Iraque, Jordânia, Líbano, Síria, e Turquia ); e apenas 6 da África ( Costa do Ouro (atual Gana), Etiópia, Egito, Líbia, Libéria e Sudão ) - o que reflete o fato de que grande parte desse continente ainda era colônia da Europa, embora tenha havido a presença de uma delegação da FLN argelina, assim como do Destur tunisiano. No total, os países participantes representavam uma população de 1,350 bilhões de habitantes. O Japão foi o único país industrializado a participar da conferência. Apesar da condição econômica, os participantes tinham pouco em comum. Houve um debate acirrado sobre se a política soviética no Leste Europeu e na Ásia Central deveria ou não ser equiparada ao colonialismo ocidental.

O encontro propôs a criação de um "tribunal da descolonização" para julgar os responsáveis pela prática de políticas imperialistas, entendidas como crimes contra a humanidade, mas a ideia foi vetada pelos países centrais. Bandung deu origem a uma política de não-alinhamento - uma postura diplomática e geopolítica de equidistância das Grandes Potências -, através da qual dezenas de nações tentariam não ser transformadas em joguetes dos titãs da Guerra Fria. A reunião conferiu estatura internacional a alguns chefes de Estado: o presidente Sukarno, da Indonésia; Chu En-Lai, o primeiro ministro da China; e o presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser.

O "não alinhamento" não foi possivel no contexto da Guerra Fria, onde URSS e EUA competiam por áreas de influência. No lugar do conflito leste-oeste, Bandung criava o conceito de Conflito norte-sul, expressão de um mundo dividido entre países ricos e industrializados e países pobres exportadores de produtos primários

A única realização concreta dos delegados à conferência foi uma declaração de dez pontos sobre "a promoção da paz e cooperação mundiais", baseada na Carta das Nações Unidas e nos princípios morais do premiê indiano Jawaharlal Nehru, um dos estadistas mais antigos presentes ao encontro:

1. Respeito aos direitos fundamentais;

2. Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações;

3. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas;

4. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país - (Autodeterminação dos povos);

5. Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente;

6. Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada para servir aos interesses particulares das superpotências;

7. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país;

8. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos (negociações e conciliações, arbitradas por tribunais internacionais);

9. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação;


10. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.

Fonte:Wikipedia

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Jogo da Sedução

A culpa é toda sua. Não me diga que não, que eu bem lhe leio o subtexto erótico na forma dançada como você passa por ele, inundando-o do seu charme, do seu perfume e da sua respiração rumorejante. Faz que não vê, mas vê. Faz que não quer, mas quer. O homem fica tonto e você gosta. Traça a perna diante dele daquela forma insólita, mostrando dessous que deixaram de o ser, tilinta coisinhas de metal quando lhe dá o perfil e o recorte esplêndido da sua pequena orelha e o botão da blusa, não me diga que o perdeu, anda desabotoada três dedos abaixo do ponto de viragem, viragem da cabeça dele, entenda-se.

Sim, sim, eu percebi que cortou o cabelo dessa forma ultrajante para valorizar o pescoço, a linha dos ombros, e ficar mesmo com o toque de androgenia indispensável para acordar nele todas as componentes. O sujeito sucumbe e você diverte-se. 
O processo arrasta-se há meses. Você não quer coisa nenhuma definida. Você não quer. Gosta do jogo e joga. Mas não quer mesmo? Ah, reside aí a volúpia da sua estratégia. Você quer fingir que não quer, porque querer completamente é completamente sem história. É a rotina do costume e isso não é excitante, nem subtil, nem perverso.

