segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Jean Wyllys para Marisa

Jean Wyllys, hoje no fb:

Se, por acaso, e ainda exercendo algum cargo eletivo, eu morrer depois de dias numa UTI do Sírio-Libanês ou de qualquer outro hospital em que médicos vazaram dados de meus prontuário para fins de deboche em grupos de WhatsApp e sugeriram formas de matarem na mesa de cirurgia, enquanto fascistas de merda, leitores da Veja, audiência da Globonews, ignorantes motivados e outras bestas insensíveis e egoístas me insultam nas redes sociais; se, por acaso, isso acontecer, POR FAVOR TRANSFORMEM MEU VELÓRIO NUM GRANDE COMÍCIO:

Dêem fala a todas as pessoas que queiram e possam dizer que minha morte foi também fruto da violência política estimulada e disseminada por golpistas e pelos meios de comunicação que servem aos interesses das grandes corporações comerciais, banqueiros e especuladores financeiros que não conseguem conviver com a democracia, principalmente quando esta começa a se estender aos mais pobres; não sejam "discretos", por favor, nem "compungidos" como exigem as "pessoas de bem" que odeiam homossexuais e acham que preto pobre e favelado é bandido; não cedam ao falso-moralismo burguês de quem cobra "recato" em velório enquanto insulta e deseja a minha morte apenas porque, em vida, divergi politicamente dele e de seu pensamento torto, de quem acha que velório não é lugar de política, mas faz "comício" em cada postagem sobre meu estado de saúde e sobre a minha família;

sabendo que os meios de comunicação nunca me deram espaço honesto para que eu me explicasse sobre minhas ações políticas e sobre as mentiras que inventaram contra mim, e sabendo que, antes, eles usaram todo o seu arsenal (inclusive seus sabujos que se apresentam como "jornalistas") para me difamar e destruir minha honra e minha reputação, sabendo disso, façam, do meu velório, um enorme ato público, aproveitando as mídias sociais e as novas tecnologias da comunicação para apresentar, às pessoas, uma contra-narrativa que possa levar a verdade a elas; e se, porventura, os canalhas fascistas, as bestas motivadas, os sabujos da Veja e da Globonews e boa parte de suas audiências chegarem com o mimimi "pior que desejar a morte dele e insultá-lo é usar o velório dele como comício", mandem-os à casa do caralho e digam a eles que só em sua (deles) moral torta - típica de hipócritas que não querem assumir seu ódio e preconceitos -  um ato político pode ser pior que o ódio e a maldade deles;

se, por acaso, isso tudo acontecer comigo, como aconteceu à dona Marisa Letícia e sua família, façam como o fez Lula: façam do meu velório um ato político, pois, não são só os sabujos da imprensa e os golpistas falsamente sentidos que poderão explorar politicamente minha morte; antes deles, quem conviveu comigo e sabe que a política foi parte da minha vida (logo, será da minha morte) tem muito mais direito de fazer de meu velório um ato político contra os canalhas que me destruíram e destruíram o país; e avisem aos que vierem reclamar disso que estamos cagando para o mimimi deles e que eles não passarão!

#ForçaLula
#RIPMarisaLetícia

sábado, 4 de fevereiro de 2017

MUITO INTERESSANTE! 225 livros importantes sobre temáticas raciais no Brasil e no mundo

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Lista d@s autor@s:

Abdias do Nascimento
Achille Mbembe
Aimé Cesaire
Alberto da Costa e Silva
Alex Haley
Alex Ratts
Alice Walker
Ama Mizani
Amilcar Cabral
Ana Célia da Silva
Ana Cláudia Lemos Pacheco
Ana Katia Alves dos Santos
Ana Luiza Pinheiro Flauzina
Ana Maria Gonçalves
Andreas Hofbauer
Andréia Lisboa de Souza
Andrey Oliveira
Angela Davis
Ashanti Alston
Assata Shakur
Audre Lorde
Bell Hooks
Boris Fausto
C. L. R. James
Caribé
Carl Hart
Carlos Hasenbalg
Carlos Lopes
Carlos Machado
Carlos Moore
Carlos Pimenta
Carolina Maria de Jesus
Celia Maria Azevedo
Cheikh Anta Diop
Chimamanda Adichie
Chimamanda Ngozi Adichie
Chinua Achebe
Cleonora Hudson
Clovis Moura
Cornel West
Dilton Oliveira de Araújo
Dirceu Lindoso
Djibril Tamsir Niane
Domício Proença Filho
Dr.ª Frances Cress Weksing
Eduardo Silva
Eliane Brum
Elikia M’Bokolo
Elisa Larkin do Nascimento
Eric Williams
Florentina Souza & Maria Nazaré Lima
Florestan Fernandes
Frantz Fanon
George G. M. James
Gilza Marques
Grada Kilomba
Guerreiro Ramos
Henrique Antunes Cunha Jr.
Henry Louis Gates Jr.
Ildásio Tavares
Iolanda de Oliveira
Izabel Nascimento
Jacob Gorender
James Baldwin
Jean Marc Éla
João Elias
João José Reis
José do Patrocínio
Joseph Ki-Zerbo
Júlio César Medeiros
Kabengele Munanga
Kátia de Queiroz Mattoso
Kwame Anthony Appiah
Lélia Gonzales
Lilia Moritz Schwarcz
Lima Barreto
Livio Sansone
Lorenzo Kom Boa Ervin
Lourenço Cardo
Luiz Gama
Luiz Gustavo Freitas Rossi
Malcolm X
Manning Marable
Manuel Querino
Manuela Carneiro da Cunha
Márcio Paim
Marco Aurelio Luz
Maria Aparecida Silva Bento
Mário Augusto Medeiros da Silva
Mário Magalhaes
Meste Didi
Molefi Kete Asante
Nah Dove
Neusa Santos Souza
Nilma Lino Gomes
Octavio Lanni
Olaudah Equiano
Osmundo Araújo Pinho
Oswaldo de Camargo
Ottobah Cugoano
Oyèrónké Oyêwùmí
Paul Gilroy
Paulina Chiziane
Petronio Domingues
Pierre Fatumbi Verger
Renato Santos de Souza
Richard Miskolci
Roberto Moura
Roger Bastide
Ronilda Iyakemi Ribeiro
Roquinaldo Ferreira
Rosa Amelia Plummele-Uribe
Sidney Chalhoub
Silvia Hunold Lara
Sistah Luísa Benjamim
Sobonfu Somé
Steve Biko
Stuart Hall
Tânia Lima
Théophile Obenga
Toyn Falola
V. Y Mudimbe
Vladimir Miguel Rodrigues
W. E. B. Du Bois
Waldeloir Rego
Walter Rodney
Wlamyra R. de Albuquerque

*PROGRAMA DOS 10 PONTOS DOS PANTERAS NEGRAS.*

1. Queremos liberdade. Queremos o poder para determinar o destino de nossa Comunidade
Negra.
Nós acreditamos que o povo preto não será livre até que nós sejamos capazes de determinar nosso
destino.

2. Queremos emprego para nosso povo. Nós acreditamos que o governo federal é responsável e obrigado a dar a cada homem emprego e renda garantida. Nós acreditamos que se o homem de negócios americano branco não nos dá emprego, então os meios de produção devem ser tomados dos homens de negócios e ser colocados na comunidade de modo que o povo da comunidade possa organizar e empregar todas as pessoas e dar-lhes um padrão elevado de vida.