Agora mesmo eu vi. Você tem reduzido o ângulo de beijinho, aquele do pseudo-casual «Olá, está bom?». Começou a dez graus do eixo e já vai no grau dois. Com uma pequena oscilação para grau um. Porque um destes dias você foi apanhada de surpresa (ou fez de propósito?) no grau zero... Fez de propósito, claro, que ingenuidade a minha. Você não deixa nada ao acaso. Grau zero era a jogada daquele dia, mas o eixo apresentou-se húmido, prometedor... Quando a sua boca roçou de leve e logo se retirou, você ficou presa no seu próprio feitiço, a sua voz enrouqueceu um pouco mais, você pousou a ponta dos dedos na garganta naquele gesto que lhe é peculiar e disse «Ah!...». Afastou-se devagar, não sem primeiro filtrar entre as pestanas um olhar macio de pantera, descer até à zona do botão perdido as unhas curtas, sem verniz e sem escrúpulos.
O que acontece a seguir? Há que manter a ambiguidade. Não lhe interessa queimar as etapas que, pela lógica dos acontecimentos, se haveriam de seguir Esse é o procedimento corrente e você recusa a vulgaridade. Beijo trocado? Esse seu corpo apetitoso como um barco — desculpe se cito Pessoa, mas você tem realmente alguma coisa de gomo —, esse seu corpo, dizia, apertado contra a caxemira cor de areia? De forma nenhuma. Seguir-se-ia um óptimo jantar e isso era o fim de tudo. Se náo vejamos. Você é interessantíssima quando conversa, mas tem tendência, entre um tinto de 1978 e uma boa música de fundo, a tornar-se um tanto sincera e era capaz de lhe dizer que o acha o homem mais fascinante de toda a empresa; que a forma como ele utiliza o humor a deixa sempre comovida e excitada, e que o after-shave dele se harmoniza admiravelmente com camisas de seda italiana e absurdas preferências por pintura flamenga e mulheres ruivas. A seguir ele pousaria o casaco nos seus ombros, respirando o desejo que se desprende da sua nuca e levá-la-ia para uma nudez total, um contacto absoluto, um grito partilhado.
E depois? Mais nenhum mistério, mais nenhuma sedução. Você saberia tudo sobre a temperatura do corpo dele, a capacidade de a satisfazer, o seu grau de preconceito, a sua fragilidade, naquele momento em que os homens parecem tão indefesos e carentes e perdidos, e talvez você não fosse capaz de amá-lo bastante para continuar a negaceá-lo com beijos do grau um, depois de o ter visto na sua nudez inicial.
Não. É esta a beleza do jogo. Ele deseja-a furiosamente mas não mostra. Você perde a cabeça só de ouvir o som da sua voz, de olhar-lhe os dedos, os pulsos, o rosto de estátua, o nariz grego e a boca. Você evita os olhos, não quer denunciar--se, continua desprendida e bela, passeia devagar o seu corpo de barco na madrugada pela penumbra dos gabinetes, intercepta-lhe o campo magnético, passeia a polpa do dedo polegar entre os dentes, mostra uma ponta de língua cor-de-rosa, despe camisolas para que conste que não usa nada sob a blusa, acaricia os seus próprios caracóis cor de fogo no sítio exacto onde ele gostaria de perder as mãos, cruza e descruza as coxas, deixa entrever rendinhas, pouca coisa, é quase tudo pele dourada e por fim chega dele, diz até logo, tenho um encontro, dá-lhe um beijo de grau dois, vagaroso mas de grau dois, o tempo de ouvir a maçã de Adão oscilar, o tempo de sentir o sangue espesso nas veias de ambos, a voz presa, um arrepio no ventre e já saiu com um oscilar de labareda.
Eu sei. É essa a sua natureza. Nunca houve feiticeira que desprezasse o prazer, o poder, a vertigem de comandar o fogo.
Rosa Lobato Faria, in 'Pedra Rara - Dispersos e inéditos'

quinta-feira, 16 de março de 2017

DIFUSÃO DO CONHECIMENTO EM POLÍTICAS PÚBLICAS

Você já fez sua inscrição no curso “Difusão do Conhecimento em Políticas Públicas” que acontecerá em Barra Mansa?

AINDA NÃO!

Então, o que está esperando? A aula inaugural é neste sábado, dia 18 das 08 às 14 horas na Câmara Municipal de Barra Mansa.

Quem pode se inscrever?

Curso é GRATUITO e aberto e não é necessário ter ensino superior completo ou ser filiado ao PT, basta ser militante de movimentos sociais ou sindicais (é necessário apenas acesso à banda larga de internet por pelo menos uma hora por dia* em qualquer canto do Brasil – e se PREPARAR para assistir a abertura do curso.

O Curso

o curso de Difusão do Conhecimento em Gestão e Políticas Públicas foca a formação militante e social, tem como objetivo congregar a militância de esquerda e estimulá-la ao debate político sobre o Estado brasileiro, a gestão e as políticas públicas. O foco dos estudos continua na relação entre o passado colonial, o atual estado brasileiro e os projetos para o futuro. Assim, pretendemos despertar o interesse da militância de esquerda para os estudos e ações que visam defender projetos baseados em justiça social e democracia participativa.
O curso é gratuito e aberto. Não exige formação universitária ou colégio completo. Mas, destacamos que a maior parte dos trabalhos será pela internet; através de plataforma de educação a distância (Moodle/FPA). Para tanto é preciso ter acesso à banda larga pelo menos duas ou três vezes por semana e ter conhecimentos básicos de navegação na internet.
Convidamos os movimentos sociais e sindicatos, as lideranças de esquerda, para participar na estruturação do debate e organização de novas turmas. O curso tem abrangência nacional e, assim que é agendada a aula presencial, forma-se uma turma local.

Como funciona o curso?

Curso realizado através da nova Plataforma de Ensino à Distância – MOODLE/FPA, com previsão de:
  1. abertura presencial;
  2. três meses de aulas virtuais (15 aulas) – com assistência de tutor local.
  3. Encerramento presencial com atividade e/ou oficina.
Ao parceiro local será oferecida escolha entre as 25 aulas preparadas para melhor adequar a realidade local aos temas discutidos pela Fundação Perseu Abramo. Estta seleção será definida com a instituição demandante, a modulação do curso, resultando em um pacote de até 15 aulas (1. sem extinção de módulos, mínimo de 2 aulas por módulo).

Como demandar o curso?

Atividades obrigatórias e certificação:
A cada aula será feita uma atividade de fixação, havendo uma atividade de avaliação no encerramento. A certificação acontece quando participação atinge:
50% de realização mínima de cada módulo;
Nota geral maior ou igual a 6 (seis) – não podendo zerar nenhum núcleo temático, e

*Grade do curso

Núcleo Temático 1: Introdução ao Estado e sociedade brasileira.
  • Aula 01: História do Estado Brasileiro
  • Aula 02: Partidos Políticos
  • Aula 03: Sindicatos e movimentos sociais pós 64
Núcleo Temático 2: O pensamento clássico sobre o Estado e a sociedade brasileira
  • 04 – Celso Furtado, a teoria econômica e o subdesenvolvimento
  • 05 – Sérgio Buarque e a formação social do Brasil
  • 06 – Florestan Fernandes e a revolução burguesa no Brasil
  • 07 – Milton Santos e a geopolítica urbana
  • 08 – Nísia Floresta e a questão das mulheres
Núcleo Temático 3: Poder, Estado, democracia e participação
  • Aula 09 – Poder, Estado e Participação, uma introdução
  • Aula 10 – Federalismo e democracia (representativa e participativa)
  • Aula 11 – Armadilhas da Comunicação
  • Aula 12 – Brasil em contexto internacional
  • Aula 13 – Nova estrutura de classe no Brasil
Núcleo Temático 4: Políticas públicas
  • Aula 14 – Ciclo de políticas públicas: uma introdução prática
  • Aula 15– Políticas Sociais
  • Aula 16 – Políticas transversais 
*Grade sujeito a alterações

VOCÊ VAI FICAR DE FORA?