3. Precisamos acabar com a exploração do homem branco na Comunidade Negra. Nós acreditamos que este governo racista tem nos explorado e agora nós estamos demandando a
quitação do débito de quarenta acres de terra e duas mulas. Quarenta acres e duas mulas foram
prometidos 100 anos atrás em restituição pelo trabalho escravo e assassinato em massa do povo preto. Nós aceitaremos o pagamento em moeda corrente, que será distribuída às nossas muitas comunidades. Os Alemães estão agora reparando os Judeus em Israel pelo genocídio do povo Judeu. Os Alemães assassinaram seis milhões de Judeus. O Racista Americano tomou parte no
massacre de mais de vinte milhões de pessoas pretas; consequentemente, nós sentimos que esta é
uma demanda modesta que nós fazemos.

4. Nós queremos moradia, queremos um teto que seja adequado para abrigar seres humanos. Nós acreditamos que se os senhores de terra brancos não dão moradia descente para a nossa
comunidade negra, então a moradia e a terra devem ser transformadas em cooperativas de maneira
que nossa comunidade, com auxílio governamental, possa construir e fazer casas descentes para as
pessoas.

5. Nós queremos uma educação para nosso povo que exponha a verdadeira natureza da decadente sociedade Americana. Queremos uma educação que nos mostre a verdadeira história e a nossa importância e papel na atual sociedade americana. Nós acreditamos em um sistema educacional que dê a nossos povos um conhecimento de si mesmo. Se um homem não tiver o conhecimento de si mesmo e de sua posição na sociedade e no mundo,
então tem pouca possibilidade relacionar-se com qualquer outra coisa.

6. Nós queremos que todos os homens negros sejam isentos do serviço militar.
Nós acreditamos que o povo preto não deve ser forçado a lutar no serviço militar para defender um
governo racista que não nos protege. Nós não lutaremos e mataremos os povos de cor no mundo que, como o povo preto, estão sendo vitimados pelo governo racista branco da América. Nós nosprotegeremos da força e da violência da polícia racista e das forças armadas racista, por todos os meios necessários.

7. Nós queremos o fim imediato da brutalidade policial e assassinato do povo preto. Nós acreditamos que nós podemos terminar a brutalidade da polícia em nossa comunidade preta
organizando grupos pretos de autodefesa que são dedicados a defender nossa comunidade preta da
opressão e da brutalidade racista da polícia. A segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos dá o direito de portar armas. Nós acreditamos consequentemente que todo o povo preto deve se
armar para a autodefesa.

8. Nós queremos a liberdade para todos os homens pretos mantidos em prisões e cadeias federais, estaduais e municipais.
Nós acreditamos que todas as pessoas pretas devem ser liberadas das muitas cadeias e prisões porque não receberam um julgamento justo e imparcial.

9. Nós queremos que todas as pessoas pretas quando trazidos a julgamento sejam julgadas na corte por um júri de pares do seu grupo ou por pessoas de suas comunidades pretas, como
definido pela Constituição dos Estados Unidos. Nós acreditamos que as cortes devem seguir a Constituição dos Estados Unidos de modo que as pessoas pretas recebam julgamentos justos. A 14ª emenda da Constituição dos ESTADOS UNIDOS
dá a um homem o direito de ser julgado por pares de seu grupo. Um par é uma pessoa com um
acumulo econômico, social, religioso, geográfico, ambiental, histórico e racial similar. Para fazer isto
a corte será forçada a selecionar um júri da comunidade preta de que o réu preto veio. Nós fomos, e estamos sendo julgados por júris todo-brancos que não têm nenhuma compreensão "do raciocínio do homem médio" da comunidade preta.

10. Nós queremos terra, pão, moradia, educação, roupas, justiça e paz. E como nosso objetivo
político principal, um plebiscito supervisionado pelas Nações-Unidas a ser realizado em toda a colônia preta no qual só serão permitidos aos pretos, vítimas do projeto colonial, participar, com a finalidade de determinar a vontade do povo preto a respeito de seu destino nacional.

*Programa de 10 pontos escrito em 15 de outubro de 1966, quando da fundação do Partido dos Panteras Negras de Auto-defesa por Huey Newton e Bobby Seale.*

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