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Jean Wyllys para Marisa

Jean Wyllys, hoje no fb:

Se, por acaso, e ainda exercendo algum cargo eletivo, eu morrer depois de dias numa UTI do Sírio-Libanês ou de qualquer outro hospital em que médicos vazaram dados de meus prontuário para fins de deboche em grupos de WhatsApp e sugeriram formas de matarem na mesa de cirurgia, enquanto fascistas de merda, leitores da Veja, audiência da Globonews, ignorantes motivados e outras bestas insensíveis e egoístas me insultam nas redes sociais; se, por acaso, isso acontecer, POR FAVOR TRANSFORMEM MEU VELÓRIO NUM GRANDE COMÍCIO:

Dêem fala a todas as pessoas que queiram e possam dizer que minha morte foi também fruto da violência política estimulada e disseminada por golpistas e pelos meios de comunicação que servem aos interesses das grandes corporações comerciais, banqueiros e especuladores financeiros que não conseguem conviver com a democracia, principalmente quando esta começa a se estender aos mais pobres; não sejam "discretos", por favor, nem "compungidos" como exigem as "pessoas de bem" que odeiam homossexuais e acham que preto pobre e favelado é bandido; não cedam ao falso-moralismo burguês de quem cobra "recato" em velório enquanto insulta e deseja a minha morte apenas porque, em vida, divergi politicamente dele e de seu pensamento torto, de quem acha que velório não é lugar de política, mas faz "comício" em cada postagem sobre meu estado de saúde e sobre a minha família;

sabendo que os meios de comunicação nunca me deram espaço honesto para que eu me explicasse sobre minhas ações políticas e sobre as mentiras que inventaram contra mim, e sabendo que, antes, eles usaram todo o seu arsenal (inclusive seus sabujos que se apresentam como "jornalistas") para me difamar e destruir minha honra e minha reputação, sabendo disso, façam, do meu velório, um enorme ato público, aproveitando as mídias sociais e as novas tecnologias da comunicação para apresentar, às pessoas, uma contra-narrativa que possa levar a verdade a elas; e se, porventura, os canalhas fascistas, as bestas motivadas, os sabujos da Veja e da Globonews e boa parte de suas audiências chegarem com o mimimi "pior que desejar a morte dele e insultá-lo é usar o velório dele como comício", mandem-os à casa do caralho e digam a eles que só em sua (deles) moral torta - típica de hipócritas que não querem assumir seu ódio e preconceitos -  um ato político pode ser pior que o ódio e a maldade deles;

se, por acaso, isso tudo acontecer comigo, como aconteceu à dona Marisa Letícia e sua família, façam como o fez Lula: façam do meu velório um ato político, pois, não são só os sabujos da imprensa e os golpistas falsamente sentidos que poderão explorar politicamente minha morte; antes deles, quem conviveu comigo e sabe que a política foi parte da minha vida (logo, será da minha morte) tem muito mais direito de fazer de meu velório um ato político contra os canalhas que me destruíram e destruíram o país; e avisem aos que vierem reclamar disso que estamos cagando para o mimimi deles e que eles não passarão!

#ForçaLula
#RIPMarisaLetícia

sábado, 4 de fevereiro de 2017

MUITO INTERESSANTE! 225 livros importantes sobre temáticas raciais no Brasil e no mundo

Link para download: https://onedrive.live.com/?authkey=%21AGrnHP74fd3IOCg&id=EB48622F585FE35A%21105&cid=EB48622F585FE35A

Lista d@s autor@s:

Abdias do Nascimento
Achille Mbembe
Aimé Cesaire
Alberto da Costa e Silva
Alex Haley
Alex Ratts
Alice Walker
Ama Mizani
Amilcar Cabral
Ana Célia da Silva
Ana Cláudia Lemos Pacheco
Ana Katia Alves dos Santos
Ana Luiza Pinheiro Flauzina
Ana Maria Gonçalves
Andreas Hofbauer
Andréia Lisboa de Souza
Andrey Oliveira
Angela Davis
Ashanti Alston
Assata Shakur
Audre Lorde
Bell Hooks
Boris Fausto
C. L. R. James
Caribé
Carl Hart
Carlos Hasenbalg
Carlos Lopes
Carlos Machado
Carlos Moore
Carlos Pimenta
Carolina Maria de Jesus
Celia Maria Azevedo
Cheikh Anta Diop
Chimamanda Adichie
Chimamanda Ngozi Adichie
Chinua Achebe
Cleonora Hudson
Clovis Moura
Cornel West
Dilton Oliveira de Araújo
Dirceu Lindoso
Djibril Tamsir Niane
Domício Proença Filho
Dr.ª Frances Cress Weksing
Eduardo Silva
Eliane Brum
Elikia M’Bokolo
Elisa Larkin do Nascimento
Eric Williams
Florentina Souza & Maria Nazaré Lima
Florestan Fernandes
Frantz Fanon
George G. M. James
Gilza Marques
Grada Kilomba
Guerreiro Ramos
Henrique Antunes Cunha Jr.
Henry Louis Gates Jr.
Ildásio Tavares
Iolanda de Oliveira
Izabel Nascimento
Jacob Gorender
James Baldwin
Jean Marc Éla
João Elias
João José Reis
José do Patrocínio
Joseph Ki-Zerbo
Júlio César Medeiros
Kabengele Munanga
Kátia de Queiroz Mattoso
Kwame Anthony Appiah
Lélia Gonzales
Lilia Moritz Schwarcz
Lima Barreto
Livio Sansone
Lorenzo Kom Boa Ervin
Lourenço Cardo
Luiz Gama
Luiz Gustavo Freitas Rossi
Malcolm X
Manning Marable
Manuel Querino
Manuela Carneiro da Cunha
Márcio Paim
Marco Aurelio Luz
Maria Aparecida Silva Bento
Mário Augusto Medeiros da Silva
Mário Magalhaes
Meste Didi
Molefi Kete Asante
Nah Dove
Neusa Santos Souza
Nilma Lino Gomes
Octavio Lanni
Olaudah Equiano
Osmundo Araújo Pinho
Oswaldo de Camargo
Ottobah Cugoano
Oyèrónké Oyêwùmí
Paul Gilroy
Paulina Chiziane
Petronio Domingues
Pierre Fatumbi Verger
Renato Santos de Souza
Richard Miskolci
Roberto Moura
Roger Bastide
Ronilda Iyakemi Ribeiro
Roquinaldo Ferreira
Rosa Amelia Plummele-Uribe
Sidney Chalhoub
Silvia Hunold Lara
Sistah Luísa Benjamim
Sobonfu Somé
Steve Biko
Stuart Hall
Tânia Lima
Théophile Obenga
Toyn Falola
V. Y Mudimbe
Vladimir Miguel Rodrigues
W. E. B. Du Bois
Waldeloir Rego
Walter Rodney
Wlamyra R. de Albuquerque

*PROGRAMA DOS 10 PONTOS DOS PANTERAS NEGRAS.*

1. Queremos liberdade. Queremos o poder para determinar o destino de nossa Comunidade
Negra.
Nós acreditamos que o povo preto não será livre até que nós sejamos capazes de determinar nosso
destino.

2. Queremos emprego para nosso povo. Nós acreditamos que o governo federal é responsável e obrigado a dar a cada homem emprego e renda garantida. Nós acreditamos que se o homem de negócios americano branco não nos dá emprego, então os meios de produção devem ser tomados dos homens de negócios e ser colocados na comunidade de modo que o povo da comunidade possa organizar e empregar todas as pessoas e dar-lhes um padrão elevado de vida.

3. Precisamos acabar com a exploração do homem branco na Comunidade Negra. Nós acreditamos que este governo racista tem nos explorado e agora nós estamos demandando a
quitação do débito de quarenta acres de terra e duas mulas. Quarenta acres e duas mulas foram
prometidos 100 anos atrás em restituição pelo trabalho escravo e assassinato em massa do povo preto. Nós aceitaremos o pagamento em moeda corrente, que será distribuída às nossas muitas comunidades. Os Alemães estão agora reparando os Judeus em Israel pelo genocídio do povo Judeu. Os Alemães assassinaram seis milhões de Judeus. O Racista Americano tomou parte no
massacre de mais de vinte milhões de pessoas pretas; consequentemente, nós sentimos que esta é
uma demanda modesta que nós fazemos.

4. Nós queremos moradia, queremos um teto que seja adequado para abrigar seres humanos. Nós acreditamos que se os senhores de terra brancos não dão moradia descente para a nossa
comunidade negra, então a moradia e a terra devem ser transformadas em cooperativas de maneira
que nossa comunidade, com auxílio governamental, possa construir e fazer casas descentes para as
pessoas.

5. Nós queremos uma educação para nosso povo que exponha a verdadeira natureza da decadente sociedade Americana. Queremos uma educação que nos mostre a verdadeira história e a nossa importância e papel na atual sociedade americana. Nós acreditamos em um sistema educacional que dê a nossos povos um conhecimento de si mesmo. Se um homem não tiver o conhecimento de si mesmo e de sua posição na sociedade e no mundo,
então tem pouca possibilidade relacionar-se com qualquer outra coisa.

6. Nós queremos que todos os homens negros sejam isentos do serviço militar.
Nós acreditamos que o povo preto não deve ser forçado a lutar no serviço militar para defender um
governo racista que não nos protege. Nós não lutaremos e mataremos os povos de cor no mundo que, como o povo preto, estão sendo vitimados pelo governo racista branco da América. Nós nosprotegeremos da força e da violência da polícia racista e das forças armadas racista, por todos os meios necessários.

7. Nós queremos o fim imediato da brutalidade policial e assassinato do povo preto. Nós acreditamos que nós podemos terminar a brutalidade da polícia em nossa comunidade preta
organizando grupos pretos de autodefesa que são dedicados a defender nossa comunidade preta da
opressão e da brutalidade racista da polícia. A segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos dá o direito de portar armas. Nós acreditamos consequentemente que todo o povo preto deve se
armar para a autodefesa.

8. Nós queremos a liberdade para todos os homens pretos mantidos em prisões e cadeias federais, estaduais e municipais.
Nós acreditamos que todas as pessoas pretas devem ser liberadas das muitas cadeias e prisões porque não receberam um julgamento justo e imparcial.

9. Nós queremos que todas as pessoas pretas quando trazidos a julgamento sejam julgadas na corte por um júri de pares do seu grupo ou por pessoas de suas comunidades pretas, como
definido pela Constituição dos Estados Unidos. Nós acreditamos que as cortes devem seguir a Constituição dos Estados Unidos de modo que as pessoas pretas recebam julgamentos justos. A 14ª emenda da Constituição dos ESTADOS UNIDOS
dá a um homem o direito de ser julgado por pares de seu grupo. Um par é uma pessoa com um
acumulo econômico, social, religioso, geográfico, ambiental, histórico e racial similar. Para fazer isto
a corte será forçada a selecionar um júri da comunidade preta de que o réu preto veio. Nós fomos, e estamos sendo julgados por júris todo-brancos que não têm nenhuma compreensão "do raciocínio do homem médio" da comunidade preta.

10. Nós queremos terra, pão, moradia, educação, roupas, justiça e paz. E como nosso objetivo
político principal, um plebiscito supervisionado pelas Nações-Unidas a ser realizado em toda a colônia preta no qual só serão permitidos aos pretos, vítimas do projeto colonial, participar, com a finalidade de determinar a vontade do povo preto a respeito de seu destino nacional.

*Programa de 10 pontos escrito em 15 de outubro de 1966, quando da fundação do Partido dos Panteras Negras de Auto-defesa por Huey Newton e Bobby Seale.*

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